AGRONEGOCIOS
Tributação sobre LCAs gera preocupação no agronegócio e pode limitar crédito rural
AGRONEGOCIOS
A recente Medida Provisória do governo federal, que estabelece uma alíquota de 5% de Imposto de Renda sobre os rendimentos das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA), causou preocupação no setor agropecuário. Até então isentos, esses títulos são essenciais para o financiamento rural e a nova tributação pode elevar o custo do crédito agrícola no país.
Importância das LCAs para o crédito no campo
As LCAs, que atualmente movimentam mais de R$ 560 bilhões, foram criadas para estimular investimentos no agronegócio, oferecendo isenção fiscal como incentivo para investidores apoiarem a produção agrícola. Com a nova taxação, a atratividade desse título diminui, o que pode reduzir os recursos disponíveis para produtores rurais.
Impactos para produtores pequenos e médios
Romário Alves, CEO e fundador da Sonhagro, rede especializada em soluções de crédito rural, destaca os riscos da medida: “Essa decisão compromete o acesso ao crédito de muitos produtores, especialmente os pequenos e médios, que já enfrentam diversas barreiras burocráticas e financeiras. Se o volume de recursos diminui e o custo aumenta, o impacto será sentido na lavoura, no mercado e no prato do brasileiro”.
Justificativas do governo para a alteração
O governo defende que a medida busca aumentar a arrecadação e corrigir “distorções fiscais” no sistema. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a nova regra tem o objetivo de equilibrar o sistema tributário. Por sua vez, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, minimizou os efeitos sobre a agricultura familiar, afirmando que as LCAs “não são uma fonte significativa de crédito” para esse segmento.
Riscos para investimentos e produção agrícola
Romário alerta que a decisão pode frear projetos de expansão, modernização de equipamentos e até comprometer o cumprimento das obrigações básicas das safras. “O agricultor brasileiro é resiliente, mas ele precisa de crédito acessível, rápido e eficiente”, afirma.
Aumento na busca por soluções financeiras personalizadas
Nos últimos meses, a Sonhagro já vem registrando crescimento na demanda por linhas de crédito personalizadas e consultorias financeiras para produtores rurais, em meio a um cenário de incertezas no setor. Com atuação nacional, a empresa se destaca por facilitar o acesso a financiamentos rurais de forma ágil, menos burocrática e 100% digital, conectando produtores e investidores com segurança e confiança.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
El Niño em 2026 pode impactar café, soja e milho na safra 2026/27, alerta estudo da Nottus
A possível formação do fenômeno El Niño ao longo de 2026 acende um sinal de alerta para o agronegócio brasileiro e pode influenciar diretamente o desempenho da safra 2026/27. O cenário climático, segundo análise da Nottus — empresa especializada em inteligência de dados e consultoria meteorológica — aponta riscos de alterações no regime de chuvas, elevação das temperaturas e impactos sobre o calendário agrícola em importantes regiões produtoras do país.
O levantamento “El Niño 2026: cenários, critérios e impactos no Brasil”, elaborado com base em projeções da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), indica elevada probabilidade de transição para o fenômeno entre maio e julho de 2026. A tendência inicial é de um evento de intensidade fraca a moderada, com possibilidade de fortalecimento no segundo semestre e reflexos até o início de 2027.
De acordo com a meteorologista e sócia-executiva da Nottus, Desirée Brandt, o principal desafio para o setor está na combinação entre o El Niño e o atual cenário de aquecimento global, que tende a intensificar a irregularidade climática.
“O comportamento do clima pode ficar ainda mais instável em algumas regiões produtoras. Por isso, o monitoramento meteorológico e o acompanhamento do calendário agrícola se tornam fundamentais para reduzir riscos e melhorar o planejamento da safra”, afirma.
Café em Minas Gerais entra no radar climático
As regiões cafeeiras do Sudeste, especialmente o Sul de Minas e o Cerrado Mineiro, devem acompanhar de perto a evolução do fenômeno climático. Em um primeiro momento, ainda existe possibilidade de geadas pontuais em áreas mais elevadas durante o inverno. No entanto, com o avanço do El Niño, a tendência é de aumento das temperaturas e maior frequência de instabilidades atmosféricas.
Municípios produtores como Três Pontas e Patrocínio podem registrar períodos mais frequentes de chuva durante etapas estratégicas da colheita do café, o que exige maior atenção no manejo e na secagem dos grãos.
Segundo Desirée Brandt, o excesso de umidade combinado com temperaturas elevadas também pode favorecer floradas fora do período habitual, impactando o desenvolvimento das lavouras.
O cenário ganha ainda mais relevância diante da previsão de bienalidade negativa para o café em 2027, ciclo naturalmente associado à redução da produtividade das plantas.
Sul do Brasil pode enfrentar desafios nas culturas de inverno
No Sul do país, os impactos do El Niño podem atingir diretamente culturas de inverno, como trigo e frutas típicas de clima frio. A possível redução das horas de frio preocupa produtores que dependem de temperaturas mais baixas para garantir produtividade e qualidade.
Além disso, o aumento das chuvas pode comprometer operações de campo, dificultar a colheita e afetar a qualidade final dos grãos.
O estudo da Nottus também destaca que o excesso de precipitações no segundo semestre tende a elevar os desafios logísticos no transporte e armazenamento da produção agrícola na região Sul.
Irregularidade das chuvas preocupa soja e milho safrinha
No Centro-Oeste e em parte do Sudeste, o principal ponto de atenção está relacionado ao comportamento irregular das chuvas durante a safra 2026/27, especialmente para culturas como soja e milho segunda safra.
Embora a expectativa seja de ocorrência de precipitações ao longo do ciclo, a distribuição deve ocorrer de forma menos uniforme em determinados períodos, aumentando os riscos para o calendário de plantio.
“Atrasos no plantio da soja podem comprometer a janela ideal do milho safrinha, impactando produtividade e potencial produtivo da segunda safra”, explica a meteorologista.
O levantamento ainda aponta maior frequência de ondas de calor e períodos de precipitação irregular no Centro-Oeste e Sudeste ao longo dos próximos meses.
Monitoramento climático será decisivo para reduzir riscos
Diante do cenário projetado, especialistas reforçam que o monitoramento climático contínuo será essencial para apoiar decisões estratégicas no campo, desde o planejamento do plantio até a definição de manejos e operações logísticas.
Mais do que a intensidade do fenômeno, a capacidade de antecipação e adaptação às mudanças climáticas será determinante para minimizar impactos econômicos na safra 2026/27.
“O acompanhamento meteorológico permite que o produtor tenha mais previsibilidade e consiga tomar decisões com maior segurança ao longo do ciclo agrícola”, conclui Desirée Brandt.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba

