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Dólar deve encerrar 2025 a R$ 5,90, projeta Rabobank
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Projeção para o câmbio aponta desvalorização do real até o fim do ano
O Rabobank prevê que o dólar deve chegar a R$ 5,90 até dezembro de 2025. A valorização recente do real, impulsionada por fatores como diferencial de juros, fluxo comercial positivo e enfraquecimento do dólar no cenário global, tende a ser temporária. A expectativa é que, no médio prazo, a moeda brasileira volte a se desvalorizar diante de riscos fiscais domésticos e incertezas geopolíticas.
A análise faz parte do boletim Agroinfo – Segundo Trimestre de 2025, elaborado pelo RaboResearch Food & Agribusiness, braço de inteligência do Rabobank focado no agronegócio.
Valorização recente foi sustentada por juros e fluxo comercial
Segundo o relatório, a recente apreciação do real frente ao dólar foi sustentada por alguns fatores conjunturais:
- A manutenção da Selic em 15% e apenas um corte esperado nos juros norte-americanos (Fed Funds) até o fim de 2025;
- O aumento dos investimentos estrangeiros no Brasil;
- Uma balança comercial favorável;
- E a fraqueza global do dólar causada por incertezas na política tarifária dos Estados Unidos.
Esses elementos criaram um ambiente favorável ao real no curto prazo, ajudando a atrair recursos ao país.
Cenário fiscal e tensões globais pesam sobre a moeda brasileira
Apesar do bom momento, o Rabobank alerta que o cenário fiscal brasileiro continua sendo um ponto de preocupação. As dificuldades do governo em avançar com medidas de aumento de receita — como ficou evidente na recente crise envolvendo o IOF — mostram que o cumprimento da meta fiscal pode enfrentar obstáculos relevantes.
Além disso, o relatório destaca que o crescimento global segue fraco, e as tensões geopolíticas, como a guerra comercial entre Estados Unidos e China, continuam a lançar sombras sobre os mercados. Esses fatores tendem a aumentar o prêmio de risco dos países emergentes, entre eles o Brasil.
Copom sinaliza Selic elevada por período prolongado
Na reunião de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15%, encerrando o ciclo de alta, mas indicando que a taxa deve permanecer nesse patamar por um período prolongado. O Rabobank projeta que o início de um novo ciclo de cortes na taxa de juros só deve acontecer a partir do segundo trimestre de 2026.
Efeitos sobre o agronegócio
Para o setor agropecuário, o câmbio é um fator crucial. A valorização do real tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras e pressionar os preços internos das commodities, enquanto um dólar mais alto favorece a rentabilidade dos produtores exportadores.
Com a projeção de alta do dólar até o fim de 2025, os agentes do agronegócio devem se preparar para um cenário de maior volatilidade cambial, que pode impactar diretamente margens, custos e decisões de comercialização.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de carne suína batem recorde histórico em maio e reforçam força do agronegócio brasileiro
As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo marco em maio de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 127,9 mil toneladas de carne suína in natura e processada, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.
O resultado confirma a forte presença do produto brasileiro no mercado internacional e reforça a competitividade da cadeia suinícola nacional, que vem ampliando sua participação em diversos destinos ao redor do mundo.
Recorde para o mês de maio
Embora o volume exportado tenha ficado 7,5% abaixo do registrado em abril, o desempenho superou em 8,8% os embarques realizados em maio de 2025, consolidando um novo recorde histórico para o período.
Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o resultado demonstra a capacidade do setor de manter um fluxo consistente de vendas externas, mesmo diante das oscilações naturais da demanda global.
Exportações seguem sustentando o mercado
O Cepea destaca que os embarques brasileiros de carne suína têm apresentado desempenho sólido ao longo de 2026. Apesar de recuos pontuais em alguns meses, o volume exportado continua registrando crescimento na comparação com o ano anterior.
Esse cenário reflete os esforços da cadeia produtiva para ampliar mercados e fortalecer a presença da proteína brasileira no comércio internacional, estratégia que tem sido fundamental especialmente durante o primeiro semestre, período em que a demanda externa costuma ser mais moderada.
Competitividade brasileira impulsiona vendas
A expansão das exportações também evidencia a competitividade da suinocultura nacional, apoiada por ganhos de produtividade, avanços sanitários e diversificação dos mercados compradores.
O desempenho das vendas externas contribui para o equilíbrio do mercado interno, oferecendo maior escoamento da produção e ajudando a sustentar a rentabilidade dos produtores em um cenário de desafios relacionados aos custos de produção e às oscilações dos preços das proteínas.
Perspectivas para 2026
Com os resultados acumulados até agora, o setor mantém expectativas positivas para o restante do ano. A continuidade da abertura de mercados, o fortalecimento das relações comerciais e a crescente demanda por proteína animal em diversos países podem favorecer novos avanços nas exportações brasileiras.
Caso o ritmo de embarques seja mantido nos próximos meses, 2026 poderá consolidar-se como mais um ano de destaque para a carne suína brasileira no mercado global, ampliando a participação do país entre os principais exportadores mundiais da proteína.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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