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Brasil se destaca mundialmente em logística reversa agrícola com eficiência recorde e alcance nacional
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O novo Relatório de Sustentabilidade 2024 do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias) revela que o Brasil superou em 29% a meta anual de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas, com 68.589 toneladas recolhidas em 12 meses. Esse resultado confirma o Sistema Campo Limpo como uma das maiores e mais eficientes operações ambientais do mundo, unindo sustentabilidade, inovação e impacto social no agronegócio.
Operação logística de grande escala e alta eficiência
Em 2024, mais de 18 mil caminhões percorreram 7,6 milhões de quilômetros — o equivalente a mil viagens entre o Oiapoque (AP) e o Chuí (RS) — para coletar as embalagens em 25 estados brasileiros. A rede conta com 411 unidades fixas e mais de 4 mil pontos itinerantes de recebimento, sempre garantindo segurança no transporte e rastreabilidade para a destinação correta das embalagens em cada etapa.
Educação ambiental como base para a transformação
O Relatório destaca o impacto do Programa de Educação Ambiental (PEA) Campo Limpo, que completou 15 anos e já alcançou mais de 2,8 milhões de estudantes no país. Em 2024, foram atendidos 294 mil alunos e 695 professores em mais de 3 mil escolas públicas, promovendo responsabilidade ambiental e economia circular entre as novas gerações. O ano também marcou o lançamento do 1º Desafio Universitário, em parceria com a Enactus Brasil, que incentivou estudantes universitários a desenvolver soluções sustentáveis alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Mobilização nacional e reconhecimento internacional
O Dia Nacional do Campo Limpo, agora parte do calendário oficial, reuniu mais de 74 mil pessoas em 133 municípios em 2024, por meio de ações educativas que reforçam a importância da logística reversa e da responsabilidade ambiental no campo. Além disso, o inpEV manteve sua participação no Pacto Global da ONU, reforçando seu compromisso com os ODS 8, 12 e 16, e conquistou pelo segundo ano consecutivo o Selo Prata do GHG Protocol, referente ao seu inventário de emissões.
Sustentabilidade em foco no agronegócio brasileiro
O Relatório de Sustentabilidade do inpEV chega em um momento em que as práticas ESG ganham força no setor agropecuário nacional, apresentando uma visão detalhada dos compromissos, avanços e desafios enfrentados em 2024. O documento completo está disponível no site do Instituto, com indicadores abrangentes de desempenho ambiental, social e de governança.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados
O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.
Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.
Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.
Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.
Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.
Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual
Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.
Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.
O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.
Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro
O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.
Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


