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Minas Gerais lidera no consumo de carne suína, consolidando sua tradição gastronômica
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Minas Gerais continua a demonstrar sua forte afinidade com a carne suína, alcançando um novo marco no consumo per capita de 27,4 kg em 2025, conforme dados atualizados do IBGE. Este número coloca o estado em uma posição de liderança incontestável, superando a média nacional de 20,5 kg e reafirmando o papel da carne suína na cultura alimentar local.
A presença da proteína suína na gastronomia mineira não é novidade. Pratos típicos como feijão tropeiro, canjiquinha com costelinha, torresmo crocante e o clássico pão de queijo com pernil estão profundamente enraizados na culinária do estado, sendo amplamente apreciados por gerações.
Investimentos e ações estratégicas impulsionam o consumo
De acordo com Donizetti Couto, presidente da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), o recorde alcançado é fruto de anos de investimentos em qualidade de produção, educação e estreitamento da relação com o consumidor. Couto cita ações como o projeto “Cozinhando com a ASEMG”, a “Confraria do Porco”, o “Suíno SIM” e a “Semana da Carne Suína Mineira” como responsáveis por promover a carne de porco como uma verdadeira tradição no estado.
Alvimar Jalles, consultor de mercado da ASEMG, também destaca o valor do consumo per capita como um indicador de sucesso. Para ele, o elevado consumo de 27,4 kg por habitante mostra que Minas Gerais transformou uma cadeia produtiva robusta em uma verdadeira cultura alimentar, com forte apelo popular.
Panorama da suinocultura mineira: dados de 2024
A suinocultura em Minas Gerais segue apresentando números impressionantes em termos de produção e impacto econômico. Os dados de 2024 revelam a robustez do setor, com destaque para:
- Número de cabeças de suínos: 3.784.904
- Produção de carne suína: 594,1 mil toneladas
- Faturamento anual: O Valor Bruto da Produção (VBP) alcançou R$ 6,8 bilhões
- Abates realizados: 5,4 milhões de suínos
- Empregos diretos e indiretos: Aproximadamente 200 mil postos de trabalho gerados
- Tributação: R$ 320 milhões em impostos estaduais
- Polos produtivos: A força da suinocultura no estado
Os polos produtivos de Minas Gerais são distribuídos por diversas regiões, refletindo a força do setor em todo o estado. Entre as áreas de destaque estão:
- Central de Minas
- Centro-oeste
- Região Metropolitana de Belo Horizonte
- Oeste de Minas
- Triângulo Mineiro
- Sul de Minas
- Zona da Mata
Esses polos não só contribuem significativamente para a economia local, mas também consolidam Minas Gerais como um dos maiores produtores e consumidores de carne suína do Brasil.
O futuro da suinocultura mineira
O consumo de carne suína em Minas Gerais é um reflexo direto de sua tradição culinária e da força do setor produtivo. Com investimentos contínuos em qualidade e inovação, o estado permanece na vanguarda da suinocultura nacional, mostrando ao Brasil como uma indústria pode ser transformada em uma verdadeira paixão popular.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Volatilidade do diesel expõe custos ocultos na logística e pressiona gestão de frotas no Brasil
A instabilidade no preço do petróleo no mercado internacional e seus reflexos diretos sobre o diesel têm ampliado a pressão sobre empresas de transporte e logística em todo o Brasil. Em um setor altamente dependente do combustível, qualquer variação impacta de forma imediata os custos operacionais e a competitividade das operações.
Diesel pode representar até um terço dos custos do transporte
O diesel é um dos principais componentes da estrutura de custos do transporte rodoviário, podendo responder por cerca de um terço das despesas totais de uma operação. Nesse contexto, oscilações de preço são um desafio constante para gestores logísticos.
No entanto, especialistas destacam que o impacto financeiro vai além da variação do mercado. Muitos operadores ainda enfrentam perdas internas relacionadas à falta de controle no abastecimento, o que amplia o efeito da alta dos preços.
Falhas de registro, abastecimentos fora do padrão, inconsistências de medição e desperdícios operacionais são exemplos de problemas que, apesar de muitas vezes não serem percebidos imediatamente, podem gerar prejuízos significativos ao longo do tempo.
Perdas operacionais podem ser maiores que o impacto do preço
Segundo o especialista em operações logísticas Nelson Margarido, diretor operacional da Korth, momentos de alta no diesel acabam evidenciando fragilidades já existentes nas empresas.
“Quando o diesel sobe, a atenção se volta naturalmente para o preço do combustível. Mas esse também é um momento estratégico para analisar se o consumo está alinhado à operação e se existem perdas que podem ser evitadas com mais controle e rastreabilidade”, afirma.
De acordo com ele, muitas dessas perdas não aparecem de forma clara nos indicadores financeiros tradicionais, o que dificulta a identificação de falhas e a adoção de medidas corretivas.
Falta de controle manual amplia riscos na operação
Em operações que ainda utilizam processos manuais ou sistemas pouco integrados, pequenas divergências entre o volume abastecido e o consumo esperado podem se acumular ao longo do tempo.
Essa falta de visibilidade compromete a gestão eficiente da frota e dificulta a identificação de padrões de desperdício, impactando diretamente a rentabilidade do negócio.
Tecnologia ganha espaço na gestão de abastecimento
Diante desse cenário, cresce a adoção de soluções tecnológicas voltadas ao monitoramento do consumo de combustível e à gestão do abastecimento.
A digitalização dos processos permite o registro e a validação das informações em tempo real, reduzindo erros operacionais e aumentando a confiabilidade dos dados utilizados na tomada de decisão.
Com maior rastreabilidade, empresas conseguem identificar desvios com mais precisão e atuar de forma preventiva na redução de desperdícios.
Combustível passa a ser indicador estratégico da operação
Para especialistas do setor, o combustível deixa de ser apenas uma despesa operacional e passa a ser um indicador estratégico da eficiência da frota.
“O preço do diesel é uma variável externa. Já o controle do abastecimento é um processo interno que pode ser monitorado e aprimorado continuamente. Quanto maior a visibilidade sobre os dados, maior a capacidade de reduzir perdas e aumentar a eficiência”, destaca Margarido.
Eficiência operacional será diferencial competitivo
Em um cenário de custos elevados e margens pressionadas, a eficiência operacional tende a se tornar um dos principais diferenciais competitivos no setor de transporte e logística.
Empresas que investem em controle, rastreabilidade e análise de dados conseguem transformar informações operacionais em inteligência estratégica, ganhando mais previsibilidade e resistência às oscilações do mercado de combustíveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


