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Federarroz intensifica ações junto a bancos e governos para enfrentar crise no setor do arroz

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) intensificou nas últimas semanas suas articulações junto a bancos, governos federal e estadual, além de entidades do setor, para buscar soluções emergenciais que ajudem a mitigar a grave crise enfrentada pelos produtores de arroz no Brasil.

Excesso de oferta e queda nos preços pressionam o mercado

Segundo dados da consultoria Safras & Mercado, o país enfrenta um excedente de arroz estimado em 14,2 milhões de toneladas, enquanto a demanda anual é de apenas 12,2 milhões. Com estoques previstos acima de 2 milhões de toneladas — recorde histórico — os preços sofrem forte pressão para baixo. Esse cenário é resultado da combinação de aumento da área cultivada, produtividade elevada, demanda interna enfraquecida, exportações abaixo do esperado e preços internacionais em baixa.

Diferença entre preço oferecido e pedida aumenta na Fronteira Oeste

Na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, as indústrias ofertam entre R$ 60,00 e R$ 65,00 por saca de arroz com rendimento acima de 58% de grãos inteiros, enquanto os produtores mantêm a expectativa de preços acima de R$ 70,00. Em maio, a média estadual ficou em R$ 73,20, uma queda de 3,11% na semana e de 39,41% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Safras & Mercado.

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Acordos com bancos buscam aliviar pressão financeira

A Federarroz está em negociação com Banrisul, Banco do Brasil e Sicredi para possibilitar o escalonamento dos pagamentos dos financiamentos de custeio, dando fôlego financeiro aos produtores e evitando que sejam obrigados a vender em massa nos próximos meses. O Banrisul já sinalizou apoio à proposta, e espera-se adesão das demais instituições. O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, enfatizou: “É preciso estancar a queda dos preços. Os valores atuais inviabilizam a produção e é essencial criar alternativas para que o produtor não precise vender tanto agora.”

Governo do RS se compromete com medidas tributárias urgentes

No dia 4 de junho, foi realizada uma audiência entre o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, subsecretário da Fazenda, Ricardo Neves, e representantes do setor produtivo. Na reunião, o governo demonstrou sensibilidade à crise e prometeu buscar soluções de curto prazo para amenizar os impactos no setor, que enfrenta preços abaixo dos custos de produção e ainda sofre com adversidades climáticas recentes. Segundo o diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, “o governo se comprometeu a buscar alternativas que possam ajudar os arrozeiros a superar este momento difícil.”

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Mobilização em Brasília e articulação com a Conab

Além das ações estaduais, a Federarroz prepara uma mobilização em Brasília para a próxima semana, com reuniões junto a órgãos federais. Também está marcado para o dia 6 de junho um encontro com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), visando encontrar soluções para a crise de rentabilidade no setor.

Comunicação e suporte técnico aos produtores

A Federação mantém contato constante com associações regionais de produtores e realiza agendas de orientação técnica nos polos arrozeiros. O objetivo é garantir transparência nas ações e ouvir ativamente as demandas da base produtora para melhor encaminhamento das medidas necessárias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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