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Nutrição estratégica prolonga produtividade de poedeiras mais velhas e preserva a qualidade dos ovos
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No entanto, ajustes específicos na alimentação e no manejo nutricional têm se mostrado eficazes para prolongar a vida produtiva das aves e manter os índices zootécnicos em alta. A seguir, conheça os principais cuidados indicados por especialistas e as soluções nutricionais voltadas a essa fase crítica da produção avícola.
Desafios do envelhecimento: menor absorção e queda na digestão
À medida que as aves de postura envelhecem, é comum ocorrer uma redução na absorção de nutrientes essenciais — como cálcio, fósforo e vitaminas lipossolúveis (A, D e E) —, além da queda na eficiência digestiva, especialmente devido à menor secreção de enzimas pancreáticas. Essas alterações afetam diretamente o desempenho produtivo.
“O processo digestivo se torna menos eficiente, prejudicando a utilização de proteínas, carboidratos, gorduras e ácidos nucleicos”, explica o zootecnista Rogério Marcos da Silva Júnior, da Auster Nutrição Animal.
Queda na taxa de postura e fragilidade na casca dos ovos
Com o avanço da idade, a capacidade reprodutiva das aves também é impactada, resultando na diminuição da taxa de postura e na fragilidade das cascas dos ovos. Isso acarreta prejuízos à rentabilidade, devido ao aumento de ovos com defeitos estruturais, como cascas finas ou deformadas.
Segundo Rogério, a reposição nutricional adequada é essencial nessa fase. “É necessário considerar a suplementação correta, uma dieta balanceada, controle ambiental, boa hidratação e o monitoramento rigoroso da qualidade das matérias-primas e formulações”, afirma.
Ração balanceada, água limpa e ambiente controlado: pilares do manejo eficiente
Para manter o consumo alimentar e o desempenho das aves, é fundamental garantir o fornecimento constante de ração balanceada e água de qualidade. Além disso, ajustes no controle ambiental são cruciais para evitar o estresse térmico, condição que prejudica o bem-estar das aves e compromete a produção.
“Com práticas adequadas de manejo e nutrição, é possível preservar o desempenho produtivo mesmo em lotes mais envelhecidos”, destaca o especialista.
Indicadores produtivos como ferramentas para ajustes nutricionais
Indicadores zootécnicos e fisiológicos ajudam a avaliar a eficiência do manejo nutricional e guiar ajustes necessários na dieta. A taxa de postura, por exemplo, revela a capacidade do lote de converter alimento em produção. Já o peso do ovo pode indicar desequilíbrios nutricionais, enquanto a qualidade da casca permite avaliar os níveis de cálcio, fósforo e vitamina D3.
Essas análises orientam as reformulações na dieta, que devem acompanhar a evolução das necessidades nutricionais das poedeiras mais velhas.
Suplementações essenciais: minerais, vitaminas e enzimas
Entre os principais ajustes nutricionais, está o aumento dos níveis de cálcio, sempre em equilíbrio com o fósforo, para manter a qualidade das cascas e prevenir problemas ósseos. A vitamina D3 também deve ser suplementada em formas metabólicas ativas, que são mais eficientes.
Outros nutrientes indispensáveis incluem aminoácidos como lisina, metionina e treonina, essenciais para a síntese proteica. Enzimas digestivas (como carboidrases e fitases) aumentam a disponibilidade de nutrientes. Já antioxidantes como vitamina E e selênio combatem o estresse oxidativo, enquanto prebióticos e probióticos fortalecem a flora intestinal e melhoram a digestão.
Soluções personalizadas da Auster Nutrição Animal
A Auster Nutrição Animal oferece soluções desenvolvidas especialmente para atender às necessidades nutricionais de poedeiras mais velhas. A linha Númia, com premixes balanceados, garante níveis adequados de vitaminas e minerais. O produto Númia Postura Vitalis promove cascas mais resistentes e nutrição equilibrada.
As enzimas da linha Aela otimizam a digestibilidade dos nutrientes, e o óleo em pó de alta qualidade Prius contribui para o adequado balanço energético da dieta. “A integração dessas soluções em estratégias nutricionais específicas assegura maior eficiência produtiva e rentabilidade para os avicultores”, finaliza Rogério.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do trigo sobe no Sul do Brasil e menor oferta pode ampliar importações em 2026
O mercado brasileiro de trigo iniciou junho com viés de alta nos principais estados produtores da Região Sul. A combinação entre menor área cultivada, redução dos investimentos em tecnologia e expectativa de safra mais enxuta tem sustentado a valorização do cereal, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os preços avançaram para entregas nos próximos meses.
De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, os negócios envolvendo trigo de melhor qualidade registraram maior movimentação durante a semana, enquanto compradores e vendedores seguem atentos ao equilíbrio entre oferta disponível e necessidade de abastecimento dos moinhos.
Trigo gaúcho registra valorização para julho e agosto
No Rio Grande do Sul, o trigo branqueador foi negociado ao redor de R$ 1.450 por tonelada. Já o trigo pão apresentou indicações de R$ 1.350 por tonelada para entrega em junho e R$ 1.370 para os meses de julho e agosto.
O trigo argentino também ganhou valor no mercado gaúcho. Em Canoas, as negociações ocorreram a US$ 300 por tonelada, avanço de US$ 5 em relação à semana anterior.
Para a safra nova, produtores passaram a elevar as pedidas diante da perspectiva de menor produção. As ofertas para setembro alcançaram R$ 1.500 por tonelada, embora ainda não tenham sido registrados negócios nessas condições.
Menor produção pode aumentar dependência de importações
A consultoria destaca que a redução da área cultivada e o menor nível de investimento tecnológico podem provocar queda significativa na produção nacional de trigo.
As estimativas apontam uma colheita próxima de 6,5 milhões de toneladas, enquanto as importações podem atingir cerca de 6,75 milhões de toneladas. Esse cenário tende a aproximar os preços internos dos valores praticados no mercado internacional, aumentando a influência das cotações externas sobre o mercado doméstico.
No abastecimento dos moinhos, os volumes para junho já estão praticamente contratados. Para julho, a cobertura gira em torno de 40%, enquanto compradores começam a direcionar suas atenções para as necessidades de agosto.
No mercado de balcão gaúcho, o destaque ficou para Panambi, onde a cotação avançou para R$ 66 por saca.
Santa Catarina mantém estabilidade com ajustes pontuais
Em Santa Catarina, o mercado operou de forma mais equilibrada, com negócios pontuais e poucas alterações expressivas.
Os preços do trigo local variaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. O cereal oriundo do Rio Grande do Sul foi ofertado entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB.
Nas negociações de balcão, as cotações permaneceram estáveis em municípios como Canoinhas, Rio do Sul, Joaçaba e São Miguel do Oeste. Já Chapecó e Xanxerê registraram elevações nos preços pagos ao produtor.
Paraná enfrenta resistência para novas altas
No Paraná, a forte concorrência entre as indústrias de farinha continua limitando reajustes mais expressivos para o trigo.
Os vendedores mantêm pedidas próximas de R$ 1.500 por tonelada, mas os últimos negócios efetivamente realizados ocorreram em torno de R$ 1.400 FOB no norte do estado.
O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450 FOB, enquanto as referências para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entregas programadas para setembro.
Já o trigo argentino nacionalizado nos portos brasileiros segue cotado ao redor de US$ 295 por tonelada, mantendo competitividade frente ao produto nacional.
Mercado acompanha oferta e demanda para os próximos meses
Com a perspectiva de uma safra menor e a necessidade crescente de importações, o mercado de trigo brasileiro entra no segundo semestre atento à evolução das lavouras e ao comportamento dos preços internacionais.
A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente diante da redução da oferta interna e do aumento da dependência do cereal importado para garantir o abastecimento da indústria moageira nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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