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Após cinco sessões em baixa, preços do açúcar voltam a subir nos mercados internacional e doméstico
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Os contratos futuros do açúcar encerraram a quarta-feira (21) em alta nas bolsas internacionais, revertendo a tendência de queda observada nas últimas cinco sessões. Analistas ouvidos pela Reuters apontam que o mercado vinha sendo pressionado por uma condição de sobrevenda, o que abriu espaço para uma correção. Apesar da recuperação, os fundos de investimento ainda mantêm uma posição vendida significativa, estimada entre 40 mil e 50 mil lotes.
Ainda segundo a agência de notícias, o enfraquecimento recente nos preços do açúcar ocorreu após a divulgação de novas estimativas durante a New York Sugar Week, na semana passada, que indicaram uma mudança no cenário global — de déficit para superávit na oferta da commodity.
Nova York: açúcar bruto sobe até 2,1%
Na bolsa ICE Futures dos Estados Unidos, todos os vencimentos do açúcar bruto fecharam em alta. O contrato com vencimento em julho/25 subiu 36 pontos, sendo negociado a 17,70 centavos de dólar por libra-peso — valorização de 2,1% em relação ao dia anterior. Já o vencimento outubro/25 fechou a 17,86 cts/lb, com alta de 33 pontos. Os demais contratos tiveram ganhos entre 19 e 31 pontos.
Londres: açúcar branco também registra valorização
Na ICE Futures Europe, de Londres, o açúcar branco também apresentou alta em todos os contratos. O vencimento agosto/25 foi negociado a US$ 497,70 por tonelada, avanço de US$ 10,60 ou 2,2% no comparativo diário. O contrato outubro/25 subiu US$ 9,70, fechando em US$ 492,80 por tonelada. As demais telas registraram aumentos entre US$ 6,10 e US$ 8,20.
Mercado interno: açúcar cristal sobe após sequência de quedas
No mercado brasileiro, o açúcar cristal teve um dia de recuperação após dez sessões consecutivas de baixa. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP), o produto foi negociado a R$ 135,02 por saca na quarta-feira, ante R$ 133,27 na terça, o que representa uma valorização de 1,31%.
Etanol hidratado recua pela segunda sessão seguida
Diferente do açúcar, o etanol hidratado registrou sua segunda queda consecutiva, conforme o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi comercializado a R$ 2.798,00 o metro cúbico, levemente abaixo dos R$ 2.802,00 registrados na sessão anterior — queda de 0,14%.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Reino Unido amplia pressão e setor do agro brasileiro reage a novas restrições à carne
O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário de pressão no comércio internacional após a decisão da União Europeia (UE) de suspender, a partir de setembro, as exportações de carne brasileira, somada ao anúncio de que o Reino Unido também avalia impor restrições adicionais ao produto nacional.
O movimento conjunto dos mercados mais exigentes do mundo acende um alerta no setor pecuário e reforça a necessidade de adequação às regras sanitárias internacionais, especialmente no que se refere à rastreabilidade, uso de antimicrobianos e comprovação de conformidade produtiva.
Pressão internacional exige maior comprovação sanitária do Brasil
Especialistas avaliam que o principal desafio do Brasil não está apenas no cumprimento formal das normas, mas na capacidade de demonstrar, de forma auditável e contínua, que toda a cadeia produtiva atende aos padrões exigidos por mercados como o europeu e o britânico.
De acordo com a coordenadora de contratos e agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz, a União Europeia adota critérios rigorosos baseados em evidências verificáveis.
“A UE não trabalha com presunção de conformidade; ela exige evidências. Sem demonstrar, de forma verificável, o uso adequado de antimicrobianos e a rastreabilidade animal, o impacto será duradouro — e afeta a credibilidade global do país”, afirma.
A especialista ressalta que o avanço das restrições britânicas reforça que o tema não é pontual, mas sistêmico dentro do comércio internacional de proteínas animais.
“Quando outro mercado de alta exigência sanitária sinaliza restrições, fica claro que a governança sanitária brasileira está sob escrutínio internacional”, acrescenta.
MAPA articula resposta técnica para evitar ampliação das restrições
Diante do cenário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalha na consolidação de relatórios técnicos para responder às exigências das autoridades europeias e buscar a reversão das medidas anunciadas.
A estratégia do governo envolve a apresentação de dados sobre controle sanitário, práticas de produção e sistemas de fiscalização adotados no país.
No entanto, especialistas destacam que a reabertura ou manutenção de mercados dependerá diretamente da capacidade de comprovação prática de conformidade ao longo de toda a cadeia produtiva da carne bovina.
Rastreamento e uso de antibióticos seguem no centro do debate
Embora o Brasil possua regulamentação que proíbe o uso de antibióticos como promotores de crescimento na pecuária, esse fator, isoladamente, não é suficiente para atender às exigências dos mercados europeu e britânico.
As autoridades internacionais também demandam rastreabilidade individual dos animais, auditorias independentes e documentação completa de todas as etapas do processo produtivo, desde a origem até o abate e processamento.
Segundo especialistas, a diferença entre a legislação vigente e a implementação prática desses controles ainda representa um dos principais entraves para o acesso pleno a mercados mais rigorosos.
“A distância entre norma e prática ainda é grande”, avalia Ieda Queiroz.
Competitividade da carne brasileira pode ser impactada
O aumento das exigências internacionais ocorre em um momento em que o Brasil ocupa posição de destaque no comércio global de proteínas animais, com forte participação em mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.
No entanto, a ampliação das barreiras sanitárias pode impactar diretamente a competitividade do setor, caso o país não consiga comprovar com robustez a conformidade de seus sistemas produtivos.
Especialistas alertam que a manutenção e expansão da presença brasileira no mercado internacional dependerá cada vez mais de transparência, rastreabilidade e alinhamento com padrões globais de governança sanitária.
Setor agropecuário entra em fase de adaptação e resposta
O cenário reforça a necessidade de adaptação estrutural do setor agropecuário brasileiro, especialmente na pecuária de corte, que depende fortemente do mercado externo.
A tendência é de maior pressão por sistemas integrados de controle, digitalização de processos e fortalecimento de auditorias independentes, com foco na comprovação de origem e conformidade sanitária.
Com a União Europeia avançando em restrições e o Reino Unido sinalizando medidas semelhantes, o Brasil enfrenta um momento decisivo para consolidar sua reputação como fornecedor global de carne dentro dos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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