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“Queremos consolidar a economia circular como política de Estado, com os catadores na linha de frente”, afirma ministro Luiz Marinho em Genebra
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu o fortalecimento da atuação dos catadores de materiais recicláveis como eixo central da transição ecológica no Brasil. A declaração foi feita durante reunião com a Aliança Internacional dos Catadores de Resíduos, realizada na sede da Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas, em Genebra, na Suíça. O encontro contou com a participação de representantes do governo federal, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).
“Estamos trabalhando intensamente para dar dignidade ao trabalho dos catadores de materiais recicláveis”, afirmou Luiz Marinho. Segundo ele, o Brasil tem um histórico de luta por justiça social, e os catadores devem estar no centro das políticas de trabalho decente. “A economia circular é prioridade na agenda nacional, e a atuação dos catadores precisa ser reconhecida como atividade essencial para a sustentabilidade e a geração de renda”, explicou.
A reunião teve como foco o fortalecimento da inclusão produtiva, o estímulo à formalização e à organização dos catadores em cooperativas, além do reconhecimento pleno de seus direitos como trabalhadores, O ministro também ressaltou a importância do diálogo direto com os movimentos sociais. “A transição para uma economia mais verde e sustentável precisa incluir quem já atua na reciclagem e no reaproveitamento de resíduos. Não podemos deixar ninguém para trás”, destacou.
A reunião teve como foco o fortalecimento da inclusão produtiva, o incentivo à formalização e à organização dos catadores em cooperativas, além do reconhecimento integral de seus direitos enquanto trabalhadores. O ministro Luiz Marinho também destacou a relevância do diálogo direto com os movimentos sociais. “A transição para uma economia mais verde e sustentável precisa incluir quem já atua na reciclagem e no reaproveitamento de resíduos. Não podemos deixar ninguém para trás”, destacou.
Representando o MNCR, Severino Lima Júnior salientou a relevância do espaço de diálogo com o governo e com a OIT. “É um momento histórico. Estamos aqui para mostrar que os catadores têm voz, têm história e fazem parte das soluções para a sustentabilidade. Queremos trabalhar com dignidade, reconhecimento e políticas que fortaleçam nossas cooperativas e associações”, declarou.
Severino também apontou os desafios enfrentados pela categoria, como a concorrência desleal de grandes empresas que exploram o mercado da reciclagem sem garantir direitos aos trabalhadores. “O catador não pode ser invisível. Somos nós que estamos nas ruas, nos lixões, nos galpões, promovendo a coleta seletiva de verdade, com compromisso social e ambiental”, alertou.
A comitiva de catadores participou de debates sobre transição justa, proteção social e a construção de políticas públicas inclusivas. A OIT compartilhou experiências internacionais e enfatizou a importância de reconhecer e valorizar os catadores como trabalhadores essenciais para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Ao final do encontro, Luiz Marinho reafirmou o compromisso do governo brasileiro com a construção de políticas públicas baseadas no diálogo social e na justiça ambiental. “Queremos consolidar a economia circular como uma política de Estado e garantir que os catadores estejam na linha de frente desse processo. A fala do Severino expressa exatamente o que buscamos: visibilidade, respeito e trabalho digno para todos e todas”, concluiu.
Reuniões bilaterais – Na tarde desta terça-feira (10), o ministro Luiz Marinho participou de uma série de reuniões bilaterais com autoridades de países parceiros, com o objetivo de aprofundar o diálogo internacional em torno de políticas públicas voltadas à valorização do trabalho.
Marinho reuniu-se com os ministros do Trabalho do Uruguai, Juan Castillo; do México, Marath Baruch Bolaños López; e de Angola, Teresa Rodrigues Dias. Entre os principais temas discutidos estiveram a cooperação em qualificação profissional, o fortalecimento da inspeção do trabalho, a regulação do trabalho por plataformas digitais e a proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
“Estamos promovendo parcerias que fortalecem o trabalho decente e que podem trazer bons resultados para todos os países envolvidos”, destacou Marinho. Segundo ele, o Brasil tem buscado avançar com medidas que conciliem desenvolvimento econômico, proteção social e inclusão no mundo do trabalho. “Esses diálogos são fundamentais para trocar experiências e construir soluções conjuntas”, completou.
As reuniões ocorreram na sede da Missão Permanente do Brasil junto às Nações Unidas e fazem parte da estratégia do governo federal para fortalecer o protagonismo do país nos debates internacionais sobre o futuro do trabalho. Entre os temas prioritários estão a transição ecológica justa, a promoção da igualdade de género e a proteção dos trabalhadores informais e autônomos.
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



