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Na abertura do Cidades Inovadoras, ministra Luciana Santos destaca papel dos municípios na inovação
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Entre os dias 1º e 3 de julho, o estado de Mato Grosso será palco da 4ª edição do evento Cidades Inovadoras, reunindo autoridades locais, estaduais e federais, empresários, gestores públicos e representantes de instituições de ensino.
A abertura aconteceu na noite desta terça-feira, 1º de julho, na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em Cuiabá, com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, que destacou o papel do Governo Federal com a transformação digital inclusiva e sustentável das cidades brasileiras.
Ela pontuou que cidades inteligentes não são apenas aquelas que utilizam tecnologia de ponta. “São, sobretudo, as que colocam as pessoas no centro. São cidades que garantem acesso equitativo à internet, promovem a educação digital, fortalecem a gestão pública e criam oportunidades para todas e todos”.
Luciana Santos também destacou os avanços no financiamento da ciência e inovação, por meio da recomposição do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Segundo a ministra, foram investidos R$ 10 bilhões em 2023, R$ 12,7 bilhões em 2024 e há previsão de R$ 14,7 bilhões para 2025.
“Esses recursos estão revitalizando a infraestrutura de pesquisa e alinhando o conhecimento científico com as necessidades reais da população”, afirmou.
Luciana ainda abordou outros programas do MCTI, como a implementação do Programa CitInova, que foca em políticas públicas para mobilidade urbana inteligente, e a expansão das Infovias Estaduais, que, até 2026, somarão 40 mil km de fibra óptica.
Investimentos estratégicos no estado de Mato Grosso
A ministra Luciana Santos destacou um salto nos investimentos do MCTI no estado. Desde o início da atual gestão, Mato Grosso recebeu R$ 321 milhões em recursos federais, um volume 19 vezes maior do que o investido pela gestão anterior.
Os recursos contemplam iniciativas voltadas à infraestrutura de pesquisa, conectividade digital e inovação aplicada, com destaque para as cadeias agroindustriais, uma das missões da Nova Indústria Brasil (NIB) consideradas estratégicas para a região. Somente nessa área, foram investidos R$ 7,7 bilhões no país até maio deste ano, incluindo aportes em projetos desenvolvidos por empresas mato-grossenses.
Além disso, a capital Cuiabá será diretamente beneficiada pelo Programa de Infovias Estaduais, integrante do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
“Em Cuiabá, estão sendo aplicados R$ 1,5 milhão para conectar localidades como Ribeirãozinho e Alto Garças. Esses investimentos demonstram o compromisso do nosso governo com a transformação digital e com a integração entre inovação, inclusão e desenvolvimento regional sustentável”, pontuou.
4ª edição do evento Cidades Inovadoras
Anfitrião do evento, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso, Allan Kardec, ressaltou a importância da articulação política para o avanço da inovação regional.
“Queremos levar investimento direto ao poder público local. Colocar recursos nos cofres municipais para promover inovação nos serviços públicos. Queremos soluções para saúde, coleta de lixo, matrícula escolar, tudo com inteligência”, destacou.
Kardec acrescentou que, ainda este ano, serão promovidos outros eventos para atrair investimento e ampliar a participação de bancos, agências financiadoras e do setor privado.
“No segundo semestre, realizaremos o FINEP Day, em conjunto com o programa MT Desenvolve, a nossa agência de desenvolvimento estadual, e com a participação do BNDES, Banco do Brasil e BASA. Nosso objetivo é claro: trazer uma linha de crédito específica para os municípios”, disse.
Também presente no evento, o Secretário de Estado do Paraná, Aldo Bona, compartilhou a experiência de Curitiba, eleita duas vezes a cidade mais inteligente do mundo.
“Uma cidade inteligente é, sobretudo, aquela que cuida bem dos seus cidadãos. Cidade inteligente não é, necessariamente, aquela que usa tecnologia de ponta, mas é aquela que tem o cidadão, o ser humano, como centro da sua tomada de decisão”, contou.
Por fim, a diretora da FINEP, Julieta Palmeira, reforçou o papel social da tecnologia e inovação. “A tecnologia só cumpre seu papel quando representa o bem comum, quando todas as pessoas têm acesso a ela e se beneficiam de forma justa e inclusiva”, concluiu.
Prêmio Cidades Inovadoras
A 4ª edição do Cidades Inovadoras foi organizada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci). Até o dia 3 de julho, serão discutidas políticas públicas e soluções inteligentes para os municípios de Mato Grosso.
O secretário Allan Kardec também lançou a 2ª edição do Prêmio Cidades Inovadoras, que reconhece os municípios com práticas inovadoras na área de ciência, tecnologia e inovação.
Segundo ele, a premiação inclui uma missão internacional. “Os vencedores vão para Curitiba e depois para Barcelona, em novembro, onde participarão do Smart City Expo World Congress. Essa será a nossa delegação”, afirmou o secretário, reforçando a importância de aprender com experiências internacionais e conectar os municípios mato-grossenses a redes globais de inovação urbana.
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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico
Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.
Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.
O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.
A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.
Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.
O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.
Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.
A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Ciência garante presença internacional
A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.
Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.
Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou.

