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MPA reforça a centralidade da pesca e da aquicultura na agenda climática global

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) integrou a delegação brasileira na 62ª Reunião dos Órgãos Subsidiários (SB62) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), realizada de 16 a 26 de junho, em Bonn, na Alemanha.

A SB62 marcou o início do ciclo de negociações climáticas de 2025, estabelecendo as bases para a 30ª Conferência das Partes da UNFCCC (COP30), que ocorrerá em Belém do Pará, entre 10 e 21 de novembro.

Protagonismo dos pescadores e aquicultores

O MPA vem atuando nos eventos preparatórios da COP30 com o propósito de assegurar que aquicultores e pescadores estejam no centro dos debates climáticos.

Globalmente, a pesca e a aquicultura fornecem trabalho e a renda de 800 milhões de pessoas, sendo 500 milhões de pescadores e pescadoras artesanais. Esses trabalhadores produzem, anualmente, 250 milhões de toneladas de pescado, principal fonte proteica para 3,3 bilhões de pessoas. Com valor de mercado de 200 bilhões de dólares, o pescado é a principal commodity alimentar em comércio internacional.

No Brasil, mais de dois milhões de pessoas vivem diretamente da pesca e da aquicultura. Esses trabalhadores desempenham papel fundamental na segurança alimentar e nutricional, na geração de emprego e renda, na inclusão social e no desenvolvimento econômico do país.

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Vulnerabilidade climática da pesca e da aquicultura 

Em que pese a sua importância social e econômica, a pesca e aquicultura figuram entre as atividades agrícolas mais vulneráveis às mudanças do clima, sendo impactadas tanto por eventos extremos, como tempestades, secas e inundações, quanto por eventos de início lento, como a elevação do nível do mar, a acidificação dos oceanos e o branqueamento dos corais. 

No Brasil, esses eventos impactam principalmente os 1,9 milhão de aquicultores e pescadores artesanais e de pequena escala. Esses trabalhadores pertencem, em sua maioria, a povos indígenas, famílias rurais, colônias de pescadores, comunidades extrativistas, quilombolas, caiçaras, ribeirinhas, vazanteiras, jangadeiras, pantaneiras e marisqueiras, entre outros. Os modos de vida e meios de sustento desses brasileiros são indissociáveis dos ecossistemas que habitam, dos ciclos das chuvas e dos fluxos das águas dos rios, lagos, barragens, açudes, estuários  e marés. Por isso, formam grupos sociais altamente vulneráveis a fenômenos climáticos anômalos ou extremos, conforme se pode evidenciar durante as recentes inundações no Sul e estiagens na Amazônia.  

Implementação de compromissos climáticos

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O MPA está empenhado em assegurar que as vozes dos pescadores e aquicultores sejam ouvidas em Belém. Também trabalha para que a Agenda de Ação da COP30, ao guiar a implementação dos compromissos climáticos globais, priorize iniciativas em favor desses trabalhadores, assegurando-lhes meios para que possam se adaptar às mudanças do clima e aumentar a resiliência dos sistemas alimentares aquáticos, em benefício de todos.

Saiba Mais: Leia a Quarta Carta da Presidência Brasileira da COP30

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Encontro entre Trump e Xi Jinping afeta mercado brasileiro

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O encontro realizado nesta quarta-feira (13.05) entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o Chinês, Xi Jinping, acabou acabou repercutindo também no Brasil. A reunião esfriou as expectativas de novos acordos comerciais envolvendo compras chinesas de grãos norte-americanos e pressionou as cotações na Bolsa de Chicago, principal referência global para formação dos preços pagos ao produtor brasileiro.

Nos últimos dias, parte do mercado apostava que o encontro poderia abrir espaço para uma nova rodada de compras chinesas da soja dos Estados Unidos, movimento que historicamente costuma mexer com os preços internacionais. Mas o discurso adotado após a reunião foi mais cauteloso. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que os compromissos já assumidos pela China seriam suficientes para manter o fluxo atual de importações, sem necessidade de ampliar significativamente as aquisições.

A reação em Chicago foi imediata. Sem perspectiva de aumento da demanda chinesa pelos grãos americanos, os contratos futuros da soja perderam força. O movimento ganhou ainda mais peso após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgar vendas externas abaixo do esperado, aumentando a pressão sobre o mercado.

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Para o produtor brasileiro, o impacto aparece principalmente na formação dos preços internos. Mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade nas exportações e uma safra elevada, a queda em Chicago limita reações mais fortes nas cotações pagas nos portos e no interior.

Ao mesmo tempo, o cenário reforça uma leitura importante para o agro nacional: a China segue buscando diversificar fornecedores e não demonstra intenção de concentrar as compras apenas nos Estados Unidos. Nesse contexto, o Brasil continua ocupando posição estratégica no abastecimento chinês, especialmente em um momento de ampla oferta nacional e embarques em ritmo recorde.

Analistas do setor avaliam que o mercado deve continuar bastante sensível aos próximos movimentos diplomáticos entre Washington e Pequim, já que qualquer sinal envolvendo compras agrícolas tem potencial de influenciar diretamente os preços recebidos pelos produtores brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

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