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Missão técnica do MPA em Natal reforça compromisso do Brasil com a retomada das exportações de pescado para Europa

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Técnicos do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) estiveram no Rio Grande do Norte, entre os dias 21 a 28 de abril, em uma missão dedicada à capacitação de profissionais na verificação de conformidade oficial de embarcações de pesca no estado. A ação integra o conjunto de medidas adotadas pelo Governo Federal para atender às exigências sanitárias e operacionais estabelecidas pelo Reino Unido e União Europeia, com vistas à retomada das exportações do pescado nacional para esses mercados.

Vale ressaltar que essa atividade faz parte do monitoramento das embarcações primárias que já possuem os Certificados Oficiais de Boas Práticas Higiênico-Sanitárias a Bordo e de Conformidade, em atendimento aos critérios e requisitos estabelecidos pela Portaria SAP-MAPA nº 310/2020, alterada pela Portaria MPA nº 171/2023, e Portaria MPA nº 75/2023, alterada pela Portaria MPA Nº 340/2024, respectivamente.

“ Durante a missão, a equipe técnica avaliou aspectos estruturais, higiênico-sanitários e operacionais de embarcações especializadas na captura de espécies destinadas à exportação, verificando a adoção de boas práticas de manipulação e conservação do pescado a bordo, bem como o cumprimento dos requisitos normativos nacionais e internacionais ”, explicou o diretor do Departamento de Indústria do Pescado do MPA, José Luis Ravagnani Vargas.

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Graças à atividade foi possível traçar um diagnóstico real da situação das embarcações de pesca auditadas. As equipes também forneceram orientações técnicas aos responsáveis pelas embarcações, com foco na melhoria dos controles e processos, visando a conformidade com os padrões internacionais exigidos para exportação para a comunidade europeia.

Para José Luis, a iniciativa demonstra o compromisso do Brasil com a qualidade e a segurança dos produtos da pesca, contribuindo para o fortalecimento da imagem do pescado nacional no mercado internacional. “ Além disso, a verificação técnica reforça a importância da atuação integrada entre o setor produtivo e o poder público para garantir uma atividade pesqueira responsável, sustentável e alinhada aos padrões globais de exportação ”, finalizou.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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