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Yara e Coocacer firmam parceria para produção de café de baixo carbono no Cerrado Mineiro

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Parceria estratégica para café sustentável

A Yara, líder global em nutrição de plantas, anunciou durante a Abertura da Safra Mineira de Café, em Araguari (MG), uma parceria com a Coocacer, cooperativa reconhecida pela qualidade do café, para o fornecimento de fertilizante lower carbon. Este insumo se destaca por emitir até 90% menos carbono em relação a fertilizantes convencionais produzidos a partir de gás natural. Além disso, o acordo prevê a transferência de conhecimento para adoção de práticas agrícolas sustentáveis e uso de ferramentas digitais, com foco em aumentar a produtividade e reduzir ainda mais a pegada ambiental do café.

Descarbonização da agricultura brasileira

Segundo Guilherme Schmitz, vice-presidente de Marketing e Agronomia da Yara Brasil, a parceria reforça a importância da colaboração para tornar a agricultura nacional mais sustentável.

“A agricultura responde por quase 20% das emissões globais de gases de efeito estufa, mas o solo é uma das maiores ferramentas naturais para captura de carbono. O produtor brasileiro já é referência em boas práticas e temos uma grande oportunidade de desenvolver um modelo de produção de baixo carbono, com alta eficiência agrícola e comercial.”

A Yara tem a meta de alcançar a neutralidade climática até 2050 e avança em parcerias estratégicas nas cadeias produtivas de cacau, batata, citros e café, visando acelerar práticas regenerativas no campo.

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Tecnologia e inovação no fertilizante lower carbon

O fertilizante lower carbon integra o portfólio Yara Climate Choice™, que reúne soluções nutritivas de alta qualidade produzidas com tecnologias que reduzem a pegada de carbono. Sua matéria-prima pode vir de fontes renováveis, como eletrólise da água ou amônia renovável produzida via biometano, técnica já aplicada na planta da Yara em Cubatão (SP) desde 2024.

Compromisso da Coocacer com a sustentabilidade

Para Eliane Cristina Barbosa Cardoso, diretora executiva da Coocacer, a parceria está alinhada ao Programa de Desenvolvimento Café Sustentável da cooperativa, que promove a adoção de tecnologias e inovações para uma cafeicultura ambientalmente responsável e economicamente viável.

“Acreditamos que a união entre produtores conscientes, ciência e fornecedores engajados na transição verde é fundamental para mitigar as mudanças climáticas, sem abrir mão da produtividade e qualidade. Nosso objetivo é que o Cerrado Mineiro se consolide como referência em café sustentável.”

Trajetória e avanços da Yara na sustentabilidade

Com 120 anos de história, a Yara investe continuamente em inovação para uma produção agrícola sustentável. No ano passado, a empresa entregou o primeiro lote de fertilizantes lower carbon para cerca de 30 pequenos e médios produtores de café, que iniciam a colheita em junho.

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Guilherme Schmitz ressalta:

“Estamos ampliando a oferta para que mais produtores possam descarbonizar sua produção. A sustentabilidade é um esforço coletivo, e queremos acelerar essa transformação sem aumentar custos para o agricultor — pelo contrário, proporcionando ganhos financeiros também pelo seu papel ambiental.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cana, açúcar e etanol: queda do etanol pressiona usinas enquanto El Niño pode mexer com mercado global de açúcar

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O mercado sucroenergético brasileiro atravessa um momento de contrastes. Enquanto o etanol ganha competitividade frente à gasolina nos postos de combustíveis, as margens das usinas seguem pressionadas pela forte queda dos preços do biocombustível. Ao mesmo tempo, o mercado internacional de açúcar acompanha com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre as safras asiáticas.

A análise faz parte do relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, que apresenta um panorama detalhado para os setores de cana-de-açúcar, açúcar e etanol no Brasil e no mundo.

Etanol acumula forte desvalorização e preocupa rentabilidade das usinas

De acordo com o levantamento, o principal destaque do segundo trimestre foi a expressiva queda dos preços do etanol hidratado. Entre o final de março e o início de junho, o indicador ESALQ registrou recuo de aproximadamente 24%, saindo de R$ 2,90 por litro para níveis próximos de R$ 2,20 por litro.

Nas bombas, o movimento também foi observado, embora de forma mais moderada. Em São Paulo, o preço médio do etanol hidratado caiu cerca de 14%, ampliando sua competitividade frente à gasolina.

Esse cenário reduziu a relação entre os preços do etanol e da gasolina para cerca de 60%, tornando o biocombustível uma alternativa economicamente mais atrativa para os consumidores. No entanto, para as usinas, a combinação entre preços menores e aumento da oferta limita a rentabilidade do setor.

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Segundo o Rabobank, a relação ideal para equilibrar o mercado brasileiro de etanol seria próxima de 63% durante a safra 2026/27.

Mistura maior de etanol na gasolina pode estimular demanda

Uma das notícias positivas para o setor é a expectativa de ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, passando de 30% para 32%.

A medida deve entrar em vigor ainda neste ano e tende a ampliar o consumo doméstico do biocombustível, reduzindo a necessidade de importação de gasolina e fortalecendo a participação do etanol na matriz energética brasileira.

Além disso, os preços mais competitivos do etanol hidratado podem contribuir para aumentar sua participação no abastecimento da frota flex nacional.

Açúcar acompanha cenário global e monitora riscos climáticos

No mercado internacional, os preços do açúcar seguem pressionados pelas expectativas de maior oferta global. Entretanto, o cenário pode mudar caso as previsões climáticas para a Ásia se confirmem.

O Rabobank destaca que a possibilidade de um El Niño de moderada a forte intensidade no segundo semestre de 2026 aumenta as incertezas sobre a produção em importantes países exportadores, como Índia e Tailândia.

Caso ocorram perdas produtivas nessas regiões, o equilíbrio global da commodity poderá sofrer alterações relevantes, trazendo suporte às cotações internacionais.

Outro fator de atenção envolve os custos de produção. Mesmo em um cenário de redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, os preços elevados de fertilizantes e combustíveis podem comprometer investimentos em manejo agrícola em diversas regiões produtoras do mundo, afetando o potencial produtivo das próximas safras.

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Brasil segue como protagonista do mercado mundial

O terceiro trimestre representa tradicionalmente o pico da moagem de cana e da produção de açúcar e etanol no Centro-Sul brasileiro, principal região produtora do país.

Como maior exportador global de açúcar, o Brasil continua exercendo papel decisivo na formação dos preços internacionais. Segundo a análise do Rabobank, a tendência para os próximos meses é de maior convergência entre os preços do açúcar e do etanol, refletindo o equilíbrio econômico entre os dois produtos dentro das usinas.

Perspectiva para o setor

Apesar do cenário desafiador para as margens do etanol, o aumento da mistura obrigatória na gasolina e a forte competitividade do biocombustível no mercado interno trazem oportunidades para o setor.

No caso do açúcar, o mercado permanece atento ao comportamento climático na Ásia e aos impactos do El Niño sobre a oferta global. Qualquer alteração significativa na produção de países-chave poderá redefinir o equilíbrio mundial da commodity e influenciar diretamente as estratégias das usinas brasileiras nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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