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MTE recebe representantes do setor de transporte com propostas para proteção dos trabalhadores no Corredor Bioceânico

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu nesta segunda-feira (16) representantes sindicais dos trabalhadores do setor de transporte, que apresentaram propostas voltadas à garantia de condições dignas de trabalho nas obras e na futura operação do Corredor Bioceânico. A iniciativa de infraestrutura viária, que ligará o Brasil ao Oceano Pacífico por meio do Paraguai, Argentina e Chile, é considerada estratégica para o desenvolvimento econômico e social de toda a região.

Entre as principais propostas apresentadas, estão a inclusão formal das entidades sindicais nos grupos de trabalho responsáveis pela coordenação do projeto, a aplicação das convenções internacionais ratificadas pelo Brasil e a adoção de medidas que garantam saúde, segurança, qualificação profissional e proteção social aos trabalhadores.

O documento entregue ao ministro também propõe a implementação das recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a sustentabilidade do Corredor, a aplicação do Código de Práticas da OIT sobre segurança na construção civil e a instalação de Pontos de Parada e Descanso (PPDs) para motoristas.

Além disso, os representantes sindicais solicitaram a inclusão do Ministério do Trabalho e Emprego na Comissão Interministerial para Infraestrutura e o Planejamento da Integração da América do Sul, instituída em 28 de maio de 2024.

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Participaram da reunião o secretário regional da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF Américas) para a América Latina e Caribe, Edgar Diáz; o coordenador regional da ITF Américas, Nícolás Menassé; e o assessor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte Terrestre (CNTTT), Gustavo Ávila.

Representando o Ministério do Trabalho e Emprego, estiveram presentes o secretário de Relações do Trabalho, Marcos Perioto; o secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello; e a chefe da Assessoria Especial para Assuntos Internacionais, Maíra Lacerda.

Corredor Bioceânico

De acordo com o Ministério do Planejamento, as obras do lado brasileiro do Corredor Bioceânico já estão contempladas no Novo PAC, com recursos garantidos. A principal intervenção é a construção da ponte binacional que ligará Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, cuja conclusão está prevista para maio de 2026.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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