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5º Leilão Genética de Campeões movimenta o mercado do Cavalo Lusitano com oferta de animais de elite
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Evento acontece na noite de 24 de junho
O mercado do cavalo Puro Sangue Lusitano será aquecido na noite de 24 de junho com a realização do 5º Leilão Genética de Campeões, que traz uma seleção especial de 26 lotes. A edição virtual deste ano contará com animais montados com elevado nível de equitação, matrizes com produção comprovada, potros e potras de grande potencial, embriões e oito coberturas de garanhões importados de destaque internacional.
Formato virtual e transmissão ao vivo
Promovido pela Central de Equinos, com produção da Coudelaria Rebouças, o leilão será transmitido ao vivo pela TV Leilão, a partir das 20h, com condução do leiloeiro rural Marcelo Pardini. A proposta do evento é ampliar o alcance do público, atingindo apaixonados pela raça no Brasil e no exterior.
Destaques genéticos e variedade de pelagens
De acordo com José Rebouças, médico veterinário, diretor da Central de Equinos e jurado técnico da ABPSL (Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano), os lotes ofertados reúnem o que há de melhor em genética nacional e internacional. Entre os animais, estarão disponíveis exemplares das pelagens castanha, baia, palomino, preta, alazã e tordilha.
Além disso, muitos dos lotes contarão com exames radiográficos e laudos negativos de piroplasmose, o que oferece maior segurança aos compradores.
Oportunidade para criadores e competidores
José Rebouças reforça que o leilão é uma excelente oportunidade para quem busca aprimorar seu plantel ou deseja adquirir um animal funcional e bem treinado para modalidades como Adestramento e Equitação de Trabalho.
“No ano passado, o leilão virtual superou as expectativas. Isso nos motivou a realizar esta nova edição, que certamente irá agradar tanto criadores quanto atletas da raça”, afirma Rebouças.
Animais e coberturas de destaque
Entre os destaques da edição está a égua Oração HCI, principal doadora da Coudelaria Rebouças. Ela descende de nomes de peso como os olímpicos Escorial e Viheste, além do multipremiado Spartacus.
Outro destaque é o garanhão Levis do Drosa, castanho filho do premiado Caramulo AR e neto do olímpico Rubi AR, vencedor da Copa ABPSL na categoria Média II e vice-campeão Paulista na mesma categoria.
O catálogo traz ainda coberturas de oito garanhões com carreiras internacionais consolidadas, com sêmens importados de Portugal. São eles:
Miura de Cais, Nogá, Nobre Saramunheiro, Laos, Oboé, Odin Comando SN, Luft e Queluz do Luar — formando o que a organização chama de “Time dos Sonhos” da raça Lusitana.
Como participar do leilão
O catálogo completo, o pré-cadastro e os pré-lances estão disponíveis no site da Central de Equinos: www.centralequinos.com.br, onde também será feita a transmissão ao vivo do evento.
Para informações adicionais, os interessados podem entrar em contato com José Rebouças pelo telefone (11) 99636-8677.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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