POLITÍCA NACIONAL
Audiência pública discute mudanças na Polícia Rodoviária Federal
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A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados debate nesta terça- feira (20) mudanças na organização e nas atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A audiência será realizada às 13 horas, no plenário 8, a pedido da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).
A audiência será interativa, confira a lista de convidados e mande suas perguntas.
Alice Portugal afirma que a PEC da Segurança Pública (Proposta de Emenda à Constituição 18/25) dá ao governo federal maior poder de coordenação sobre políticas de segurança. A PEC reconfigura a estrutura de segurança pública no Brasil, buscando maior integração e coordenação entre os diferentes níveis federativos e órgãos de segurança.
A proposta em análise, encaminhada ao Congresso pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, prevê a transformação da PRF em uma polícia ostensiva federal, ampliando sua atuação para além das rodovias. Se aprovada, a nova estrutura permitirá que o órgão atue em portos e aeroportos, terras indígenas, fronteiras e em ações em estados, mediante solicitação dos governadores.
Hoje, a PRF já auxilia em operações como combate ao garimpo ilegal, desmatamento, crime organizado e situações de calamidade, mas sua atuação principal ainda está vinculada ao patrulhamento rodoviário.
“A PRF conta com cerca de 12.500 homens. De acordo com Lewandowski, a escassez de recursos públicos inviabiliza, atualmente, uma discussão sobre investimento na ampliação do órgão. Porém, o Ministério da Justiça, por meio da PEC, vem trabalhando na ampliação nas atribuições da PRF e um efetivo aumento da abrangência física de sua atuação”, disse Alice Portugal.
Da Redação – RL
Fonte: Câmara dos Deputados
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Projeto isenta setor agropecuário de corte linear em incentivos tributários
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), exclui os incentivos tributários do setor agropecuário da redução linear de benefícios fiscais federais prevista na Lei Complementar 224/25. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.
A lei instituiu um regime de revisão estrutural de incentivos e benefícios tributários federais, com corte linear e poucas exceções. O projeto busca incluir entre essas exceções os tratamentos tributários relativos a insumos agropecuários e aos créditos presumidos vinculados à cadeia do agro (desde sementes e adubos ao frango, porco, laranja, café, algodão e outros produtos).
Impacto estimado
Segundo Lupion, a redução linear poderia gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,3 bilhões apenas em insumos agropecuários – como defensivos, sementes, adubos e fertilizantes – e de R$ 1,5 bilhão na distribuição desses produtos.
Estudos setoriais citados pelo autor apontam ainda efeitos sobre cadeias como: soja e biodiesel (cerca de R$ 500 milhões), aves, ovos e suínos (entre R$ 350 e R$ 400 milhões), lácteos (cerca de R$ 280 milhões) e carne bovina (cerca de R$ 520 milhões).
Para Lupion, esses números mostram que os incentivos em questão não funcionam como privilégio setorial, mas como mecanismos de neutralidade econômica para evitar a cumulatividade tributária em cadeias produtivas longas e intensivas em insumos.
A aplicação do corte linear sobre insumos agropecuários e créditos presumidos recompõe carga tributária justamente onde o sistema deveria garantir neutralidade de custos, na opinião de Lupion. “A redução linear, aplicada sem distinção entre ‘gasto tributário’ e ‘incentivo de neutralidade produtiva’, termina por internalizar tributo como custo, reforçando cumulatividade econômica e deteriorando a competitividade do agro brasileiro”, argumentou.
O deputado alerta ainda para o risco de repasse inflacionário, especialmente em alimentos e combustíveis, com impacto direto sobre o poder de compra da população.
Próximos passos
Ainda não foram definidas as comissões que analisarão o texto. O Plenário da Câmara aprovou, em maio, regime de urgência para o projeto; com isso, ele pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.
Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados


