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TCE-MT dá início ao 1º Fórum de Saúde Digital na próxima segunda-feira (30)
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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) dá início, nesta segunda-feira (30), ao 1º Fórum de Saúde Digital do estado. Organizado pela Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social, o evento reunirá profissionais de todo o país para debater soluções tecnológicas no setor.
Com o tema “Desafios e oportunidades na saúde pública”, o Fórum abordará temas como a telessaúde no futuro, o uso da inteligência artificial, o controle da política pública na era digital, a transformação digital em Mato Grosso e a atuação do TCU no acompanhamento da saúde digital no país.
“Este é um passo estratégico para consolidar a atuação dos Tribunais na era digital. Não tenho dúvida de que a tecnologia é o caminho mais estratégico para garantir a qualidade desses serviços, por isso vamos discutir diretrizes que orientem o uso ético, eficiente e inclusivo”, avalia o presidente da Comissão, conselheiro Guilherme Antonio Maluf.
O encontro será realizado no auditório da Escola Superior de Contas e se estenderá até o dia 1º de julho (terça-feira), com mesas redondas, painéis temáticos e debates sobre a digitalização da saúde pública. Além disso, serão apresentadas experiências exitosas em telediagnóstico de eletrocardiograma (ECG) e de projetos voltados à saúde mental.
Na ocasião, também será assinado um Acordo de Cooperação Técnica entre o TCE-MT, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Instituto Rui Barbosa (IRB) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), institucionalizando ações conjuntas de fiscalização e formulação de políticas públicas na área da saúde digital.
Programação
O credenciamento começa às 7h, seguido por palestra magna da secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad. Na sequência, o professor-doutor da USP Chao Lung Wen, referência nacional em telemedicina, vai tratar sobre o potencial da inteligência artificial para diagnósticos preditivos.
Entre os palestrantes e painelistas estão ainda o conselheiro Guilherme Antonio Maluf, o vice-presidente IRB, conselheiro Sebastião Helvécio, o auditor federal do TCU, Alexandre Figueiredo, a diretora assistente de Saúde Digital do Incor, Clarisse Sevastano, e a gestora do Núcleo de Telessaúde da SES/BA, Gladys de Oliveira, dentre outros.
A programação se encerra com a apresentação da Política Estadual de Saúde Digital e uma mesa de encerramento com propostas para ações estruturantes e critérios de fiscalização. A expectativa é consolidar diretrizes conjuntas que garantam maior eficiência e controle social sobre os serviços de saúde digital.
Clique aqui para conferir a programação completa.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Fonte: TCE MT – MT
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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT




