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Colheita de café avança no Brasil e atinge 13% da safra 2025/26, aponta Safras & Mercado
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Colheita nacional avança para 13% da safra 2025/26
A colheita de café no Brasil ganhou ritmo na última semana, com destaque para os trabalhos com o conilon (ou robusta), que estavam mais atrasados. De acordo com levantamento semanal da consultoria Safras & Mercado, até o dia 21 de maio, 13% da safra 2025/26 já havia sido colhida, o que representa um avanço de 6 pontos percentuais em relação à semana anterior.
Colheita ainda está atrasada em relação ao histórico recente
Apesar do progresso, o ritmo da colheita segue atrás do registrado no mesmo período do ano passado, assim como da média das últimas cinco safras (2020-2025) — ambas com 15% da produção colhida até esta data. A diferença, no entanto, está diminuindo gradualmente.
Colheita do conilon/robusta ganha força no Espírito Santo
A colheita do café conilon, também conhecido como robusta, atingiu 20% da produção esperada, ainda abaixo dos 22% registrados no mesmo período de 2024 e da média de 24% das últimas cinco safras.
Segundo o consultor Gil Barabach, da Safras & Mercado, “os trabalhos ganharam mais ritmo, com a maioria dos produtores iniciando a colheita. Os resultados preliminares mantêm a previsão de uma safra volumosa de conilon/robusta, especialmente no Espírito Santo.”
Arábica avança em ritmo mais lento, como é tradicional
No caso do café arábica, os trabalhos seguem em ritmo mais lento, conforme o padrão típico do início da colheita. A estimativa é de que 9% da produção total já tenha sido colhida, abaixo dos 11% observados no mesmo período de 2024 e da média de 10% das últimas cinco safras.
“O baixo percentual colhido e beneficiado ainda não permite uma avaliação mais precisa do perfil inicial da safra”, explicou Barabach.
Com condições climáticas favoráveis, a colheita tende a acelerar nas próximas semanas, especialmente se os bons volumes previstos para o conilon se confirmarem, reforçando a expectativa de uma safra robusta em 2025/26.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea
Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.
O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.
Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso
De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.
O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.
Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.
Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.
Preço mínimo para cobrir os custos
Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.
Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.
O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.
Soja também terá aumento nos custos de produção
Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.
Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.
Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:
- Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
- Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.
Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.
As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.
Crédito restrito preocupa produtores
Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.
Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.
Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.
Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.
Algodão apresenta redução nos custos
Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.
O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.
A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:
- Manutenção de máquinas e equipamentos;
- Operações mecanizadas;
- Defensivos agrícolas.
Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.
Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas
Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.
Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.
Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

