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Reposição lenta e baixa no consumo pressionam preços da carne de frango; setor mantém foco na Influenza Aviária

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Reposição lenta impacta o mercado de frango

O mercado brasileiro de carne de frango registrou preços estáveis a mais fracos tanto no mercado vivo quanto no atacado ao longo da última semana. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, o cenário ainda indica pressão de baixa no curto prazo, refletindo uma reposição mais lenta ao longo da cadeia produtiva na segunda quinzena do mês.

Setor segue atento à Influenza Aviária

Um dos principais pontos de atenção no setor continua sendo a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). O foco identificado em uma granja comercial em Montenegro (RS) já teve o processo de desinfecção concluído com sucesso e não houve novos registros da doença.

Iglesias avalia que a situação pode ser rapidamente contornada:

“É provável que a corrente de comércio seja restabelecida junto aos principais países que importam carne de frango do Brasil.”

Além disso, a suspeita de IAAP em Ipumirim (SC) foi descartada. O analista destaca que não há indícios de novos focos em granjas comerciais nesta temporada, o que reforça a expectativa de retomada das exportações brasileiras.

Queda de preços no atacado e na distribuição

No mercado atacadista, os preços caíram ao longo da semana — movimento considerado típico para a segunda metade do mês, quando o consumo é mais fraco e o varejo reduz a atividade. Segundo Iglesias, esse cenário já era esperado mesmo antes do foco de IAAP.

“A segunda quinzena do mês tem menor apelo ao consumo. Com a rápida resposta do Brasil à IAAP, há expectativa de recuperação e embarques recordes em 2025.”

Variação nas cotações dos cortes congelados e resfriados

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, os preços dos principais cortes de frango apresentaram quedas tanto no atacado quanto na distribuição:

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Cortes congelados (atacado – São Paulo):

  • Peito: de R$ 11,40 para R$ 10,75
  • Coxa: de R$ 8,30 para R$ 7,75
  • Asa: de R$ 12,50 para R$ 12,00

Cortes congelados (distribuição):

  • Peito: de R$ 11,50 para R$ 11,00
  • Coxa: de R$ 8,50 para R$ 8,00
  • Asa: de R$ 12,70 para R$ 12,25

Cortes resfriados (atacado):

  • Peito: de R$ 11,50 para R$ 10,85
  • Coxa: de R$ 8,40 para R$ 7,85
  • Asa: de R$ 12,60 para R$ 12,10

Cortes resfriados (distribuição):

  • Peito: de R$ 11,60 para R$ 11,10
  • Coxa: de R$ 8,60 para R$ 8,10
  • Asa: de R$ 12,80 para R$ 12,35
Preços do frango vivo nas principais praças

A cotação do frango vivo variou nas principais regiões do país:

  • Minas Gerais: estável em R$ 5,90
  • São Paulo: recuo de R$ 6,50 para R$ 6,10
  • Mato Grosso do Sul e Goiás: R$ 5,80
  • Distrito Federal: R$ 5,90
  • Pernambuco: R$ 7,50
  • Ceará: R$ 7,80
  • Pará: R$ 8,00
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Integrações regionais:

  • Santa Catarina: R$ 4,35
  • Oeste do Paraná: R$ 4,30
  • Rio Grande do Sul: R$ 4,00
Exportações seguem positivas

As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas (frescas, refrigeradas ou congeladas) renderam US$ 403,6 milhões em 11 dias úteis de maio, com média diária de US$ 36,69 milhões.

O volume total embarcado foi de 222,9 mil toneladas, com média de 20,3 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 1.811,00.

Em comparação com maio de 2024:

  • Valor médio diário: alta de 2,5%
  • Quantidade média diária: avanço de 0,2%
  • Preço médio: valorização de 2,2%

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne de búfalo estreia na Feicorte 2025 com pratos inspirados no tropeirismo e aposta em novos mercados

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A carne de búfalo será apresentada pela primeira vez na Feicorte, realizada de 23 a 26 de junho, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP). A iniciativa marca a estreia da proteína bubalina em um dos principais encontros da cadeia produtiva de carnes do país.

A ação é conduzida por associados da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), que irão apresentar ao público preparações que unem carne e derivados do leite de búfala, reforçando o potencial gastronômico e a versatilidade do produto.

Degustações destacam carne de sol e produtos lácteos de búfala

Entre os destaques da programação, o público poderá degustar carne de sol de búfalo acompanhada de manteiga de búfala aromatizada e stracciatella. Outra preparação que integra o cardápio é a paçoca de pilão feita com carne bubalina, resgatando referências da culinária tradicional brasileira.

Além das receitas com carne, também serão apresentados derivados do leite de búfala, como muçarela, burrata, manteiga e stracciatella, utilizados nas combinações servidas durante o evento.

Segundo o criador de búfalos em Sarapuí (SP) e ex-presidente da ABCB, Caio Rossato, a presença da espécie em uma feira voltada ao setor de carnes amplia a visibilidade do produto e aproxima o consumidor final da cadeia produtiva.

“A presença do búfalo em eventos ligados à carne e ao leite permite apresentar os produtos e ampliar o conhecimento do público sobre as qualidades, o sabor e as texturas da proteína e dos derivados lácteos”, afirmou.

Carne de búfalo resgata tradição do tropeirismo

A escolha da paçoca de pilão como uma das preparações apresentadas na feira tem ligação direta com a história do tropeirismo no Brasil. O prato remete à alimentação utilizada por viajantes que transportavam animais por longas distâncias no período colonial e imperial.

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De acordo com Rossato, essa tradição gastronômica percorreu rotas importantes do Sul e Sudeste do país, passando por estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo, até chegar ao mercado de Sorocaba.

Estratégia de valorização e expansão do consumo

A participação na Feicorte também tem como objetivo ampliar o reconhecimento da carne de búfalo no mercado brasileiro, reforçando seu potencial como alternativa à carne bovina tradicional.

Para a ABCB, eventos do setor são fundamentais para aproximar produtores, indústria e consumidores, promovendo a diversificação do consumo de proteínas e derivados lácteos.

“A degustação em feiras como esta ajuda a divulgar os produtos e permite que o consumidor conheça melhor o sabor e as diferentes formas de utilização da carne e dos lácteos de búfala”, reforçou Rossato.

Com a estreia na Feicorte, o setor bubalino busca consolidar espaço em um dos principais palcos da pecuária de corte no Brasil, ampliando sua presença em eventos estratégicos da cadeia da carne.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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