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MDIC lança novo eixo do Raízes Comex com foco em empregabilidade
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No Mês da Consciência Negra, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), lança um novo eixo do Programa Raízes Comex, focado em fortalecer a empregabilidade e a inclusão racial nas cadeias do comércio exterior brasileiro.
Foi publicado nesta segunda-feira (17/11) o extrato do edital para seleção das Empresas Embaixadoras do Raízes Comex, que buca atrair empresas brasileiras comprometidas com a diversidade racial e a promoção de oportunidades de trabalho no comércio exterior.
A iniciativa estimula a contratação de profissionais negros formados nas capacitações do Raízes Comex e promove o reconhecimento das empresas que já adotam boas práticas de diversidade racial no comércio exterior.
Para o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, o programa simboliza uma nova etapa na construção de uma economia mais inclusiva, inovadora e produtiva.
“O comércio exterior é vetor estratégico da neoindustrialização e de geração de empregos qualificados no Brasil. Com o Raízes Comex, unimos inclusão social e desenvolvimento econômico. Esse é o Brasil que queremos — um país que cresce com justiça e oportunidades para todos”, afirmou Alckmin.
Empresas que aderirem ao edital e comprovarem a contratação de egressos do Raízes Comex, conforme os critérios do edital, receberão o título de Empresa Embaixadora, de caráter honorífico, e terão destaque na comunicação institucional do programa, além de acesso gratuito à treinamento em letramento racial.
“O Raízes Comex nasceu como um projeto pioneiro e agora avança para uma nova etapa, consolidando-se como uma política capaz de gerar impacto real na vida dos participantes e no setor”, comenta a De acordo com a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres. “Ao reconhecer as empresas que contratam egressos, ampliamos o engajamento com a diversidade racial no comércio exterior”, destacou.
Podem participar empresas de todos os portes, desde que constituídas no Brasil e com atuação em cadeias do comércio exterior, além de comprovarem regularidade fiscal, trabalhista e jurídica. As inscrições devem ser feitas por meio de formulário eletrônico e envio do Termo de Adesão, ambos disponíveis no site do MDIC. Após a confirmação da contratação de egressos, as empresas são reconhecidas como Embaixadoras do Raízes Comex.
Desde sua criação, o Raízes Comex já ofereceu mais de 1.100 vagas em cursos de qualificação, em parceria com instituições como a ONG Vocação, o Instituto Aliança Procomex, o Senac e o Sindasp. Entre as formações disponíveis estão:
- Formação em Comércio Exterior (online, 90h): voltada a jovens negros de 17 a 29 anos, com conteúdo sobre importação, exportação, logística e modais de transporte;
- Qualificação Profissional em Assistente de Serviços de Comércio Exterior (presencial, 160h): oferecida pelo Senac em dez municípios, com foco em operações de transporte, armazenagem e liberação aduaneira;
- Capacitação contínua em Comércio Exterior: promovida pelo Sindasp, com acesso gratuito à plataforma EduComex.
“O lançamento reforça o compromisso do MDIC com uma política de comércio exterior mais diversa, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento social”, concluiu Tatiana.
Programa Raízes Comex
Lançado em novembro de 2024, o Programa Raízes Comex tem como objetivo promover a inclusão racial e ampliar a presença de empresas lideradas por pessoas negras no comércio exterior brasileiro. A iniciativa também investe na formação e qualificação de profissionais negros para atuar nas diferentes etapas das operações de exportação e importação.
Estudo inédito da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, que apoiou a criação do programa, mostrou que os trabalhadores pretos e pardos estão sub-representados em empresas exportadoras e importadoras, especialmente em cargos de liderança.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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Comissão de Implantação da UFEsporte realiza primeira reunião
Nesta quinta-feira, 24 de setembro, a Comissão de Implantação da Universidade Federal do Esporte (UFEsporte) realizou sua primeira reunião ordinária no Ministério da Educação (MEC), em Brasília. O encontro reuniu representantes do governo federal, de instituições de ensino superior e de entidades do setor esportivo para iniciar o planejamento técnico e pedagógico da nova instituição de educação superior.
Criada pela Lei nº 15.457, de 3 de julho de 2026, a UFEsporte tem como finalidade formar profissionais para a gestão de políticas públicas, administração de entidades esportivas e formadores especializados em treinamento de atletas de alto rendimento.
Participaram do encontro o secretário de Educação Superior, Marcus Vinícius David; o secretário Nacional do Paradesporto, Fábio Augusto de Araújo; e a secretária Nacional de Excelência Esportiva, Iziane Castro Marques. Para a presidência da comissão, foi eleito o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fernando Marinho Mezzadri. A vice-presidência ficará a cargo do professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Israel Teoldo da Costa.
O grupo é responsável por elaborar o estatuto, o regimento geral, o projeto pedagógico institucional e a estrutura organizacional da universidade, além de definir os cursos que comporão a oferta inicial da instituição.
Instituído pela Portaria MEC nº 639/2026 e atualizado pela Portaria MEC nº 705/2026, o colegiado é composto por 28 membros, sendo 23 titulares e cinco suplentes. A estrutura integra representantes da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Secretaria-Executiva do MEC, do Ministério do Esporte (MEsp), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), do Conselho Nacional do Esporte (CNE) e do Instituto Santos Dumont (ISD), além de professores e pesquisadores da área de Ciência do Esporte e indicação da Presidência do Senado Federal.
De acordo com o planejamento apresentado para a instituição, as atividades acadêmicas estão previstas para começar no segundo semestre de 2027, com cinco cursos de graduação e cinco de pós-graduação lato sensu. Em quatro anos, a previsão é chegar a 11 cursos de graduação e até 3 mil estudantes. A grade acadêmica deverá abranger áreas como Ciência do esporte, educação física, gestão e marketing esportivo, medicina esportiva e reabilitação e nutrição esportiva.
Entre as diretrizes previstas para a instituição estão ações relacionadas à inclusão de pessoas com deficiência no paradesporto e ao acesso à educação formal por atletas em fase de transição de carreira. A proposta também contempla ações relacionadas à igualdade entre homens e mulheres no esporte, à igualdade de oportunidades e remuneração e ao combate à discriminação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação



