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Paraná investe R$ 5 bilhões para modernizar agropecuária e fortalecer sustentabilidade no campo
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O Paraná anunciou investimentos de cerca de R$ 5 bilhões para modernizar o setor agropecuário e promover práticas sustentáveis no estado. Os detalhes desses recursos foram apresentados nesta quinta-feira (15), durante o 6.º Fórum Brasileiro de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), realizado na Expoingá, em Maringá. O evento reuniu cerca de 700 participantes, entre deputados, prefeitos, secretários municipais de Agricultura, produtores rurais e lideranças da sociedade civil.
Secretário destaca união e compromisso com a sustentabilidade
O secretário de Estado da Agricultura, Márcio Nunes, ressaltou a importância do fórum para fomentar o diálogo entre diversos setores ligados ao agronegócio. “Essa união é muito forte”, afirmou. Segundo ele, o encontro representa um “novo despertar” para o tema da sustentabilidade e reforça o compromisso do Paraná com a expansão do sistema ILPF no estado.
Márcio Nunes enfatizou as grandes transformações que o setor agropecuário enfrenta globalmente e a necessidade de lideranças estarem preparadas para acompanhar essas mudanças.
Programa de conservação do solo e capacitação técnica
Entre os principais projetos está um programa pioneiro de conservação do solo e da água, combate à erosão e aumento da fertilidade, considerado o maior do país no setor. Como parte da iniciativa, os municípios poderão adquirir máquinas e equipamentos agrícolas para conservação dos solos locais.
Além disso, o governo do Paraná vai capacitar 3 mil pessoas, que receberão diploma e uniformes, para operar essas máquinas, tornando-se “patrulheiros da sustentabilidade” nas regiões rurais.
Outro foco do programa é a pavimentação de estradas rurais, planejada para integrar o sistema de conservação de solo e água, garantindo sustentabilidade nas áreas agrícolas.
Parceria com municípios para produção sustentável
O Estado também planeja lançar um projeto voltado para a produção agrícola ainda mais sustentável, desenvolvido em parceria com os municípios. A ideia é que as prefeituras identifiquem as vocações agropecuárias locais, enquanto o governo investirá recursos a fundo perdido para a aquisição de mudas e insumos.
Cocamar reforça potencial do sistema ILPF na região
O presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, destacou o impacto do sistema ILPF na produção de soja e pecuária, especialmente na região do Arenito Caiuá. Segundo ele, enquanto o sistema tradicional produz cerca de 4 arrobas por hectare, o ILPF pode alcançar 28 arrobas por hectare.
Lourenço ressaltou ainda que o Brasil possui 160 milhões de hectares de pastagens, dos quais entre 60 e 80 milhões podem ser convertidos para o sistema ILPF. No Paraná, já são 18 milhões de hectares com essa integração implementada, demonstrando um grande potencial para agregar valor ao setor.
O que é o sistema ILPF?
O sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) combina em uma mesma área a produção agrícola, pecuária e florestal. Essa estratégia otimiza o uso da terra, aumenta a produtividade, diversifica a produção e contribui para a geração de produtos de maior qualidade. O ILPF também oferece soluções mais sustentáveis e resistentes às mudanças climáticas, enfrentando os desafios da baixa produtividade tradicional da agropecuária.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


