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Dólar oscila com foco em nova MP de impostos no Brasil e acordo comercial entre EUA e China

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O dólar operava em leve baixa na manhã desta quinta-feira (12), com variações entre altas e quedas ao longo do início do dia. Às 9h07, a moeda americana recuava 0,03%, sendo cotada a R$ 5,5363. Na véspera, o dólar encerrou o pregão com queda de 0,57%, a R$ 5,5381 — o menor valor registrado desde outubro de 2023.

Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, terminou a quarta-feira com alta de 0,51%, aos 137.128 pontos. A abertura do mercado nesta quinta está prevista para após as 10h.

Nova medida provisória do governo causa reação no Congresso

O foco dos investidores nesta quinta está voltado à medida provisória publicada pelo governo federal na noite anterior. O novo pacote substitui o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) decretado em maio e propõe:

  • Redução de impostos para empresas e seguros do tipo VGBL;
  • Aumento da tributação sobre apostas esportivas, criptoativos e investimentos antes isentos, como LCI e LCA.

A proposta provocou resistência entre líderes do Centrão, que afirmam não terem sido consultados e já articulam para barrar a MP no Congresso. O impasse político e a incerteza sobre como se dará a compensação fiscal elevaram as expectativas do mercado em relação a um possível aumento da taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

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EUA e China anunciam nova trégua comercial, mas detalhes ainda dependem de aprovação

Outro fator que movimenta os mercados é o novo acordo comercial entre Estados Unidos e China, anunciado na quarta-feira (11). Após dois dias de negociações em Londres, os dois países chegaram a um consenso para retomar a trégua na guerra tarifária.

Entre os termos anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, estão:

  • A China aplicará uma tarifa de 55%;
  • Os EUA pagarão 10%;
  • A China se comprometeu a fornecer ímãs e terras raras, enquanto os EUA manterão a concessão de vistos a estudantes chineses.

O acordo, contudo, ainda precisa ser oficialmente aprovado por Trump e pelo presidente chinês, Xi Jinping. Além disso, o governo norte-americano pretende enviar, nas próximas semanas, cartas com os termos de novos acordos comerciais a dezenas de países, que poderão aceitá-los ou rejeitá-los.

A possibilidade de escalada em conflitos comerciais preocupa investidores, especialmente pela proximidade da temporada de compras de fim de ano. O aumento de tarifas pode elevar os custos de produção e os preços ao consumidor, pressionando a inflação e podendo afetar o consumo global — cenário que levanta temores de desaceleração da economia americana e até de uma recessão mundial.

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Desempenho recente dos mercados
  • Dólar:
    • Semana: -0,57%
    • Mês: -3,15%
    • Ano: -10,38%
  • Ibovespa:
    • Semana: +0,75%
    • Mês: +0,07%
    • Ano: +14%
Avaliação de especialistas

Para o economista Jorge Ferreira dos Santos, professor da ESPM, o governo fez uma “troca de impactos” com a nova MP. A medida anterior, que aumentava o IOF, afetava diretamente o crédito bancário e o consumo, impactando negativamente o varejo. Já a proposta atual alivia esse efeito, mas transfere o peso da arrecadação para investidores e setores em crescimento, como o de criptoativos e apostas esportivas.

Analistas do mercado financeiro alertam que o ideal seria o governo concentrar esforços em revisar os gastos públicos e avançar em reformas estruturais, em vez de propor novos mecanismos de arrecadação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

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Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

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No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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