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Diesel fecha primeiro semestre de 2025 com os menores preços do ano, revela Edenred Ticket Log
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Queda nos preços médios em junho
O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) apontou que, em junho, tanto o diesel comum quanto o S-10 registraram quedas nos preços médios em relação a maio. O diesel comum ficou em média R$ 6,14 por litro, recuando 1,29%, enquanto o diesel S-10 teve preço médio de R$ 6,18, com redução de 1,44%. Esses valores representam os menores preços médios do combustível no Brasil no primeiro semestre de 2025.
Impacto dos reajustes da Petrobras
Renato Mascarenhas, diretor de Operações e Transformação de Negócios da Edenred Mobilidade, explica que a redução dos preços em junho é reflexo do efeito retardado dos reajustes promovidos pela Petrobras em maio. Esse repasse das reduções contribuiu para que o mercado apresentasse um cenário mais competitivo, beneficiando os custos de frete e logística em todo o país.
Variações regionais nos preços do diesel
No Centro-Oeste, o diesel comum registrou a maior queda, custando em média R$ 6,14, com recuo de 1,92%. O diesel S-10 também caiu 1,58% na região, alcançando R$ 6,24. Já a região Sul apresentou os menores preços nacionais, com o diesel comum a R$ 5,94 e o S-10 a R$ 5,97, ambos com redução de pouco mais de 1%. Por outro lado, a região Norte registrou os valores mais elevados para os dois tipos de diesel: o comum custou em média R$ 6,83, com queda de 0,87%, e o S-10 R$ 6,61, com redução de 1,34%.
Destaques estaduais para o diesel comum
No âmbito estadual, o Acre apresentou o maior preço médio do diesel comum em junho, com R$ 7,72 por litro, mesmo após uma leve queda de 0,52% ante maio. O estado com o combustível mais barato foi o Paraná, onde o preço médio caiu 1,85%, ficando em R$ 5,85. O Tocantins teve a maior redução percentual no diesel comum, com uma queda de 3,04%, fazendo o preço médio chegar a R$ 6,06. Já o Amapá registrou a maior alta para esse tipo de diesel, de 2,31%, comercializando-o a R$ 7,52.
Situação do diesel S-10 nos estados
No diesel S-10, o Acre também liderou com o maior preço médio em junho, R$ 7,63, apesar da queda de 0,91%. Pernambuco foi o estado com o menor valor médio para esse combustível, R$ 5,88, com redução de 0,68%. O Distrito Federal destacou-se com a maior queda percentual para o S-10, de 2,12%, situando o preço médio em R$ 6,45. Por fim, o Amapá foi o único estado a registrar alta no preço do diesel S-10, com aumento discreto de 0,13%, chegando a R$ 7,48.
Metodologia do índice Edenred Ticket Log
O IPTL é baseado em milhões de transações realizadas em postos de combustíveis que aceitam cartões Edenred Ticket Log. Essa metodologia proporciona uma análise detalhada e precisa do comportamento dos preços dos combustíveis em todo o Brasil, refletindo a realidade do mercado nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


