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Açúcar fecha semana em alta nas bolsas internacionais, apesar de preços ainda baixos
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Os contratos futuros de açúcar encerraram a sexta-feira (30) em alta nas bolsas internacionais, registrando valorização pelo segundo pregão seguido. De acordo com o portal Barchart, o movimento foi impulsionado por fundos que cobriram posições vendidas, após a divulgação de dados que indicaram queda na produção brasileira.
Atualização da safra pressiona o mercado
A alta foi reforçada por novas estimativas da safra 2025/26 da cana-de-açúcar no Centro-Sul, divulgadas pela UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia). A entidade apontou que o volume e a qualidade da cana seguem abaixo dos padrões históricos, o que contribuiu para a valorização nos mercados futuros.
Cotações seguem em patamares baixos
Apesar da recuperação, os preços internacionais do açúcar bruto permanecem nos menores níveis, em torno de 17 centavos de dólar por libra-peso.
Desempenho nas bolsas internacionais
Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto teve leve valorização na maioria dos contratos:
- Julho/25: alta de 5 pontos, a 17,05 centavos de dólar por libra-peso
- Julho/26: estável
- Outubro/26: queda de 2 pontos, a 17,16 centavos de dólar por libra-peso
Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco também subiu em grande parte dos vencimentos:
- Agosto/25: alta de US$ 2,50, fechando a US$ 476,10 por tonelada
- Outubro/25: avanço de US$ 2,30, cotado a US$ 473,00 por tonelada
- Dezembro/26: estabilidade
Mercado interno: açúcar cristal em queda
No mercado físico brasileiro, o Indicador Cepea/Esalq da USP apontou recuo de 2,07% no preço do açúcar cristal. A saca de 50 kg foi negociada a R$ 133,59.
Etanol hidratado também recua
De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado teve queda de 0,28%, com as usinas comercializando o biocombustível a R$ 2.688,00 por metro cúbico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Porto de Paranaguá amplia exportação de frango com energia renovável e investimentos bilionários em infraestrutura
O Porto de Paranaguá reforçou sua posição como principal porta de saída do frango congelado brasileiro para o mercado internacional ao registrar forte movimentação da proteína nos cinco primeiros meses de 2026. O desempenho consolida o complexo portuário paranaense como um dos principais pilares da logística do agronegócio nacional e evidencia os investimentos realizados para ampliar capacidade operacional, eficiência e sustentabilidade.
O crescimento das exportações é sustentado por uma das maiores infraestruturas de armazenagem refrigerada do país. O terminal conta atualmente com um pátio equipado com 5.280 tomadas elétricas destinadas ao abastecimento de contêineres refrigerados (reefers), utilizados no transporte de carnes, pescados e outros produtos perecíveis destinados ao mercado externo.
Energia 100% renovável fortalece competitividade das exportações
Toda a operação de refrigeração do terminal é abastecida por energia elétrica proveniente de fontes renováveis, certificada internacionalmente pelo sistema I-REC (International Renewable Energy Certificate). A iniciativa reduz significativamente as emissões de carbono associadas às operações portuárias e fortalece a estratégia de sustentabilidade adotada pela Portos do Paraná.
Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, a expansão da estrutura reafirma o compromisso da autoridade portuária em acompanhar o crescimento das exportações brasileiras.
“A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Aliar eficiência logística ao uso de energia 100% renovável aumenta a competitividade do Paraná e garante uma cadeia de exportação mais limpa, segura e preparada para os desafios globais”, afirma.
Porto acelera transição energética com eletrificação de equipamentos
Além da ampliação da estrutura frigorificada, o complexo portuário iniciou um importante projeto de transição energética.
Três RTGs (Rubber Tyred Gantry), guindastes utilizados na movimentação de contêineres, passaram a operar com energia elétrica em substituição ao diesel. O projeto-piloto representa a primeira etapa da eletrificação dos equipamentos do terminal, que atualmente possui 40 máquinas desse tipo em operação.
A iniciativa busca reduzir emissões de gases de efeito estufa, diminuir o consumo de combustíveis fósseis e elevar a eficiência operacional das atividades portuárias.
Nova subestação amplia capacidade energética
Os avanços também incluem a implantação de uma moderna subestação elétrica do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade que melhora a distribuição de energia e oferece maior segurança operacional para atender à crescente demanda logística do terminal.
Nos últimos anos, o grupo CMPort, responsável pela administração do terminal, investiu aproximadamente R$ 500 milhões na modernização da infraestrutura portuária.
Um novo ciclo de investimentos, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ampliar ainda mais a capacidade operacional do complexo nos próximos anos.
Para Luiz Fernando Garcia da Silva, esses aportes consolidam o planejamento estratégico voltado à modernização do Porto de Paranaguá.
“A modernização energética e os investimentos estruturantes demonstram que Paranaguá está preparado para atender às novas demandas do comércio internacional. Nosso compromisso é garantir que essa expansão ocorra com elevada eficiência operacional, responsabilidade ambiental e maior competitividade para o agronegócio brasileiro”, destaca.
Certificação internacional reforça compromisso ambiental
O terminal também possui certificação ISO 50001, norma internacional voltada à gestão eficiente de energia, e mantém metas permanentes para redução das emissões de gases de efeito estufa e aumento da eficiência operacional.
As ações estão alinhadas aos padrões internacionais de sustentabilidade exigidos pelos principais mercados consumidores e fortalecem a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos produzidos dentro de critérios ambientais cada vez mais rigorosos.
Logística fortalece exportações do agronegócio
Com estrutura moderna e investimentos contínuos, o Porto de Paranaguá desempenha papel estratégico na logística das exportações brasileiras de proteínas animais, atendendo mercados da Ásia, Europa, Oriente Médio e América do Norte.
A combinação entre expansão da capacidade operacional, adoção de energia renovável, modernização tecnológica e novos investimentos posiciona o complexo portuário como uma das principais referências em infraestrutura logística sustentável da América Latina, contribuindo para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no comércio internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


