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Entra na segunda fase curso para uso e aplicação da linguagem simples na Justiça Eleitoral

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Fazer o uso e aplicação da linguagem simples em documentos jurídicos com uma linguagem tecnicista como mandados de citação e intimação, carta de intimação, parecer técnico preliminar, relatório de exame preliminar e sentença. Esse é o desafio da segunda fase do curso “Linguagem Simples e Direito Visual”, realizada nesta quinta (3) e sexta-feira (4), de forma virtual. A qualificação teve início no dia 16 de junho e prossegue até o fim deste mês. Para concluir os documentos, os 15 participantes dessa capacitação terão o suporte de três mentorias de duas horas, momento em que receberão orientação e apoio para alcançar os resultados esperados. 

O curso tem como instrutor o facilitador gráfico Sidan Orafa, educador e artista visual, reconhecido nacionalmente pelo trabalho em pensamento visual, linguagem simples e design aplicado à comunicação pública. Ele possui formação em Ciências Contábeis e Análise de Sistemas, além de experiência como designer de interfaces. Paraense, sua trajetória inclui uma vivência internacional que o levou a integrar arte, tecnologia e espiritualidade em suas práticas profissionais.  

Na quinta-feira (3), a capacitação abordou a importância da clareza e acessibilidade na comunicação, com foco na reescrita de documentos. Sidan Orafa propôs a avaliação em grupo dos documentos simplificados e a padronização visual, visando criar templates (modelos) que unifiquem a identidade dos materiais. O instrutor incentivou o engajamento dos participantes e enfatizou a importância de um curso dinâmico e prático. Também incentivou a formação de um grupo de trabalho para facilitar a troca de experiências.  

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A discussão incluiu a utilização de vídeos e áudios com ferramentas para melhorar a comunicação, especialmente para pessoas com baixo letramento. Sidan Orafa estimulou os participantes a revisarem seus documentos, considerando a compreensão de pessoas sem familiaridade com o tema, além de recomendar a revisão em pares para enriquecer o processo. A reunião culminou com a proposta de um tempo para a atividade de revisão dos documentos simplificados, destacando a importância de uma comunicação eficaz nos processos eleitorais. 

Nesta sexta-feira (4), a discussão se concentrou na análise de documentos e a cultura de trabalho. Sidan pontuou a importância de encarar erros como oportunidades de melhoria e a necessidade de um ambiente seguro para promover a colaboração e o aprendizado. As participantes Marcela Lopes e Maria Eliane reforçaram, em suas respectivas observações, a visão positiva sobre inovação e a riqueza que a troca de conhecimentos traz para o desenvolvimento profissional.  

Durante a aula, Orafa apresentou uma análise realizada por plataforma de Inteligência Artificial (IA) para avaliar documentos e sugerir indicadores de impacto da simplificação, ressaltando a necessidade de clareza e hierarquia da informação. Ele ainda propôs a continuação da análise dos documentos simplificados em grupo e trabalhou nos indicadores sugeridos pela IA, juntamente com os servidores, para mensurar o desempenho e o resultado.  A conversa também incluiu a distinção entre prompts (comandos, instruções ou perguntas) e agentes de IA (robôs virtuais, por exemplo). 

“Creio que o mais importante é o foco na reescrita dos documentos para uma compreensão facilitada pelo público externo, inclusive aqueles com baixo letramento. Outro ponto que considero fundamental foi a dinâmica da revisão em pares, o que gerou uma troca de experiências e contribuições nos documentos que foram simplificados. Com esses novos conhecimentos adquiridos, pretendo usar a linguagem simples tanto nos documentos relacionados aos processos que envolvem o público externo, quanto na comunicação no meu local de trabalho e com as demais unidades do Tribunal”, avalia a servidora Nicolle Wayhs, assessora de Gestão e Governança Judiciária do TRE-MT. 

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A capacitação visa o aprimoramento institucional e do seu corpo técnico, alinhada com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do próprio TRE, visando uma acessibilidade mais ampla ao jurisdicionado. Além disso, consta como requisito para a premiação do Selo CNJ de qualidade.   

Jornalista: Anderson Pinho  

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma videoconferência com a participação de diversas pessoas, distribuídas em janelas individuais. A maioria está com a câmera ligada, aparecendo sorridentes ou concentradas, enquanto algumas exibem apenas avatares ou imagens de perfil. Cada janela está identificada com o nome do participante, e alguns têm o microfone silenciado. O ambiente de fundo varia entre escritórios, salas residenciais e imagens genéricas, evidenciando um encontro remoto entre profissionais de diferentes locais. 

Fonte: TRE – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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