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Redução no preço do diesel traz alívio, mas gestão eficiente é essencial para ampliar economia em frotas

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A recente redução de R$ 0,17 por litro no preço do diesel A — combustível base utilizado na mistura do diesel vendido nos postos — trouxe um alívio momentâneo para empresas que dependem de frotas para operar. Com a mudança, o valor médio nas refinarias caiu para R$ 3,55 por litro, o que representa uma queda de 4,6%. Para o consumidor final, o preço do diesel B (misturado com 14% de biodiesel) passou a ter uma parcela da Petrobras de R$ 3,05 por litro.

Desde dezembro de 2022, o diesel acumula uma redução de R$ 0,94 por litro, o equivalente a 20,9%. Considerando a inflação do período, a economia real pode chegar a 29%. No entanto, para quem depende da estrada para trabalhar, essa diminuição ainda não se traduz automaticamente em lucro.

Gestão eficiente: o verdadeiro diferencial nas frotas

Segundo Paulo Raymundi, CEO da Gestran — empresa especializada em soluções para gestão de frotas —, apenas a queda no preço não é suficiente. “Essa é uma ótima notícia, mas para que a economia se concretize no dia a dia, é preciso muito mais do que torcer por reduções. É preciso gestão, estratégia e tecnologia”, afirma.

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Raymundi alerta que desperdícios silenciosos como consumo irregular, falhas de manutenção, hábitos inadequados de direção e negociações mal conduzidas podem anular o efeito positivo da queda nos preços.

Tecnologia na gestão de combustível evita prejuízos

Para controlar os gastos com diesel de forma eficiente, Raymundi recomenda o uso de ferramentas de gestão especializadas. Com sistemas como o Gestran Combustível, é possível registrar o abastecimento de cada caminhão em tempo real, acompanhar o histórico de consumo e identificar irregularidades, como fraudes e desvios.

O sistema permite configurar parâmetros específicos de consumo, como a quantidade de combustível por quilômetro rodado. Se houver consumo acima do esperado, um alerta é emitido, possibilitando investigação imediata sobre as causas, o que contribui para um controle mais apurado e a prevenção de perdas financeiras.

Dados que geram economia e mais segurança

Com as informações detalhadas geradas pelos sistemas de gestão, as empresas podem negociar melhores condições de compra, realizar abastecimentos em postos autorizados e evitar combustível de qualidade duvidosa — o que pode comprometer o desempenho da frota e gerar custos com manutenção.

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“Ter controle sobre onde e como abastecer ajuda a garantir tanto economia quanto qualidade. Via aplicativo, é possível consultar os postos cadastrados pela empresa e realizar abastecimentos apenas nos locais aprovados, o que reduz riscos e desperdícios”, explica Raymundi.

Automatização garante precisão e prepara para o futuro

Outro benefício apontado pelo especialista é a automação do controle de combustível, que reduz erros humanos, garante precisão nos dados e facilita auditorias internas. “A tecnologia transforma a gestão de combustível em uma operação de alta eficiência. Reduz o custo por quilômetro, preserva a frota e ainda prepara as empresas para lidar com futuras oscilações do mercado”, conclui.

Mesmo com a queda significativa no preço do diesel, especialistas reforçam que apenas com uma gestão moderna, inteligente e integrada será possível transformar essa economia pontual em vantagem competitiva real para as empresas do setor de transportes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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