AGRONEGOCIOS
Bolsas da China e Hong Kong encerram estáveis com dados econômicos fracos, apesar de trégua tarifária
AGRONEGOCIOS
As bolsas da China continental e de Hong Kong fecharam praticamente estáveis nesta segunda-feira (data local), refletindo a combinação de sinais econômicos fracos com o impulso temporário gerado pela suspensão das tarifas entre China e Estados Unidos.
O índice de Xangai terminou o dia estável, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen — recuou 0,31%. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu levemente, com queda de 0,05%.
Dados econômicos pressionam os mercados
Os investidores reagiram com cautela aos dados divulgados sobre a economia chinesa. Indicadores oficiais mostraram uma desaceleração no crescimento da produção industrial e nas vendas no varejo em abril, o que aumentou a percepção de fragilidade na recuperação econômica do país.
A corretora Guosheng Securities recomendou prudência aos investidores, afirmando que é necessário aguardar sinais mais concretos de melhora econômica antes de apostar em novas altas nas ações.
Suspensão de tarifas impulsiona ações portuárias
Apesar do cenário econômico fraco, a trégua de 90 dias nas tarifas entre China e Estados Unidos — anunciada na semana passada — continuou a beneficiar ações de operadoras portuárias, com investidores apostando em um possível aumento nos volumes de embarque durante o período.
As ações das empresas Lianyungang Port, Ningbo Port e Zhuhai Port atingiram o limite diário de valorização, com alta de 10%. Outras companhias do setor, como China Merchants Port Group e Shanghai International Port, também registraram ganhos expressivos.
Desempenho de outras bolsas asiáticas
Confira o fechamento das principais bolsas da região Ásia-Pacífico nesta segunda-feira:
- Tóquio (Nikkei 225): queda de 0,68%, aos 37.498 pontos
- Hong Kong (Hang Seng): recuo de 0,05%, aos 23.332 pontos
- Xangai (SSEC): estabilidade, aos 3.367 pontos
- Shenzhen/Shanghai (CSI300): queda de 0,31%, aos 3.877 pontos
- Seul (Kospi): baixa de 0,89%, aos 2.603 pontos
- Taiwan (Taiex): retração de 1,46%, aos 21.523 pontos
- Cingapura (Straits Times): queda de 0,56%, aos 3.876 pontos
- Sydney (S&P/ASX 200): recuo de 0,58%, aos 8.295 pontos
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Algodão recua na Bolsa de Nova York após sequência de altas e mercado acompanha avanço da safra brasileira
Após semanas consecutivas de valorização, os preços do algodão passaram a registrar recuo na Bolsa de Nova York. A movimentação foi destacada em análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, que aponta mudanças no cenário climático e no mercado global de commodities como os principais fatores de pressão sobre as cotações da pluma.
Segundo o instituto, o contrato do algodão com vencimento em julho de 2026 chegou a atingir ¢US$ 87,77 por libra-peso no início de maio, acumulando valorização de 33,09% em relação aos níveis observados no começo de março.
No entanto, o movimento perdeu força nos últimos dias, e o contrato encerrou a semana cotado a ¢US$ 77,42 por libra-peso, refletindo uma correção do mercado após a forte alta recente.
Clima nos EUA e petróleo influenciam mercado da pluma
De acordo com o relatório, a valorização observada anteriormente foi impulsionada por fatores como o conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços internacionais do petróleo, além das condições climáticas desfavoráveis durante a semeadura da safra 2026/27 nos Estados Unidos.
Com a recuperação das condições climáticas nas regiões produtoras norte-americanas, o mercado passou a reavaliar os riscos relacionados à oferta global da fibra.
Outro fator que contribuiu para a retração das cotações foi a queda nos preços do petróleo. Esse movimento aumenta a competitividade das fibras sintéticas derivadas do petróleo em relação ao algodão, reduzindo parte da demanda pela fibra natural no mercado têxtil internacional.
Correções técnicas e safra brasileira ampliam pressão
Além dos fundamentos ligados ao clima e ao petróleo, o mercado também registrou movimentos de realização de lucros e correções técnicas após sucessivas sessões de valorização na Bolsa de Nova York.
O início da colheita da safra brasileira também passou a ocupar o radar dos investidores e agentes do setor.
O avanço da oferta de pluma no Brasil, um dos maiores exportadores mundiais de algodão, tende a ampliar a disponibilidade global da fibra nas próximas semanas, cenário que pode continuar pressionando os preços internacionais.
Mercado segue atento ao comportamento da demanda global
Mesmo com o recente recuo, analistas avaliam que o mercado do algodão ainda permanece sensível a fatores climáticos, geopolíticos e econômicos.
A evolução da safra norte-americana, o ritmo das exportações brasileiras e o comportamento da demanda da indústria têxtil global continuarão sendo determinantes para a direção das cotações nos próximos meses.
Além disso, o setor acompanha de perto os movimentos do petróleo e das fibras sintéticas, que exercem influência direta sobre a competitividade do algodão no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba

