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Mercados se preparam para decisões sobre juros do Copom e do Fed enquanto dólar registra leve queda

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O mercado financeiro está de olhos voltados para as próximas decisões sobre as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, com a expectativa de impacto nos mercados de câmbio e ações. O dólar iniciou o pregão desta quarta-feira (7) em leve baixa, enquanto as atenções se concentram nos anúncios dos Bancos Centrais dos dois países.

Dólar apresenta leve queda no início do pregão

O dólar abriu o dia com uma queda de 0,17%, sendo cotado a R$ 5,7004. No dia anterior, a moeda americana havia registrado alta de 0,37%, fechando a R$ 5,7102. Com isso, acumulou uma valorização de 1,00% na semana e 0,58% no mês, mas ainda registra uma perda de 7,60% no ano.

Expectativa pelo Federal Reserve

O foco principal dos mercados nesta quarta-feira está na reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. A expectativa é de que a instituição mantenha suas taxas de juros entre 4,25% e 4,50% ao ano. No entanto, o mercado estará atento ao comunicado que será divulgado logo após o encerramento da reunião, às 15h. Esse documento pode oferecer pistas sobre os próximos passos do Fed, especialmente no que se refere ao impacto das políticas tarifárias adotadas pelo governo de Donald Trump.

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Com o aumento das tarifas sobre produtos importados, espera-se que a inflação nos Estados Unidos suba, o que pode afetar o crescimento da economia. O Fed pode abordar essas questões e suas possíveis consequências para a política monetária futura.

Copom: nova alta da Selic esperada

No Brasil, o mercado está projetando uma nova elevação da taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano. A expectativa é de um aumento de 0,50 ponto percentual, o que levaria a taxa para 14,75% ao ano. Essa será a sexta alta consecutiva, com o objetivo de controlar a inflação, que encerrou 2024 acima da meta de 3%. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgará sua decisão às 18h30, e o mercado estará atento também à sinalização sobre o futuro do ciclo de alta dos juros, iniciado no ano passado.

Ibovespa: leve variação positiva

O índice Ibovespa iniciou o dia de hoje com a previsão de abrir por volta das 10h. Na véspera, o índice registrou uma leve alta de 0,02%, encerrando o pregão aos 133.516 pontos. Com isso, o índice acumulou um recuo de 1,20% na semana e uma queda de 1,15% no mês, mas um ganho expressivo de 11,00% no ano.

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O que os mercados estão aguardando?

De acordo com Daniel Cunha, estrategista-chefe da BGC Liquidez, os mercados estarão atentos a como o Banco Central brasileiro comunicará o final do ciclo de altas da Selic. Em sua última reunião, o Copom havia indicado uma nova alta, mas de magnitude menor do que a anterior, que foi de 1 ponto percentual. A dúvida é sobre o quanto os juros serão elevados e se haverá novas altas no futuro.

Na visão da XP Investimentos, a grande incógnita está na comunicação do Copom para a próxima reunião. O mercado espera clareza sobre o fim do ciclo de elevações e sobre eventuais novos aumentos.

Nos Estados Unidos, o mercado espera que o Federal Reserve mantenha as taxas de juros inalteradas, mas está atento às sinalizações sobre o futuro da política monetária, especialmente em um cenário de crescimento econômico desafiador e inflação elevada, impulsionada pelas tarifas impostas por Trump sobre produtos importados.

Em resumo, tanto o Copom quanto o Fed devem trazer informações cruciais para o futuro próximo da economia, e os mercados se preparam para absorver essas informações, que terão reflexos importantes sobre os preços da moeda e do mercado de ações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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