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Ministro Ricardo Lewandowski participa do 1º Simpósio STJ-Interpol

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Brasília, 12/06/2025 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, destacou, nesta quinta-feira (12), durante a abertura do 1º Simpósio STJ-Interpol, que o enfrentamento ao crime organizado exige a integração efetiva entre os entes federativos brasileiros e também do Brasil com parceiros internacionais. O evento, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília (DF), reuniu autoridades nacionais e estrangeiras para debater estratégias de combate à criminalidade contemporânea.

“Somente com a cooperação policial e jurídica internacional, e com a integração entre os entes nacionais, poderemos enfrentar com eficácia o crime organizado, sobretudo por meio da sua asfixia financeira”, afirmou o ministro, enfatizando que a segurança pública é uma prioridade do Governo Federal e deve ser tratada como política de Estado. Ele lembrou ainda que o Brasil assinou recentemente acordos com a Interpol, com a Europol e com países do Mercosul, consolidando-se como um ator relevante no cenário global de segurança.

A proposta de dar ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp) status constitucional, inspirada no modelo do Sistema Único de Saúde (SUS), também foi destacada por Lewandowski como uma iniciativa fundamental para garantir a articulação entre União, estados e municípios, hoje ainda marcada por esforços isolados e voluntários. Elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que trata do assunto, está em tramitação no Congresso Nacional.

A abertura do evento também contou com o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, que destacou o caráter inédito do simpósio, visto que, segundo ele, é a primeira vez que o Judiciário brasileiro coordena diretamente um evento com a Interpol. “Estamos semeando um caminho para uma cooperação institucional mais intensa, baseada em integridade, tecnologia e inteligência”, disse o ministro, reforçando o compromisso do tribunal com os direitos humanos e a segurança pública.

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, ressaltou que a criminalidade organizada opera em redes transnacionais ágeis, que não respeitam fronteiras nem burocracias, exigindo do Estado uma atuação igualmente articulada. “A troca de informações é essencial para o combate da criminalidade internacional. Todo esse empenho é a demonstração da nossa determinação em não nos tornarmos reféns da criminalidade organizada”, afirmou, agradecendo o apoio do ministro Lewandowski à iniciativa.

A diretora do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil, Elena Abbati, reforçou a importância da resposta global à criminalidade contemporânea, citando dados alarmantes sobre o aumento do tráfico de drogas, de pessoas e dos crimes ambientais. Segundo ela, o relatório mundial sobre drogas do UNODC aponta um recorde histórico de produção de cocaína, mais de 2,7 mil toneladas, três vezes mais que 10 anos atrás.

“A Interpol exerce um papel essencial, e a cooperação internacional deve se basear em evidências e em dados interconectados, especialmente diante do volume de provas digitais geradas atualmente”, observou.

O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, foi amplamente homenageado durante as falas, por ser o primeiro representante do Sul Global a ocupar o cargo. Lewandowski enalteceu sua liderança e afirmou que a atuação da Interpol se destaca por respeitar integralmente os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Urquiza destacou a importância do simpósio com o Superior Tribunal de Justiça como um marco histórico para fortalecer a cooperação entre o Poder Judiciário e os mecanismos internacionais de justiça. “Essa inciativa reflete o compromisso do Poder Judiciário como um todo no enfrentamento moderno, técnico e colaborativo da criminalidade que hoje desafia fronteiras e soberanias”, declarou.

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também participou da abertura e foi elogiado por Lewandowski como exemplo de servidor público comprometido com uma polícia republicana e eficiente.

“Segurança pública não se faz com frase de efeito, se faz com conhecimento, técnica, estratégia, inteligência e ações concretas. Violência também não se combate com violência, se combate garantindo direitos fundamentais. As polícias têm um papel central nessa garantia e assim nós atuamos”, enfatizou Rodrigues.

A vice-presidente da Corte Suprema de Justiça do Paraguai, ministra María Carolina Llanes Ocampos também estava no evento. Ela foi lembrada por sua participação em recentes acordos firmados entre Brasil, Paraguai e Argentina para reforço da segurança na tríplice fronteira.

O simpósio

O simpósio, promovido com apoio da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), conta com debates restritos a magistrados e convidados. Entre os temas discutidos estão o tráfico de pessoas, os crimes financeiros, os crimes ambientais e as respostas institucionais necessárias para combatê-los.

