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Balança Comercial de Maio soma US$ 53 bilhões e registra crescimento de 1,9% na corrente de comércio

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A balança comercial brasileira encerrou o mês de maio com uma corrente de comércio de US$ 53,074 bilhões, o que representa um aumento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2024. O saldo comercial ficou positivo em US$ 7,239 bilhões, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Confira, a seguir, os principais destaques do desempenho comercial brasileiro:

Desempenho no acumulado do ano
  • De janeiro a maio de 2025, o Brasil acumulou:
    • US$ 136,9 bilhões em exportações
    • US$ 112,5 bilhões em importações
    • US$ 24,4 bilhões de superávit
    • US$ 249,4 bilhões de corrente de comércio
    • Comparativo com maio de 2024
  • Na comparação com o mesmo mês do ano anterior:
    • Exportações tiveram leve queda de 0,1%
    • Importações aumentaram 4,7%
    • Corrente de comércio cresceu 1,9%
    • Desempenho entre janeiro e maio
  • No acumulado dos cinco primeiros meses de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024:
    • Exportações recuaram 0,9%
    • Importações subiram 9,2%
    • Corrente de comércio cresceu 3,4%
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Exportações por setor – Maio de 2025 x Maio de 2024
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 0,51 bilhão (+3,4%)
  • Agropecuária: queda de US$ 0,05 bilhão (–0,6%)
  • Indústria Extrativa: recuo de US$ 0,51 bilhão (–6,6%)
Exportações por setor – Acumulado do ano
  • Agropecuária: alta de US$ 0,55 bilhão (+1,7%)
  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 2,5 bilhões (+3,6%)
  • Indústria Extrativa: queda de US$ 4,46 bilhões (–12,5%)
Importações por setor – Maio de 2025 x Maio de 2024
  • Agropecuária: queda de US$ 3,1 milhões (–0,6%)
  • Indústria Extrativa: recuo de US$ 0,82 bilhão (–45,9%)
  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 1,85 bilhão (+9,5%)
Importações por setor – Acumulado do ano
  • Agropecuária: alta de US$ 0,35 bilhão (+14,3%)
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 11,24 bilhões (+12,1%)
  • Indústria Extrativa: queda de US$ 2,12 bilhões (–29,5%)

A balança comercial segue com desempenho positivo, ainda que com oscilações setoriais, refletindo o comportamento dos mercados internacionais e a demanda por produtos brasileiros no exterior.

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Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados – Maio/2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

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Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

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No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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