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Preços do Açúcar Sofrem Queda com Guerra Tarifária e Perspectiva de Safra Recorde no Brasil
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Fatores como a guerra tarifária e a projeção de uma safra recorde no Brasil pesaram sobre os preços, que, apesar de um início promissor em fevereiro e março, fecharam o mês com perdas significativas.
Queda nas Cotações Internacionais
Em abril, o açúcar foi um dos commodities mais afetados pela guerra tarifária, que envolveu a imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre diversos países exportadores, muitos dos quais são grandes produtores de açúcar. A reação do mercado foi imediata, refletindo temores sobre a demanda global e a possibilidade de uma desaceleração nas exportações.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), referência para o mercado internacional, os contratos de açúcar bruto com entrega em julho encerraram a sessão de 30 de abril a 17,25 centavos de dólar por libra-peso, o que representa uma queda de 7,5% em relação aos 18,65 centavos registrados no final de março. A pressão sobre os preços também foi causada pela expectativa de uma oferta global abundante, com o Brasil prestes a iniciar uma safra que promete ser a maior da sua história. Além disso, a fraqueza dos preços do petróleo adicionou mais incertezas ao mercado, impactando negativamente o açúcar.
Brasil e sua Safra Recorde
Enquanto o mercado enfrenta essas turbulências externas, o Brasil se destaca como um dos principais fatores de oferta global. De acordo com estimativas da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), a produção de açúcar do país para a safra 2025/26 deverá alcançar 45,874 milhões de toneladas, um aumento de 4% em comparação com a safra anterior, que registrou 44,117 milhões de toneladas. A previsão é de que a produção na região Centro-Sul do Brasil totalize 41,8 milhões de toneladas, um crescimento de 3,7% em relação ao ano passado, enquanto a produção nas regiões Norte e Nordeste deve alcançar 4,074 milhões de toneladas, uma alta de 7,4%.
Essa perspectiva de safra recorde é um reflexo das boas condições de mercado para o açúcar. A Conab aponta que, em quase todas as regiões produtoras do Brasil, há aumento na produção de açúcar em comparação com a safra 2024/25, o que favorece o aumento da competitividade da commodity brasileira no mercado internacional.
Início da Safra 2025/26
As operações para a safra 2025/26 já começaram em algumas regiões, como Centro-Sul e Norte do Brasil. No Nordeste, as atividades de colheita de cana-de-açúcar estão previstas para iniciar em agosto de 2025. Embora o ritmo das atividades ainda seja incipiente, as primeiras estimativas indicam que a maior parte da cana será direcionada para a produção de açúcar, em detrimento do etanol. Isso ocorre devido à maior competitividade do açúcar no mercado internacional, especialmente diante da redução da oferta de açúcar de grandes exportadores, como Índia e União Europeia.
Esse cenário positivo para o açúcar brasileiro, aliado a uma safra de grande porte, pode representar uma oportunidade para os produtores locais, que terão mais espaço para competir no mercado global, apesar dos desafios impostos pela guerra tarifária e pelos preços baixos no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras
A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.
De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.
Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva
No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.
Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.
Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.
Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado
Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.
A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.
A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.
América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos
Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.
Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.
Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.
Clima seguirá como principal variável para os preços
Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.
Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.
Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.
A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.
Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


