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Ministro Luiz Marinho recebe UNE e debate trabalho digno para a juventude
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu na tarde desta segunda-feira (19/5), em Brasília, representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE). O encontro teve como objetivo a apresentação do 60º Congresso da entidade, previsto para ocorrer de 16 a 20 de julho deste ano, em Goiânia.
Durante o Congresso, está prevista a realização do “Encontro de Trabalho e Juventude”, um espaço voltado à reflexão sobre as dinâmicas do mercado de trabalho contemporâneo. O evento abordará temas como trabalho e renda digna para a juventude, ressaltando seu papel como instrumento de transformação e inclusão social.
Segundo a presidente da UNE, Manuella Mirella da Silva, o congresso irá discutir temas como o trabalho autônomo, o trabalho em plataformas digitais, a adequação dos currículos universitários às exigências do mercado e o fim da jornada 6×1. “A nossa luta também é contra esses conceitos que criam, como as que circulam na internet dizendo que ser CLT é algo ruim e incentivam os jovens a quererem ser influencers”, afirmou. Manuella destacou ainda que a UNE está atenta à importância de alinhar os cursos universitários aos processos de reindustrialização do país, às novas tecnologias e às profissões emergentes.
O ministro Luiz Marinho concordou que o mercado de trabalho está passando por rápidas transformações e refletiu sobre a ideia de que a juventude rejeita o regime CLT. Segundo ele, os jovens não necessariamente rejeitam a formalização, mas buscam novos formatos de relações de trabalho. “O que os jovens não querem é um trabalho escravizante, com baixa remuneração, jornadas exaustivas e chefes autoritários. Eles buscam relações de trabalho mais livres, com flexibilidade e que permitam viver com dignidade, o que já é possível dentro da legislação atual”, afirmou.
A expectativa é que o 60º Congresso da UNE reúna, em Goiânia, cerca de 15 mil estudantes universitários das redes pública e privada, oriundos dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal.
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MEC participa da 16ª Festa Literária das Periferias no Rio
Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Cidinha da Silva, Eliana Alves Cruz, Elisa Lucinda, Nei Lopes e Estêvão Ribeiro estão entre os autores que participam da 16ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup), realizada de 23 a 27 de setembro no Rio de Janeiro. O evento ocorre no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Sala Guarani e na Praça Tiradentes, com programação que reúne autores, pensadores, estudantes e professores e aborda temas relacionados à literatura negra, periférica e às matrizes ancestrais.
Com o tema “As Filhas das Filhas das Filhas”, a edição homenageia a escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). A programação conta também com a participação da pensadora norte-americana Kimberlé Crenshaw, além de intelectuais como Djamila Ribeiro, Cida Bento, Carla Akotirene, Jeferson Tenório, Sidnei Nogueira e Bianca Santana. A Flup inclui ainda atividades voltadas à produção audiovisual, entre elas trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas.
O Ministério da Educação (MEC) participa da Flup por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). Durante a programação, serão disponibilizados dois totens interativos para acesso ao MEC Livros, biblioteca digital de acesso público e gratuito. A programação completa da 16ª Flup pode ser consultada no site oficial do evento.
A secretária da Secadi, Zara Figueiredo, pontuou que a literatura constitui um direito humano fundamental por sua capacidade de proporcionar o exercício da alteridade e a compreensão de dilemas existenciais. Também ressaltou que a literatura produzida por autores negros e periféricos expressa a diversidade cultural do país e aborda temáticas centrais da sociedade brasileira. Ela destacou ainda a relevância da presença do ministério no festival e enfatizou que a disponibilidade dessas obras na plataforma MEC Livros fortalece a representatividade, a autoestima e a aprendizagem dos estudantes na rede pública.
Literatura negra e acervo digital – A programação do festival também se relaciona ao acervo do MEC Livros, biblioteca digital e gratuita que reúne obras de diversos autores presentes na 16ª Flup. Entre os títulos disponíveis está o romance histórico Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, que inspira o tema desta edição do festival. Também integra a plataforma o título Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo, atualmente o quinto livro mais emprestado do acervo, além de outras obras da autora, como Becos da Memória, Ponciá Vicêncio, Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade e Olhos d’água.
O catálogo contempla também títulos como Um Exu em Nova York, Sobre-viventes! e Exuzilhar, de Cidinha da Silva; Nada Digo de Ti, que em Ti Não Veja, de Eliana Alves Cruz; Afro-Brasil Reluzentes, de Nei Lopes; e produções voltadas à infância e juventude, como Rê Tinta e a Revolução Escolar, de Elisa Lucinda, e Rê Tinta e o Pé de Jamelão, de Estêvão Ribeiro.
O MEC Livros reúne autores de diferentes gerações, com obras de escritores como Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis, Lima Barreto e Carolina Maria de Jesus, além de autores contemporâneos brasileiros e estrangeiros, entre eles Itamar Vieira Junior, Lilia Guerra, Eliane Marques, Tom Farias, Paulina Chiziane, Buchi Emecheta, Oyinkan Braithwaite, Akwaeke Emezi e Randall Kenan.
Sobre a plataforma – O MEC Livros é uma biblioteca digital de acesso público e gratuito, com mais de 25 mil títulos em formato digital, entre obras licenciadas e em domínio público. A plataforma integra ações relacionadas à ampliação do acesso à leitura e ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, a Academia Brasileira de Letras, o Instituto Mojo de Comunicação Intercultural e a Companhia Editora de Pernambuco.
O acesso pode ser feito via navegador ou aplicativo para dispositivos móveis, mediante login com a conta Gov.br. A plataforma permite o empréstimo gratuito de obras licenciadas, além da leitura ilimitada de títulos em domínio público. Para consultar o acervo e obter mais informações, acesse o portal do MEC Livros.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação



