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Estoque de fécula de mandioca atinge maior nível desde outubro de 2023 com queda nas vendas

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Levantamentos do Cepea indicam que a última semana foi marcada por um ritmo lento no mercado de fécula de mandioca. Os negócios ocorreram de forma pontual, envolvendo menores volumes, principalmente para os setores de massas, panificação e alguns varejistas da região Centro-Sul.

Produção elevada contribui para acúmulo de estoques

A produção do primeiro quadrimestre de 2025 ficou 5,1% acima do mesmo período do ano anterior, o que resultou em um aumento nos estoques das fecularias e modificadoras. Segundo dados do Cepea, na última semana, o total estocado cresceu 2,9%, superando em 39% o volume registrado no mesmo intervalo em 2024, alcançando o maior nível desde outubro de 2023.

Queda nas vendas no varejo impacta o mercado

Pesquisadores do Cepea apontam que a desaceleração nas vendas está concentrada principalmente no varejo. Conforme dados do IBGE, o varejo teve queda de 0,4% em maio, após três meses consecutivos de crescimento. No comércio varejista ampliado — que inclui o atacado de alimentos e bebidas — a retração foi ainda maior, de 1,9%.

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Pressão sobre os preços da fécula de mandioca

Esse cenário de menor demanda tem pressionado as cotações da fécula. A média semanal a prazo para a tonelada (FOB fecularia) foi de R$ 3.114,69, o que corresponde a R$ 77,87 por saca de 25 kg — queda de 0,1% em relação à semana anterior. Na parcial mensal, o recuo chega a 1,6% quando comparado à média de maio.

Diante desse contexto, o mercado de fécula de mandioca enfrenta desafios para equilibrar oferta e demanda, refletindo diretamente na formação dos preços e na gestão dos estoques das empresas do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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