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Feicorte 2025 anuncia parceria inédita com ABCZ para fortalecer o melhoramento genético da pecuária brasileira
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A Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne – confirmou uma parceria inédita com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) para a edição de 2025. O evento acontecerá entre os dias 17 e 21 de junho, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP), reunindo os principais atores da cadeia produtiva da carne no Brasil.
Degustação exclusiva com seis raças zebuínas
Um dos destaques da colaboração será uma experiência gastronômica especial, o “Espaço Beef Hour”, onde será possível degustar a carne de seis raças zebuínas: Brahman, Gir, Guzerá, Nelore, Sindi e Tabapuã. Além disso, raças europeias também farão parte do menu de degustação. Carla Tuccilio, CEO da Verum Eventos, organizadora da Feicorte, destaca que “o churrasco representa mais que uma ação gastronômica, é um símbolo da união do setor pecuário, reforçando a força da pecuária brasileira quando trabalha em conjunto”.
Melhoramento genético e ultrassonografia de carcaça
A parceria reforça o avanço do melhoramento genético focado na qualidade da carne zebuína, resultado de técnicas como a ultrassonografia de carcaça. Isso comprova que todas as raças zebuínas têm potencial para produzir carne premium, desde que a seleção genética seja direcionada para esse objetivo.
Importância da ABCZ para a pecuária nacional
Gabriel Garcia Cid, presidente da ABCZ, ressalta a relevância da associação para a cadeia produtiva da carne no Brasil e no mundo. “A presença da ABCZ na Feicorte é fundamental para destacar a importância da carne e da proteína brasileira, tanto no mercado interno quanto no exterior”.
Participação ativa da ABCZ durante o evento
Além de um estande fixo, a ABCZ contará com Técnicos de Registro para orientar visitantes sobre produtos e serviços, em parceria com associações das raças zebuínas. A associação também apresentará seu software de avaliações genéticas, ferramenta essencial para o melhoramento dos animais.
Expectativas para o evento
Valdecir Marin Junior, presidente do Conselho Técnico das Raças Zebuínas, destaca a relevância da Feicorte para a pecuária: “Somos a maior associação de pecuária do mundo e temos expectativas muito positivas para o evento, que representa boi e carne de qualidade”.
Feicorte como ponto estratégico para o setor
Ricardo Abreu, gerente de Fomento dos Programas de Melhoramento Genético da ABCZ, ressalta a importância da Feicorte como espaço para reunir todos os elos da cadeia da carne, fortalecendo o debate dos principais temas do setor. “A Feicorte se consolida como um momento especial para o desenvolvimento da pecuária brasileira”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Café robusta cresce no Brasil, dobra produção em 9 anos e reduz distância para o arábica
Produção de robusta deve chegar a 22,1 milhões de sacas em 2026, enquanto arábica segue liderança com 44,1 milhões; cenário indica diversificação e reconfiguração da cafeicultura brasileira.
Café robusta deixa de ser coadjuvante e avança na produção nacional
O café robusta, também conhecido como conilon ou canéfora, vem ganhando protagonismo na cafeicultura brasileira e ampliando sua participação na produção nacional.
Em nove anos, a produção praticamente dobrou: passou de 10,4 milhões de sacas em 2016 para 20,8 milhões de sacas no ano passado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa recorde histórico da variedade.
Para 2026, a expectativa é de novo crescimento, com projeção de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% em relação ao ano anterior e possibilidade de novo recorde.
Arábica mantém liderança, mas crescimento do robusta muda equilíbrio do setor
Apesar da expansão do robusta, o café arábica segue como principal variedade produzida no país.
Em 2024, a produção foi de 35,7 milhões de sacas, abaixo das 43 milhões registradas em 2016. Para 2026, a Conab projeta recuperação, com 44,1 milhões de sacas.
Segundo o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion, o cenário não representa substituição entre as variedades, mas sim uma mudança estrutural na cafeicultura brasileira.
“O robusta não está tomando o lugar do arábica, mas o Brasil vive um movimento de diversificação da cafeicultura nacional”, afirma.
Robusta já responde por mais de um terço da produção brasileira
Na safra mais recente, a produção total de café no Brasil foi de 56,5 milhões de sacas. Desse volume, o robusta respondeu por 37%, participação considerada histórica.
O avanço é explicado por fatores como:
- Alta produtividade por hectare
- Maior resistência ao calor e à seca
- Menor custo de produção
- Crescente demanda industrial
“O arábica continua muito importante, especialmente nas exportações, mas o robusta ganha espaço pela sua estabilidade produtiva”, destaca Centurion.
Produtividade do robusta supera em mais de 100% a do arábica
Os dados de produtividade reforçam a vantagem competitiva do robusta no campo.
- Robusta: 400 mil hectares → 20,8 milhões de sacas (52 sacas/ha)
- Arábica: 1,5 milhão de hectares → 35,7 milhões de sacas (24 sacas/ha)
Ou seja, o robusta apresenta produtividade mais que o dobro da registrada no arábica, com menor área cultivada.
Nova configuração da cafeicultura brasileira
Especialistas avaliam que o crescimento do robusta reflete uma mudança estrutural no setor, com maior foco em eficiência, previsibilidade e redução de riscos climáticos.
Segundo Centurion, o movimento não substitui o arábica, mas amplia a competitividade do Brasil.
“O que estamos vendo é uma reconfiguração da cafeicultura, com o robusta assumindo papel estratégico, sustentado por produtividade e pela demanda global por cafés industriais”, explica.
Expansão do robusta abre novas fronteiras agrícolas
O mapa da produção de café no Brasil também está em transformação.
O arábica se concentra principalmente em:
- Minas Gerais (Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Zona da Mata)
- São Paulo
- Paraná
- Bahia (Chapada Diamantina e Oeste)
- Já o robusta tem forte presença em:
- Espírito Santo (maior produtor nacional)
- Rondônia
- Expansão na Bahia e Mato Grosso
Enquanto o arábica exige clima ameno e altitude, o robusta avança em regiões mais quentes e de menor altitude, abrindo novas fronteiras agrícolas.
Café robusta atende demanda crescente da indústria global
O crescimento do robusta também está ligado ao aumento da demanda por cafés industriais, como:
- Café solúvel
- Cápsulas
- Blends comerciais
Além disso, o robusta possui maior teor de cafeína e perfil mais intenso, sendo amplamente utilizado em formulações industriais e misturas com arábica.
Mudanças no consumo global reforçam importância da variedade
No mercado internacional, o arábica ainda lidera com cerca de dois terços do consumo global, enquanto o robusta representa pouco mais de um terço.
Segundo a Conab, o Brasil exportou cerca de 40 milhões de sacas de café no último ano. Deste total:
- 75% a 80% foram de arábica
- 20% a 25% foram de robusta
Os principais compradores incluem Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.
Robusta ganha papel estratégico na competitividade do café brasileiro
Além de ampliar a oferta para a indústria, o robusta também contribui para estabilizar preços no mercado interno, especialmente em momentos de alta do arábica.
Com maior produtividade e menor custo, a variedade ajuda a sustentar a cadeia produtiva e manter o café mais acessível ao consumidor final.
“O robusta funciona como elemento de equilíbrio do setor e contribui para a competitividade do café brasileiro”, conclui Centurion.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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