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Cervejaria Ashby conquista quatro medalhas em competições internacionais de cerveja
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A cervejaria Ashby, fundada em 1993 e localizada em Amparo (SP), alcançou um feito notável no setor cervejeiro ao conquistar quatro medalhas em duas prestigiadas competições internacionais. Participando da Copa Uruguaya de Cervezas e do Barcelona Beer Challenge, a marca se destacou, recebendo medalhas de ouro e prata por suas cervejas artesanais de alta qualidade.
Conquistas nas competições de renome
Em abril de 2025, os resultados das competições revelaram o desempenho excepcional da Ashby. A Copa Uruguaya de Cervezas, que chegou à sua oitava edição, e o Barcelona Beer Challenge, um dos maiores festivais de cerveja artesanal da Europa, com sua décima edição, premiaram as melhores cervejarias do mundo.
Ambas as competições são reconhecidas globalmente e contam com jurados renomados que avaliam os rótulos participantes por meio de uma avaliação às cegas. As cervejarias que se destacam são premiadas com medalhas de ouro, prata e bronze, e, neste ano, a Ashby não ficou para trás.
Premiações em solo uruguaio e espanhol
Na Copa Uruguaya de Cervezas, a Ashby foi laureada com duas medalhas de ouro: uma na categoria Brown Porter, com sua cerveja Ashby Porter, e outra na categoria South German-Style Weizenbock, com a Ashby Weiss. A Ashby Porter, uma cerveja extra escura, é produzida com maltes torrados que conferem uma cor profunda, enquanto o malte Pilsen traz um toque doce, com leves notas de chocolate.
Já a Ashby Weiss, que possui um histórico de mais de 10 prêmios conquistados em competições ao redor do mundo, é conhecida por sua coloração opaca e espuma cremosa e duradoura. Feita com maltes de trigo, essa cerveja se destaca pela sua qualidade e sabor únicos.
Além das medalhas de ouro, a cervejaria Ashby também obteve medalha de prata na Copa Uruguaya de Cervezas, com sua British Strong Ale na categoria Extra Special Bitter. Com um perfil de sabor intenso e marcante, esta cerveja combina quatro tipos de malte e lúpulos aromáticos que proporcionam notas de amêndoas e frutas amarelas.
Na competição Barcelona Beer Challenge, a Ashby também brilhou, conquistando a medalha de ouro com sua Ashby British Strong Ale na categoria British Bitter.
O reconhecimento da qualidade e do trabalho em equipe
Em entrevista, Scott Ashby, fundador da cervejaria, comentou sobre a importância dessas premiações: “A Ashby está no mercado desde 1993, e nosso propósito sempre foi mostrar o potencial da cerveja brasileira para o mundo. Esses prêmios internacionais são o reflexo de muito esforço e trabalho em equipe para produzir rótulos únicos e de qualidade”, afirmou.
Essas conquistas reforçam a excelência da cervejaria brasileira no cenário mundial, consolidando ainda mais a marca como uma das grandes representantes da cerveja artesanal do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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