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Dólar em Alta: Expectativas de Juros e Tarifas dos EUA Movimentam o Mercado
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O mercado aguarda com expectativa os encontros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, que ocorrerão nesta semana. A seguir, detalhamos os principais fatores que estão movimentando o mercado financeiro neste início de semana.
Dólar Inicia o Pregão em Alta
O dólar opera em alta nesta terça-feira, cotado acima dos R$ 5,70 por volta das 9h40. No dia anterior, a moeda norte-americana avançou 0,63%, fechando o dia a R$ 5,6893. Este movimento de valorização do dólar reflete, principalmente, as incertezas sobre as próximas decisões dos bancos centrais de Brasil e Estados Unidos em relação às suas políticas de juros.
Expectativas em Torno das Decisões dos Bancos Centrais
Tanto o Copom, no Brasil, quanto o Federal Reserve, nos Estados Unidos, iniciam suas reuniões de política monetária hoje, com anúncios programados para amanhã, quarta-feira (7). No Brasil, a expectativa é de que o Comitê decida pela sexta elevação consecutiva da taxa Selic, que atualmente está em 14,25% ao ano, em um esforço para conter a inflação, que terminou 2024 acima da meta estipulada pelo governo.
Por outro lado, os investidores norte-americanos aguardam que o Fed mantenha suas taxas de juros inalteradas, na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano. Contudo, mais do que a manutenção das taxas, o mercado estará atento às sinalizações sobre o futuro da política monetária dos EUA, especialmente em um cenário de incertezas econômicas geradas pelas tarifas de Donald Trump.
O Impacto do Tarifaço de Trump
O impacto das tarifas de Donald Trump sobre produtos importados continua a reverberar nos mercados globais. O aumento nas tarifas pode gerar uma pressão inflacionária nos Estados Unidos, o que prejudica a economia ao elevar os custos e reduzir o poder de consumo. Em um recente episódio, Trump anunciou uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos fora dos EUA, uma medida que intensifica a percepção de um cenário econômico desafiador.
A situação também gera tensões diplomáticas, com a União Europeia reafirmando que não se submeterá a um acordo comercial desfavorável. O comissário de Comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, declarou que o bloco não cederá à pressão de um acordo que não beneficie os seus interesses.
Perspectivas para o Mercado de Câmbio e Juros
No Brasil, o diferencial de juros entre o país e os Estados Unidos torna os títulos públicos brasileiros mais atraentes para os investidores internacionais, o que poderia resultar em maior fluxo de capital para o Brasil e fortalecer o real em relação ao dólar. Enquanto isso, a expectativa sobre uma possível continuidade na alta da Selic no Brasil também pesa nas decisões dos investidores.
Tensões Comerciais e Negociações entre Brasil e EUA
As tensões comerciais geradas pelas políticas tarifárias dos EUA também afetam as relações internacionais. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o Brasil está em negociações com os Estados Unidos para encontrar uma solução para as tarifas impostas, buscando um entendimento que beneficie a região da América do Sul. Haddad destacou a importância de se chegar a um acordo que não prejudique o comércio entre os dois países, considerando os déficits comerciais que afetam as nações da América Latina.
Ibovespa e o Cenário Econômico Local
O índice Ibovespa, que encerrou o pregão anterior com queda de 1,22%, também reflete a instabilidade nos mercados, acumulando perdas tanto na semana quanto no mês. Apesar disso, o índice ainda registra um avanço de 10,98% no acumulado do ano, o que demonstra a recuperação da Bolsa após uma fase de volatilidade.
O mercado continua a digerir as consequências das políticas monetárias e tarifárias em andamento, com os investidores atentos às decisões dos bancos centrais e aos impactos das tarifas impostas pelos EUA. A oscilação do dólar e o desempenho do Ibovespa são reflexos das expectativas e incertezas que dominam o cenário econômico, tanto no Brasil quanto no exterior.
Com informações da agência de notícias Reuters
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO
O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.
Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.
“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.
Ciência e sustentabilidade
Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.
Aquicultura e mudanças climáticas
Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.
Valorização da pesca artesanal
O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.
Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura



