CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

TECNOLOGIA

Cemaden Educação lança cartilhas para enfrentar a crise climática e os desastres naturais

Publicados

TECNOLOGIA

Com o tema “Vamos cuidar do Brasil com escolas sustentáveis: educação e justiça climática”, a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) mobiliza escolas em todo o país. O Cemaden Educação, programa do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tem um papel central na iniciativa, com a elaboração de materiais didáticos que apoiam professores e estudantes no processo de construção de projetos escolares ligados à temática climática.

A educadora e pesquisadora Rachel Trajber, é coordenadora do Cemaden Educação, segundo ela, as cartilhas produzidasforam pensadas para três faixas etárias: Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e Ensino Médio. O material do Fundamental II, intitulado “Nós no clima da mudança: caminhos de educação e justiça climática”, foi o primeiro a ser lançado, com linguagem acessível e foco no protagonismo juvenil. Ele já foi utilizado na etapa escolar da Conferência, encerrada no fim de junho (30).

“Trata-se de uma temática complexa. A publicação traz conceitos como justiça climática, emergência e impactos das mudanças climáticas, mas também propõe alternativas e caminhos possíveis. É uma forma de reconhecer os saberes tradicionais, indígenas, científicos e populares como parte de uma nova cultura climática”, explicou Trajber.

Além do conteúdo conceitual, a cartilha apresenta atividades que incentivam os estudantes a criarem soluções locais diante das mudanças climáticas e estimulam reflexões sobre o território e as desigualdades ambientais.

Atualmente, estão em fase de finalização outras duas cartilhas: uma voltada ao Ensino Fundamental I, já em edição e diagramação, e outra para o Ensino Médio. Todas seguem o mesmo princípio de adaptar a linguagem e a abordagem conforme a faixa etária, mantendo as temáticas centrais de justiça climática e educação transformadora.

Leia Também:  Cerca de 13% do território nacional está em situação de atenção para seca, aponta monitor do Cemaden

Uma quarta publicação, voltada à sociedade civil e aos servidores públicos, também foi lançada recentemente pelo programa: “Emergências de Desastres e Crise Climática: o que fazer?”. O material aborda o funcionamento do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, com orientações sobre respostas emergenciais, solicitação de recursos públicos e a recuperação de áreas afetadas por desastres.

Cooperação interministerial

A produção das cartilhas integra uma ação conjunta entre os Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Segundo Trajber, os materiais também dialogam com o Programa Semana de Educação para a Vida, que incorporou a educação ambiental e a redução de riscos de desastres como eixos estruturantes.

“A emergência climática exige respostas urgentes, mas também um trabalho pedagógico contínuo que ajude crianças e jovens a entenderem as causas, os impactos e as alternativas para lidar com os desafios do nosso tempo”, enfatizou.

A expectativa é de que a coleção seja oficialmente lançada até outubro, durante a etapa nacional da VI Conferência Infantojuvenil, a ser realizada entre os dias 6 e 10 de outubro, como preparação para a COP 30, que ocorrerá em Belém do Pará em 2025.

Leia Também:  Oceano: imersão e conscientização no maior mistério da Terra

VI CNIJMA

A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) é um processo de mobilização de todas as escolas brasileiras que possuem pelo menos uma turma dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano). É um incentivo para que escolas desenvolvam jornadas pedagógicas por meio de pesquisas e produção de conhecimentos que contribuam com  seus territórios no enfrentamento das mudanças do clima. O principal objetivo da conferência é fortalecer ações formativas no campo da educação ambiental, para que as escolas se constituam como espaços educadores sustentáveis e resilientes.

Organizada pelo Ministério da Educação (MEC), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a VI CNIJMA é um processo pedagógico, dinâmico, de diálogos e encontros, voltado para a valorização da cidadania ambiental nas escolas e comunidades a partir da educação ambiental crítica, participativa, democrática e transformadora.

Em 2025, o tema da conferência é: Vamos transformar o Brasil com Educação e Justiça Climática, e faz parte do movimento de preparação do país para a Conferência do Clima (COP30), em Belém (PA). Podem ser delegados da conferência crianças e adolescentes de 11 a 14 anos, matriculados do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.

As cartilhas disponibilizadas no site do Cemaden Educação podem ser acessadas pelos links:

https://educacao.cemaden.gov.br/midiateca/nos-no-clima/

https://educacao.cemaden.gov.br/midiateca/emergencias-de-desastres-e-crise-climatica-o-que-fazer/

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

TECNOLOGIA

MCTI e União Europeia reforçam parceria estratégica em ciência, tecnologia e inovação

Publicados

em

Uma reunião entre a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e a delegação de parlamentares da União Europeia, nesta quinta-feira (7), no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ampliou o destaque para a importância estratégica da relação entre o Brasil e os países que formam o bloco. Na ocasião, foi tratada a ampliação das agendas internacionais para o desenvolvimento sustentável, a transformação digital e a inovação tecnológica, além do fortalecimento da cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação.

O encontro integrou a agenda oficial da missão europeia ao Brasil e reuniu representantes do Parlamento Europeu, da Delegação da União Europeia no Brasil e equipes técnicas do MCTI.

Durante a audiência, a ministra ressaltou que a cooperação é uma oportunidade para aprofundar parcerias em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento econômico e social. “A ciência, a tecnologia e a inovação são instrumentos fundamentais para promover desenvolvimento com sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica. O Brasil tem grande interesse em ampliar parcerias internacionais baseadas no desenvolvimento conjunto de soluções, na troca de conhecimento e na cooperação entre pesquisadores e instituições”, afirmou.

Luciana destacou ainda que o Governo do Brasil vem aumentando os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, com foco em programas estruturantes como a Nova Indústria Brasil (NIB), o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Entre os temas apresentados à delegação europeia estavam inteligência artificial, computação de alto desempenho, bioeconomia, conectividade, energias renováveis e infraestrutura digital.

Leia Também:  Cultura e ciência se unem na 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

A ministra também mencionou os resultados recentes da cooperação internacional conduzida pelo MCTI, incluindo os acordos firmados durante a missão presidencial à Espanha e à Alemanha. Em Barcelona, o MCTI avançou na cooperação com instituições espanholas nas áreas de inteligência artificial e supercomputação, incluindo iniciativas relacionadas ao desenvolvimento de modelos de linguagem em português e espanhol e parcerias com o Barcelona Supercomputing Center (BSC).

Na Alemanha, o Brasil e o governo local avançaram em iniciativas de cooperação científica e tecnológica, incluindo a missão espacial CO2Image para monitoramento de gases de efeito estufa, desenvolvida em parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

Outro ponto enfatizado foi a adesão recente do Brasil à Rede Eureka, uma iniciativa internacional para o desenvolvimento de projetos de inovação, e a entrada do País como membro associado da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), tornando-se o primeiro país das Américas a integrar a organização nessa modalidade.

A delegação europeia foi liderada pelo eurodeputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para as Relações com o Brasil do Parlamento Europeu. Durante a reunião, ele destacou que ciência, tecnologia e inovação estão entre as prioridades estratégicas da União Europeia para os próximos anos e reforçou o interesse europeu em ampliar a cooperação com o Brasil.

Leia Também:  Cerca de 13% do território nacional está em situação de atenção para seca, aponta monitor do Cemaden

“O desenvolvimento tecnológico e a inovação serão centrais para os desafios econômicos, ambientais e sociais das próximas décadas. Há grande potencial para aprofundarmos o relacionamento entre União Europeia e Brasil nessas áreas”, afirmou o parlamentar.

Os participantes discutiram oportunidades de cooperação em inteligência artificial, infraestrutura computacional, conectividade, mobilidade de pesquisadores, segurança digital e formação de redes científicas internacionais.

A reunião contou com a participação de parlamentares de diferentes países da União Europeia, representantes diplomáticos e integrantes da equipe técnica do MCTI, incluindo o secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital, Henrique Miguel, e o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do ministério, Carlos Matsumoto.

Ao final do encontro, representantes do Brasil e da União Europeia reafirmaram o interesse em ampliar iniciativas conjuntas em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, fortalecendo o diálogo institucional e as parcerias estratégicas entre os dois lados.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA