AGRONEGOCIOS
ABCZ destaca avanços da pecuária leiteira e anuncia parceria inédita durante a Megaleite 2024
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A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) marcará presença na 20ª edição da Megaleite, considerada a maior exposição de pecuária leiteira da América Latina. O evento será realizado de 10 a 14 de junho, em Belo Horizonte (MG), promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.
No estande da ABCZ, os produtores terão acesso a atendimento técnico especializado, com foco no PMGZ Leite, programa de melhoramento genético voltado para rebanhos leiteiros. A proposta é esclarecer dúvidas e apresentar como genética e tecnologia podem transformar a produção nas fazendas de leite.
Nova parceria será anunciada em live no dia 11 de junho
No segundo dia da feira, 11 de junho, a ABCZ realizará uma transmissão ao vivo, a partir das 16h30, diretamente da Megaleite, para anunciar uma nova parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGil).
A colaboração se insere no contexto da 25ª Exposição Nacional do Gir Leiteiro, que será realizada em Uberaba (MG), juntamente com a 3ª ExpoLeite, prevista para outubro.
Produtores conhecerão resultados de matrizes zebuínas de alta eficiência
Durante a Megaleite, os participantes também terão acesso, com exclusividade, aos resultados de matrizes zebuínas que mais se destacaram em eficiência produtiva e reprodutiva.
Segundo Rodrigo Simões, Diretor de Pecuária Leiteira da ABCZ, “este trabalho contempla dois pilares fundamentais para o progresso da pecuária leiteira nacional: a identificação das matrizes eméritas e o levantamento das maiores lactações vitalícias por raça”.
Essas informações serão divulgadas também em live no dia 12 de junho, a partir das 18h, com transmissão pelos canais da ABCZ TV no YouTube e no Instagram (@abcz.pmgz).
3ª ExpoLeite: genética zebuína em destaque no segundo semestre
A ABCZ também se prepara para a realização da 3ª ExpoLeite, que ocorrerá de 13 a 19 de outubro, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG).
Com o tema “Genética que Alimenta o Mundo”, o evento tem o objetivo de reforçar a importância das raças zebuínas leiteiras para o desenvolvimento da pecuária nos trópicos e em todo o mundo.
“O evento reforça o compromisso da ABCZ com a seleção de animais leiteiros mais eficientes e produtivos, promovendo a competitividade da pecuária nacional e a sustentabilidade da cadeia do leite”, afirmou o presidente da associação, Gabriel Garcia Cid.
Atendimento técnico e dados atualizados do PMGZ Leite
Durante todos os dias da Megaleite, a equipe técnica da ABCZ estará disponível no estande para esclarecer dúvidas, apresentar as vantagens do PMGZ Leite e oferecer suporte técnico personalizado.
“Esperamos todos para resolver pendências, responder dúvidas e mostrar os diferenciais do PMGZ Leite”, destacou Rafael Vizoná, gerente de Melhoramento Genético do Leite da ABCZ.
Atualmente, o PMGZ Leite já contabiliza mais de 6 mil matrizes inscritas em 532 propriedades rurais e registra mais de 1 milhão de controles leiteiros realizados em 6.362 matrizes, consolidando-se como um dos principais programas de melhoramento genético para a pecuária leiteira brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal
A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.
No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.
Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores
O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.
Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.
Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.
Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional
Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.
De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.
Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.
Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais
No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.
As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.
Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.
Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente
O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.
A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.
Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira
Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.
O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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