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Soja se valoriza em Chicago com impulso do óleo e alívio nas tarifas EUA-China, mas enfrenta pressão no Brasil
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O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, apresenta uma análise detalhada sobre o comportamento do mercado da soja nos meses de abril e na primeira quinzena de maio, com destaque para os impactos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e da valorização do óleo de soja.
Preços da soja sobem em Chicago
Após recuar em março, o preço da soja voltou a subir em abril na Bolsa de Chicago (CBOT), mesmo com o avanço da colheita recorde no Brasil e o início da safra robusta na Argentina. O grão foi impulsionado principalmente pela valorização do óleo de soja, que subiu 12,5% em abril, enquanto a soja subiu 2,1%, alcançando USD 10,28/bu.
Na primeira quinzena de maio, o grão manteve o ritmo de alta, com novo avanço de 1,5%, atingindo USD 10,44/bu. Esse movimento foi favorecido pela redução temporária das tarifas comerciais entre EUA e China, válidas por 90 dias.
Redução de tarifas entre EUA e China apoia cotações
Durante o período, os EUA reduziram suas tarifas de importação de produtos chineses de 145% para 30%. Em contrapartida, a China reduziu suas tarifas sobre produtos norte-americanos de 125% para 10%, o que inclui a soja. A reaproximação comercial entre as duas potências gerou otimismo no mercado e contribuiu para a sustentação dos preços internacionais do grão.
Preços no Brasil: alta em abril, recuo em maio
No mercado brasileiro, a soja acompanhou a valorização externa e teve alta em abril, mas com menor intensidade. Em Sorriso (MT), o grão subiu 1%, cotado a R$ 110/saca, impulsionado também pelos prêmios de exportação mais altos.
Porém, na primeira quinzena de maio, os preços recuaram 1%, para R$ 109/saca, influenciados pela queda nos prêmios e pela valorização do real frente ao dólar, que passou de R$ 5,78 em abril para R$ 5,67 no período analisado.
Comercialização avança, mas segue abaixo da média histórica
Entre março e abril, os produtores brasileiros comercializaram aproximadamente 23 milhões de toneladas de soja, motivados pelo vencimento de compromissos financeiros e prêmios favoráveis.
Com isso, o volume vendido da safra 2024/25 chegou a 57%, ainda abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 64%. Considerando uma safra estimada em 170 milhões de toneladas, ainda restam pouco mais de 70 milhões de toneladas a serem negociadas.
USDA mantém estimativas para 2024/25 e divulga projeções para 2025/26
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) manteve inalteradas as estimativas de produção para a safra 2024/25:
- Brasil: 169 milhões de toneladas
- Argentina: 49 milhões de toneladas
Para a safra 2025/26, o USDA projeta:
- Brasil: produção de 175 milhões de toneladas, com aumento de área plantada
- Argentina: queda para 48,5 milhões de toneladas, com redução de área
- EUA: produção de 118,1 milhões de toneladas, com menor área para soja e maior para milho
O consumo global deve crescer 3%, e os estoques finais devem passar de 123 para 124 milhões de toneladas.
Ambiente mais competitivo pressiona os prêmios no Brasil
A reaproximação entre Estados Unidos e China fortalece os preços da soja na CBOT, mas tende a enfraquecer os prêmios no Brasil. Isso porque a volta dos EUA ao mercado chinês cria um cenário de maior competição nas exportações, principalmente a partir de setembro, com o início da colheita norte-americana.
Até lá, a expectativa é de que a China mantenha o ritmo de compras da soja brasileira, embora os embarques possam perder força no segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.
O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.
Mercado interno recua e importações avançam
O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.
Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.
Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração
No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.
Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.
No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).
Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.
Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza
A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.
Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.
No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.
Perspectivas para 2026
Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.
Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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