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Comissão da Câmara de Cuiabá é favorável à criação de um cadastro de pessoas em situação de rua

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Secom – Câmara Municipal de Cuiabá&nbsp

Na manhã desta terça-feira (13), a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Pessoas com Deficiência reuniu-se na Câmara de Cuiabá para deliberar sobre três projetos de lei. Participaram da reunião temática os vereadores Maysa Leão (REP), Jeferson Siqueira (PSD) e Demilson Nogueira (PP).&nbsp

Presidente da comissão, Maysa Leão ressaltou a importância dos pareceres favoráveis aos projetos, pois, para ela, iniciativas como essas ajudarão a comissão a construir uma política pública para reinserir essas pessoas na sociedade, no mercado de trabalho, na vida familiar e no tratamento de eventuais dependências a drogas ou álcool.&nbsp
Encaminhado pelo Executivo Municipal, o primeiro projeto que teve, por unanimidade, o parecer pela aprovação permite a atualização do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Maysa reforçou a necessidade desse programa para pessoas em vulnerabilidade e que estava defasado.&nbsp
“Existia um normativo do TCE para que todos os municípios do estado de Mato Grosso se atualizassem, e o Executivo Municipal enviou esse projeto para nós. Foi atualizado hoje então, agora a gente já vai votar no plenário”, disse.&nbsp
Outro projeto que teve o parecer favorável é de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL), que torna prioritário o acesso a filas em locais comerciais para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, obesas e dentro do espectro autista.&nbsp
Por fim, teve o parecer pela aprovação o projeto de autoria de Maysa Leão que cria um cadastro das pessoas em situação de rua em Cuiabá. A parlamentar destacou que essa população vem crescendo e precisa de atenção do poder público.&nbsp
“A gente sabe que essa população em Cuiabá é uma população que todos veem, que todos se preocupam e que, a cada dia mais, infelizmente, vem crescendo. Isso significa que a vulnerabilidade está aumentando no município, e não há possibilidade de fazer políticas públicas sem saber quantos são, quem são, em que locais da cidade eles vivem e por que vivem dessa forma. E assim, a gente vai conseguir desenhar uma política pública para reinserir essas pessoas na sociedade”, finalizou Maysa.&nbsp
Agora, os projetos seguem para votação em plenário durante a Sessão Ordinária.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Doação de órgãos realizada no HMC beneficia pacientes de quatro estados

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Em meio à dor de uma despedida, um gesto de solidariedade pode significar o recomeço para outras famílias. Foi com esse sentimento que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), administrado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), realizou, na manhã desta quarta-feira (2), a captação de múltiplos órgãos e tecidos de um paciente de 51 anos, vítima de traumatismo craniano após uma queda de aproximadamente 1,5 metro.

Antes do início do procedimento, profissionais do hospital realizaram o tradicional corredor da honra, também conhecido como corredor de aplausos. O momento foi marcado por respeito e emoção em homenagem ao doador e à família, que, mesmo diante de uma perda irreparável, autorizou a doação dos órgãos.

A captação teve início às 10h50 e mobilizou mais de 50 profissionais, entre equipes do próprio HMC e especialistas que vieram de Campo Grande (MS) para participar do procedimento.

Foram captados fígado, dois rins e córneas. O fígado foi destinado a Mato Grosso do Sul. O rim direito seguirá para o Rio Grande do Sul, enquanto o rim esquerdo será encaminhado para Pernambuco. As córneas foram captadas para implante local.

A ação representa a possibilidade de salvar quatro vidas e ainda beneficiar pacientes que aguardam por transplante de córnea.

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Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a doação representa um gesto de extrema generosidade em um momento de profunda dor para a família.

“É uma perda irreversível para a família, mas, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ajudar outras vidas. A nossa gratidão a esses familiares é imensa. Neste Setembro Verde, precisamos reforçar a importância de conversar sobre a doação de órgãos dentro de casa, com nossos parentes, para que, se uma tragédia vier a acontecer, essa possibilidade seja analisada com carinho e sensibilidade. Existe uma longa fila de pessoas esperando por um transplante, e hoje essa família está ajudando a mudar a história de outras pessoas.”

A captação realizada no HMC ocorre justamente no mês em que são ampliadas as ações de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. O Setembro Verde busca estimular o diálogo sobre o tema e mostrar à população que uma única decisão pode representar uma nova oportunidade para várias pessoas.

A diretora-geral de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, destacou que a captação é resultado de uma grande mobilização das equipes e reforçou o significado do corredor da honra como uma forma de reconhecer a família e o doador.

“Hoje mais de 50 profissionais se mobilizaram para que essa doação pudesse acontecer. O corredor da honra é um momento de respeito, gratidão e reconhecimento. É a nossa forma de homenagear esse paciente e, principalmente, essa família, que, em meio à dor, possibilitou que outras pessoas tivessem uma nova chance.”

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A captação desta quarta-feira reforça que, mesmo diante de uma despedida marcada pela dor, a solidariedade pode permanecer como legado. Para quatro pessoas que aguardam por um transplante, a decisão de uma família significará uma nova oportunidade de vida.

O médico Eduardo Andraus, responsável técnico do HMC, explicou que a doação só ocorre após protocolos rigorosos que confirmam a morte encefálica.

“A morte encefálica é uma condição irreversível, diagnosticada por protocolos muito rígidos que comprovam que o cérebro deixou de funcionar. Mesmo que o coração continue batendo por um período, a pessoa já faleceu. A confirmação é feita de maneira criteriosa e segura, permitindo que, quando a família autoriza a doação, os órgãos sejam preservados e encaminhados para pacientes que aguardam por um transplante.”

No Brasil, a autorização da família é fundamental para que a doação de órgãos de um potencial doador falecido possa ocorrer. Por isso, além de ter o desejo de ser doador, é importante conversar com os familiares e deixar clara essa vontade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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