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Conab reajusta tarifas de armazenagem para ampliar adesão da iniciativa privada aos estoques públicos
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou o reajuste das tarifas de armazenagem, com aumento médio de 6,88%. Os novos valores passaram a valer a partir de maio, conforme decisão aprovada pela Diretoria Colegiada da estatal e publicada no Diário Oficial da União.
Objetivo é ampliar a participação da rede privada na política de estoques públicos
A atualização tem como principal finalidade tornar mais atrativa a participação de armazéns privados credenciados nas ações de formação de estoques públicos. A medida busca ampliar a rede de unidades aptas a receber produtos vinculados a programas governamentais, fortalecendo políticas como o apoio a preços mínimos ao produtor, o programa Venda em Balcão (ProVB), doações de alimentos e ações para reduzir oscilações no abastecimento interno.
Valores atualizados variam conforme tipo de operação e produto
A nova tabela de tarifas detalha os valores aplicados conforme o tipo de operação e o produto armazenado. Entre os principais exemplos:
- Recebimento ou expedição de produtos a granel: R$ 3,45 por tonelada.
- Armazenagem de produtos a granel: R$ 3,95 por tonelada por quinzena.
- Produtos específicos, como arroz: acréscimo de 50% sobre o valor base.
- Sobretaxas quinzenais: aplicadas a itens como arroz, milho e feijão, com alíquotas específicas.
A tabela completa está disponível no site da Conab, na seção de Armazenagem.
Requisitos para credenciamento e atuação na estocagem pública
Somente armazéns devidamente credenciados podem atuar na estocagem de produtos vinculados à política pública. É necessário que as unidades firmem com a Conab um Contrato de Depósito, que estabelece obrigações, critérios operacionais e regras de remuneração conforme a tabela vigente.
Os interessados devem consultar o Edital de Chamada Pública 01/2025, onde constam todas as exigências e procedimentos para adesão. O processo exige o cumprimento de requisitos técnicos e o contato com a Superintendência Regional da Conab no estado onde o armazém está localizado.
Fiscalização garante integridade dos estoques
A Conab realiza fiscalizações periódicas para garantir a conformidade e integridade dos produtos armazenados sob sua política pública.
Atendimento para dúvidas e orientações
Armazenadores interessados em mais informações sobre o reajuste ou sobre o processo de credenciamento podem entrar em contato com a Conab pelo telefone (61) 3312-6116.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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