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Jordânia e Kuwait flexibilizam restrições à carne de frango brasileira após missão oficial do Mapa

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Redução das restrições à carne de frango brasileira

A Jordânia e o Kuwait decidiram reduzir as restrições à importação de carne de frango do Brasil, limitando-as agora apenas ao estado do Rio Grande do Sul. A medida foi resultado de uma missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao Norte da África e Oriente Médio, que envolveu reuniões técnicas e diplomáticas com as autoridades locais.

Objetivo e roteiro da missão do Mapa

A missão, realizada entre os dias 26 de maio e 1º de junho, passou por Argélia, Tunísia, Jordânia e Kuwait. O foco principal foi fortalecer a cooperação bilateral e ampliar as exportações agropecuárias brasileiras. A delegação foi liderada pelo secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Marcel Moreira, acompanhado pela diretora de Promoção Comercial, Ângela Peres.

Flexibilização na Jordânia e proposta de regionalização

Na Jordânia, após a apresentação das medidas brasileiras para controle da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), as autoridades locais concordaram em restringir a suspensão das importações apenas ao estado do Rio Grande do Sul. O secretário Marcel Moreira propôs ainda a regionalização da restrição para um raio de 10 km ao redor do foco, conforme padrões internacionais, além da atualização do Certificado Sanitário Internacional (CSI) para refletir essa mudança. A proposta está em análise pelas autoridades jordanianas.

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Confirmação da redução pelo Kuwait

No Kuwait, a delegação recebeu a confirmação oficial de que a restrição à carne de aves brasileiras também foi reduzida para incidir somente sobre o Rio Grande do Sul, facilitando a exportação para o país.

Importância do diálogo e ações rápidas

Segundo Marcel Moreira, os avanços obtidos com esses países refletem o trabalho transparente e efetivo do Mapa no combate à gripe aviária. Ele destacou que as medidas rápidas de controle, somadas a um diálogo constante com parceiros internacionais, têm permitido reverter restrições com base em critérios científicos e na confiança mútua.

Encontros e negociações na Argélia e Tunísia

Além da Jordânia e Kuwait, a missão também envolveu reuniões na Argélia e Tunísia. Em Argel, a delegação participou da Feira Internacional SIPSA-FILAHA 2025 e iniciou tratativas para um memorando de entendimento que prevê cooperação técnica, intercâmbio tecnológico, capacitação e promoção de produtos argelinos, como azeite de oliva e tâmaras, no Brasil.

Na Tunísia, foram discutidas a ampliação das licenças de importação de carne bovina e de frango brasileiros, a autorização para exportação de carne resfriada e avanços nas negociações para exportar material genético brasileiro ao mercado tunisiano.

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Brasil reforça posição no agronegócio global

Com resultados concretos, a missão reforça o papel do Brasil como parceiro confiável no agronegócio mundial e fortalece laços com países estratégicos do Norte da África e Oriente Médio, abrindo caminho para maior integração comercial e tecnológica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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