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Estudantes de todo o país intensificam preparação para o Enem
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Com as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 abertas até o dia 6 de junho, aumenta a expectativa de milhares de estudantes em todo o país. De um lado, escolas e educadores atuam na mobilização e orientação dos alunos para o exame; do outro, os estudantes enfrentam uma rotina intensa de estudos e preparação.
É o caso de Maria Vitória da Rocha Bomfim, estudante concluinte no Instituto Federal da Bahia (IFBA), campus Barreiras. No ritmo acelerado de quem concilia o ensino médio, um curso técnico e ainda um estágio, Maria Vitória tem se dedicado aos preparativos para o Enem. Ela representa a realidade de milhares de jovens brasileiros que enxergam no exame uma oportunidade de mudança de vida.
“Os maiores desafios têm sido conciliar o tempo para estudar e controlar a insegurança. Às vezes, bate o medo de não ser suficiente para conseguir passar. Mas, no fim das contas, acredito que meu esforço e minha motivação falam mais alto”, afirma. Para Maria Vitória, que pretende cursar psicologia, o Enem representa mais do que um exame: é a chance de alcançar uma vaga no curso dos sonhos.
Com uma rotina intensa, ela reconhece o papel da escola na sua formação. “Os professores nos oferecem suporte, como os grupos de estudo. A metodologia de ensino já é voltada para desenvolver o pensamento crítico exigido pela prova”, conta.
Assim como Maria Vitória, a estudante Michelle Novaes Matos vê o Enem como um passo decisivo para o futuro. Com um objetivo definido, ingressar no curso de direito, ela tem buscado formas de aprimorar sua preparação. Para isso, está inscrita em dois cursinhos: um voltado para simulados e outro específico para redação.
Michelle também reconhece a contribuição dos professores. “Os professores conversam, incentivam, focam nos assuntos que mais caem no exame. Isso ajuda bastante”, conclui.
O diretor do IFBA, Ítalo Abreu Lima, destaca a importância de alinhar as expectativas com os objetivos dos estudantes que desejam ingressar no ensino superior. “Sempre orientamos professores e coordenadores sobre a importância de apoiar os alunos nesse processo de preparação para o Enem”, explica.
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aplicará as provas do Enem em 9 e 16 de novembro, nas 27 unidades da Federação.
Inscrições – As inscrições para o Enem 2025 estão abertas e podem ser realizadas até o dia 6 de junho, exclusivamente pela Página do Participante. Quem não é isento da taxa (R$ 85) deve efetuar o pagamento até 11 de junho. É possível fazê-lo por boleto (gerado na Página do Participante); Pix; cartão de crédito; e débito em conta corrente ou poupança (a depender do banco). Para pagar por Pix, basta acessar o QR Code que consta no boleto.
Não será cobrada a taxa de inscrição de pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Uma das novidades é a inscrição pré-preenchida para concluintes da rede pública. Nesses casos, o participante deve acessar a página oficial para confirmar a inscrição e selecionar a prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) que deseja realizar.
Pará – O MEC e o Inep aplicarão o Enem 2025, de forma excepcional, em 30 de novembro e 7 de dezembro, nas seguintes cidades do Pará: Belém, Ananindeua e Marituba. A medida visa atender aos públicos desses municípios, em razão dos impactos logísticos da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá na capital paraense, no período da aplicação regular do exame.
Quem pretendia fazer o Enem em alguma dessas cidades, em 9 e 16 de novembro, ainda pode optar por realizar as provas nessas datas, em outras localidades. Para isso, é necessário optar por outro município de aplicação no momento da inscrição.
Certificação – Na edição de 2025, o Enem voltará a certificar a conclusão do ensino médio ou a proficiência parcial de estudantes maiores de 18 anos. Os participantes que desejam utilizar o exame para esses fins devem indicar a opção no ato da inscrição.
É necessário atingir o mínimo de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e de 500 pontos na redação para adquirir o direito ao certificado ou à declaração parcial de proficiência, por meio do Enem.
Pé-de-Meia – O programa Pé-de-Meia prevê uma parcela bônus de R$ 200 para os estudantes do último ano do ensino médio que realizarem os dois dias de provas do Enem 2025. O pagamento será feito após a conclusão dessa etapa educacional. Todos os participantes do Pé-de-Meia têm direito à isenção da taxa de inscrição do Enem 2025.
Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos. Os resultados individuais do Enem podem ainda ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitarem as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Assessoria de Comunicação do MEC, com informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
Fonte: Ministério da Educação
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Brasil ganha estratégia de Estado para transformar a riqueza mineral em desenvolvimento sustentável de forma soberana até 2050
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apresentou nesta quinta-feira (2/7) o Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050), durante reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). Construído com ampla participação social da academia, do setor produtivo, meio ambiente, e articulação interministerial e federativa, o documento é o instrumento estratégico de longo prazo da política mineral brasileira responsável. Ele estabelece a visão de futuro que o Brasil quer para a mineração em seu território e os pilares, objetivos estratégicos e diretrizes de política pública que vão orientar o setor nas próximas décadas, aliando agregação de valor e responsabilidade socioambiental.
“O Brasil tem algumas das maiores reservas minerais do mundo, e o PNM 2050 mostra o caminho para que nossa riqueza sirva à modernização da economia nacional, transformando esse potencial em desenvolvimento, tecnologia, emprego e renda para o nosso povo. O Plano ainda reafirma nossa soberania em um cenário internacional cada vez mais competitivo”, afirmou Silveira.
O PNM 2050 apresenta o contexto do setor mineral brasileiro frente ao Brasil e ao mundo, o que leva a um diagnóstico central: ter recursos minerais não basta. Transformar potencial geológico em prosperidade e desenvolvimento exige instituições robustas, conhecimento geológico, ambiente regulatório estável e responsabilidade socioambiental.
Por isso, o Plano se organiza em quatro pilares — sustentabilidade e valor social; segurança do suprimento mineral e aproveitamento responsável; agregação de valor no setor mineral; e governança e integridade — que se desdobram em cinco objetivos estratégicos:
- Consolidar a mineração brasileira como sustentável e inclusiva;
- Ampliar o conhecimento geológico e o aproveitamento responsável dos recursos minerais;
- Promover a agregação de valor e o adensamento produtivo;
- Fortalecer a governança, a integridade e a transparência na mineração; e
- Assegurar a soberania nacional e a segurança do suprimento mineral.
A agregação de valor está no centro da estratégia. Em meio à transição energética e à crescente demanda mundial por minerais críticos – usados em baterias, turbinas eólicas e tecnologias digitais e de defesa -, o Brasil quer deixar de ser apenas exportador de bens primários e avançar na industrialização e no adensamento de suas cadeias produtivas.
O setor mineral já responde por cerca de 3,3% do PIB brasileiro e por aproximadamente 2 milhões de empregos diretos, com investimentos em trajetória de crescimento nos últimos anos. Para ampliar esses resultados de forma planejada, o PNM 2050 adota um modelo de planejamento em três níveis, previsto no Decreto nº 11.108/2022 e orientado pelas diretrizes estabelecidas na Resolução CNPM nº 5/2025, que combina a visão estratégica do Plano com um Plano de Metas e Ações e um sistema permanente de monitoramento, avaliação e revisão.
O Plano integra a agenda de reindustrialização e de fortalecimento da soberania nacional, articulando as políticas mineral, industrial, energética, de ciência, tecnologia e inovação e do clima. Com ele, o Brasil reafirma o compromisso de usar seus recursos minerais como instrumento para construir um futuro mais próspero, sustentável, inclusivo e soberano.
Acesse o PNM 2050 na íntegra aqui.
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