Segundo o presidente do STJ, já estão previstas novas edições do evento, com foco em temas específicos ligados à criminalidade global, e treinamentos conjuntos para juízes sul-americanos na sede da Interpol, em Lyon, França. “Queremos fortalecer a legislação e as políticas públicas que assegurem os bens jurídicos das pessoas e da coletividade”, afirmou Herman Benjamin.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MEC participa da 16ª Festa Literária das Periferias no Rio

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Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Cidinha da Silva, Eliana Alves Cruz, Elisa Lucinda, Nei Lopes e Estêvão Ribeiro estão entre os autores que participam da 16ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup), realizada de 23 a 27 de setembro no Rio de Janeiro. O evento ocorre no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Sala Guarani e na Praça Tiradentes, com programação que reúne autores, pensadores, estudantes e professores e aborda temas relacionados à literatura negra, periférica e às matrizes ancestrais. 

Com o tema “As Filhas das Filhas das Filhas”, a edição homenageia a escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). A programação conta também com a participação da pensadora norte-americana Kimberlé Crenshaw, além de intelectuais como Djamila Ribeiro, Cida Bento, Carla Akotirene, Jeferson Tenório, Sidnei Nogueira e Bianca Santana. A Flup inclui ainda atividades voltadas à produção audiovisual, entre elas trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas.  

O Ministério da Educação (MEC) participa da Flup por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). Durante a programação, serão disponibilizados dois totens interativos para acesso ao MEC Livros, biblioteca digital de acesso público e gratuito. A programação completa da 16ª Flup pode ser consultada no site oficial do evento. 

A secretária da Secadi, Zara Figueiredo, pontuou que a literatura constitui um direito humano fundamental por sua capacidade de proporcionar o exercício da alteridade e a compreensão de dilemas existenciais. Também ressaltou que a literatura produzida por autores negros e periféricos expressa a diversidade cultural do país e aborda temáticas centrais da sociedade brasileira. Ela destacou ainda a relevância da presença do ministério no festival e enfatizou que a disponibilidade dessas obras na plataforma MEC Livros fortalece a representatividade, a autoestima e a aprendizagem dos estudantes na rede pública. 

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Literatura negra e acervo digital – A programação do festival também se relaciona ao acervo do MEC Livros, biblioteca digital e gratuita que reúne obras de diversos autores presentes na 16ª Flup. Entre os títulos disponíveis está o romance histórico Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, que inspira o tema desta edição do festival. Também integra a plataforma o título Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo, atualmente o quinto livro mais emprestado do acervo, além de outras obras da autora, como Becos da Memória, Ponciá Vicêncio, Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade e Olhos d’água

O catálogo contempla também títulos como Um Exu em Nova York, Sobre-viventes! e Exuzilhar, de Cidinha da Silva; Nada Digo de Ti, que em Ti Não Veja, de Eliana Alves Cruz; Afro-Brasil Reluzentes, de Nei Lopes; e produções voltadas à infância e juventude, como Rê Tinta e a Revolução Escolar, de Elisa Lucinda, e Rê Tinta e o Pé de Jamelão, de Estêvão Ribeiro. 

O MEC Livros reúne autores de diferentes gerações, com obras de escritores como Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis, Lima Barreto e Carolina Maria de Jesus, além de autores contemporâneos brasileiros e estrangeiros, entre eles Itamar Vieira Junior, Lilia Guerra, Eliane Marques, Tom Farias, Paulina Chiziane, Buchi Emecheta, Oyinkan Braithwaite, Akwaeke Emezi e Randall Kenan.  

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Sobre a plataforma – O MEC Livros é uma biblioteca digital de acesso público e gratuito, com mais de 25 mil títulos em formato digital, entre obras licenciadas e em domínio público. A plataforma integra ações relacionadas à ampliação do acesso à leitura e ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, a Academia Brasileira de Letras, o Instituto Mojo de Comunicação Intercultural e a Companhia Editora de Pernambuco. 

O acesso pode ser feito via navegador ou aplicativo para dispositivos móveis, mediante login com a conta Gov.br. A plataforma permite o empréstimo gratuito de obras licenciadas, além da leitura ilimitada de títulos em domínio público. Para consultar o acervo e obter mais informações, acesse o portal do MEC Livros

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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