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Indicador do arroz em casca volta a níveis de fevereiro de 2022 após novas quedas
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Indicador do arroz registra nova queda e retorna a patamares antigos
O Indicador do arroz em casca CEPEA/IRGA-RS, que considera grãos com 58% de inteiros e pagamento à vista, apresentou nova retração nesta segunda-feira (16), alcançando a média de R$ 65,98 por saca de 50 kg. Com isso, os preços retornam ao nível observado em fevereiro de 2022, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Baixa liquidez e oferta reduzida pressionam o mercado no Rio Grande do Sul
O mercado gaúcho de arroz em casca continua enfrentando um cenário de baixa liquidez e diminuição nos valores ofertados pelos compradores. Representantes do setor industrial destacam a necessidade de preservar suas margens no repasse do arroz beneficiado, especialmente diante da fragilidade da demanda internacional.
Negociações limitadas são motivadas por compromissos financeiros
Segundo pesquisadores do Cepea, os negócios realizados recentemente têm ocorrido principalmente devido à urgência dos agentes em cumprir obrigações financeiras, mais do que por condições favoráveis do mercado.
Safra brasileira 2024/25 deve crescer quase 15%
Em contrapartida, a produção nacional de arroz para a temporada 2024/25 está estimada em 12,15 milhões de toneladas, representando um aumento de 14,79% em relação à safra anterior. Essa projeção foi divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) neste mês, indicando perspectivas positivas para o setor no médio prazo.
Apesar das perspectivas de crescimento na produção, o mercado do arroz em casca no Rio Grande do Sul segue pressionado por baixa liquidez e preços em queda, refletindo um ambiente desafiador para compradores e vendedores no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais
As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.
O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.
Exportações de açúcar caem em junho
Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.
A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.
Preço médio do açúcar despenca no mercado externo
O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.
Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.
Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços
Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.
Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio


