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MEC lidera reuniões do BRICS Educação em junho

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O mês de junho marca uma série de encontros estratégicos liderados pelo Ministério da Educação (MEC) na presidência de turno brasileira do BRICS Educação. A partir de segunda-feira, 2 de junho, a pasta participa de uma extensa agenda de reuniões. Entre elas, a 12ª Reunião dos Ministros da Educação dos BRICS, que será liderada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, no dia 5 de junho, no Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF) 

Ao assumir a presidência do BRICS Educação, o MEC apresentou quatro temas prioritários para serem trabalhados na cooperação educacional em 2025. São eles: a ampliação das matrículas no ensino médio e na educação profissional e tecnológica (EPT) e o seu potencial para o desenvolvimento nacional e a inovação; o uso ético da inteligência artificial na educação básica; a consolidação da Rede de Universidades do BRICS e a garantia da qualidade nos processos de avaliação do ensino superior como pilar para o reconhecimento transfronteiriço 

Programação A primeira atividade da agenda desse mês será a Reunião da Aliança de Cooperação em educação profissional e tecnológica (EPT) do BRICS, que ocorrerá na segunda-feira, 2 de junho, na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), em Brasília. A aliança é secretariada pela China e coordenada nacionalmente pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). Nesse ano de presidência brasileira, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC será a anfitriã da reunião. Também participarão do encontro o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que reúne as secretarias de Educação dos estados e do Distrito Federal e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), ambas entidadesmembros da aliança. 

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A programação continua no dia 3 de junho. Na sede do MEC, será realizado um seminário voltado para os líderes de instituições de EPT do BRICS, a partir de 9h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo canal do MEC no YouTube. Na programação, estão previstos debates sobre inclusão social, desenvolvimento nacional e empregabilidade, na EPT. No mesmo dia, também está prevista a 3ª Reunião de Altos Funcionários de Educação do BRICS, que será realizada no Serpro.  

No dia 4 de junho, delegados internacionais farão uma visita técnica ao Instituto Federal de Brasília (IFB), campus Riacho Fundo. Estudantes do curso técnico de cozinha, superior de gastronomia e licenciatura em letras (inglês), compartilharão experiências e farão demonstrações práticas para as delegações do BRICS.  

No dia 5 de junho, o ministro da Educação, Camilo Santana, será o anfitrião da 12ª Reunião dos Ministros da Educação dos BRICS. O encontro abordará as prioridades do Brasil para a cooperação educacional no grupo em 2025. Além dos ministros da Educação do BRICS, a agenda contará com a participação da secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt; do secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli; do secretário de Educação Superior do MEC, Marcus Vinicius David; do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Manuel Palácios, entre outras autoridades da educação brasileira. 

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Os trabalhos se encerram nos dias 6 e 7 de junho, com a realização do Fórum de Reitores das Universidades do BRICS, no Rio de Janeiro. 

Presidência Em 1º de janeiro de 2025, o governo brasileiro assumiu a presidência rotativa do BRICS, agrupamento do qual também participam Rússia, Índia, China, África do Sul e, de forma mais recente, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos. Ao longo do tempo, o BRICS consolidou-se como plataforma de concertação político-diplomática e de cooperação setorial entre os países participantes.  

Assim como o G20, tem presidência rotativa anual, não possuindo documento constitutivo nem secretariado permanente. Trata-se, portanto, de espaço de diálogo e cooperação que delibera por consenso e se desenvolve em temas convergentes.   

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec  

 

Fonte: Ministério da Educação

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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