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Avicultura brasileira avança com foco em reprodução e inovação em eventos técnicos
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Nos primeiros dias de maio, a Aviagen® América Latina esteve presente em dois importantes eventos dedicados à avicultura no Brasil, reforçando seu compromisso com a inovação e o desempenho sustentável do setor. Entre 6 e 7 de maio, a equipe participou do IncubaFÓRUM Brasil 2025, realizado em Maringá (PR), seguido do Curso Teórico-Prático de Reprodução e Incubação, promovido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a North Carolina State University (NCSU), entre 8 e 9 de maio. Este curso foi pioneiro no país ao integrar teoria e prática com foco em incubação e manejo de matrizes.
IncubaFÓRUM: aprimorando o manejo de matrizes
No IncubaFÓRUM, o supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Denilson Vanin, participou de um painel voltado para matrizes reprodutoras. Em sua apresentação, “Manejo da fêmea reprodutora e suas correlações com os indicadores de fertilidade e eclosão”, Vanin apresentou orientações práticas para otimizar o desempenho e o bem-estar das aves ao longo da cadeia produtiva, da granja até a incubação.
Ele destacou a importância de um manejo integrado que inclui cuidados com a conformação física das aves — peso, uniformidade e saúde intestinal — e fatores ambientais como iluminação e nutrição. Vanin ressaltou também a sincronização da maturidade sexual, a idade e conformação adequadas para transferência das aves e a proporção correta entre machos e fêmeas na reprodução, além da atenção contínua à qualidade da cama.
“Uma boa fertilidade e taxa de eclosão começam com um manejo eficaz das matrizes. Cuidar do básico — nutrição, ambiente e tempos corretos — é essencial para garantir lotes saudáveis e produtivos”, afirmou o especialista.
Para o gerente de Serviços Técnicos da Aviagen no Brasil, Marco Aurélio Romagnole de Araújo, o IncubaFÓRUM é uma oportunidade importante para compartilhar conhecimentos práticos que realmente fazem diferença no dia a dia dos produtores.
Curso Teórico-Prático de Reprodução e Incubação: formação técnica para o futuro
Realizado na Universidade Estadual de Maringá (UEM), o curso foi a primeira iniciativa no Brasil a unir teoria e prática com foco na excelência em reprodução e incubação na avicultura. A Aviagen foi patrocinadora e contou com a participação do supervisor regional de Serviços Técnicos e especialista em incubação, Felipe Kroetz Neto, único palestrante convidado para conduzir as sessões teóricas e práticas.
A iniciativa contribuiu para capacitar futuros profissionais do setor com conhecimento técnico e habilidades essenciais para o sucesso da avicultura brasileira.
Compromisso com o setor: Criando o Sucesso Juntos
Marco Aurélio Romagnole reforça a importância da participação da Aviagen nos eventos: “Esses encontros nos permitem compartilhar conhecimento, aprender com outros profissionais e apoiar os produtores em seu trabalho. Seguimos firmes em nossa missão de ‘Criar o Sucesso Juntos’ com nossos clientes e com todo o setor avícola.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


