BRASIL
Seminário impulsiona debate sobre justiça socioambiental e direitos territoriais no Brasil
BRASIL
Brasília, 13/05/2025 – Especialistas, representantes de movimentos sociais, instituições de justiça, profissionais do direito e gestores públicos estão reunidos no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), no Seminário Nacional de Acesso à Justiça Socioambiental e Direitos Territoriais. O objetivo é debater o aprimoramento de políticas públicas para a resolução de conflitos e discutir os desafios históricos dos conflitos fundiários das populações em situação de vulnerabilidade social e econômica. O encontro segue até quinta-feira (15)
O evento é promovido pela Secretaria de Acesso à Justiça (Saju), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS).
A abertura ocorreu nesta terça-feira (13). “O seminário centraliza debates que a Saju enfrenta todos os dias. É um ponto de construção importante para a continuidade de elaboração de políticas públicas que devem ser formuladas com escuta ativa e participação de múltiplos atores”, declarou a titular da Saju, Sheila de Carvalho.
Na programação, há mesas de debate com temas como racismo ambiental, desastres climáticos e conflitos fundiários; enfrentamento à violência em conflitos socioambientais; direitos territoriais; e empoderamento jurídico comunitário. Na quarta-feira, será ministrado um minicurso de introdução ao levantamento de cadeia dominial e à questão da grilagem de terras no Brasil.
Além da secretária da Saju, participaram da mesa de abertura o diretor-adjunto do IDS, Marcos Woortmann; o professor emérito da UnB José Geraldo; a coordenadora-executiva da Regional do Pará do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Cledeneuza Maria Bizerra; e a representante da União Nacional por Moradia Popular (UNMP) Simone Inocêncio Teixeira.
Na abertura, foram destacadas as principais políticas da Saju na temática: as clínicas de justiça socioambiental; as clinícas de justiça para atingidos de desastres climáticos; a pesquisa nacional sobre massacres no campo; e o projeto defensoras populares do campo.
A secretária Sheila de Carvalho também destacou o Programa + Justiça na Amazônia, iniciativa da Saju com o Conselho Nacional de Justiça, a Universidade Federal do Pará e os nove tribunais de justiça da Amazônia Legal. O programa terá apoio de R$ 38 milhões do Fundo de Direitos Difusos e Coletivos (FDD) para a construção de núcleos de soluções fundiárias em toda a amazônia legal.
O seminário alinha-se estrategicamente com a agenda da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá em novembro, no Pará (PA).
O evento está sendo transmitido ao vivo no canal do Youtube do MJSP. Veja a programação completa.
BRASIL
MME publica relatório de monitoramento com balanço das ações da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026
O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta sexta-feira (30/4), o Relatório de Monitoramento da Agenda Estratégica Eletroenergética 2026 que aponta a execução global de 49% das medidas previstas até o encerramento do primeiro trimestre deste ano. O documento apresenta o andamento das 27 ações preventivas, estruturadas para mitigar riscos operacionais, ampliar a resiliência do sistema elétrico nacional e assegurar o atendimento eletroenergético em diferentes cenários de operação.
A Agenda Estratégica Eletroenergética 2026 é um instrumento de governança criado para antecipar desafios relacionados às transformações da matriz elétrica e ao comportamento da carga. Para isso, a iniciativa reúne esforços de instituições estratégicas do setor, entre elas o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Entre os principais destaques do período está a conclusão de sete ações prioritárias para o fortalecimento da segurança energética nacional. Entre elas está a viabilização da operação da Usina Hidrelétrica de Jirau na cota de 90 metros, que possibilita a incorporação de até 236,5 MW médios de geração da usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN), ampliando a capacidade de oferta ao sistema. Outro avanço relevante registrado no relatório foi a realização dos Leilões de Reserva de Capacidade de 2026, que garantem a contratação de usinas termelétricas e ampliação de empreendimentos hidrelétricos, representando reforço adicional à confiabilidade operativa do SIN, ao assegurar fontes complementares para atendimento da demanda em momentos de maior necessidade.
A publicação reafirma o compromisso da Pasta com a transparência e o acompanhamento contínuo das ações voltadas à manutenção da segurança do suprimento eletroenergético. A atuação integrada entre os agentes do setor tem como objetivo garantir respostas estruturadas e tempestivas a eventuais riscos, preservando a estabilidade e a confiabilidade do atendimento eletroenergético em diferentes condições de operação.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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