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Agronegócio dá lições para o crescimento do e-commerce no Brasil
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E-commerce brasileiro segue em expansão, puxado por pequenas e médias empresas
O comércio eletrônico no Brasil mantém ritmo acelerado, com destaque para as pequenas e médias empresas, que movimentaram R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre de 2025, segundo dados da Nuvemshop. No agronegócio, esse crescimento é ainda mais expressivo, especialmente via marketplaces que compreendem as especificidades do setor e aplicam estratégias focadas nas demandas do produtor rural.
Entendimento do produtor rural é chave para o sucesso digital no agro
Para Ivan Moreno, CEO da Orbia — maior plataforma digital integrada do agronegócio na América Latina —, o diferencial está na combinação entre o conhecimento do comportamento do cliente, o acesso facilitado ao crédito e programas eficazes de fidelização. “No campo, alinhar campanhas promocionais aos momentos do calendário agrícola, como plantio e colheita, é fundamental para captar a demanda nos períodos certos”, destaca.
Crédito inteligente amplia poder de compra e conversão nas vendas
Outro ponto crucial para o sucesso no e-commerce agro é o crédito. Soluções específicas, como a CPR Financeira (CPRF), permitem a compra facilitada de insumos, enquanto no varejo tradicional, instrumentos como carnês digitais, Buy Now, Pay Later (BNPL) e crédito rotativo ampliam o poder de consumo e impulsionam as vendas.
Programas de fidelização reforçam o relacionamento com o cliente
A fidelização por meio de recompensas, descontos progressivos e incentivos ao engajamento provou ser eficaz tanto no agronegócio quanto em outros setores. Essa estratégia ajuda a manter o cliente próximo, incentivando compras repetidas e maior ticket médio.
Modelo do agronegócio pode servir de inspiração para outros setores
A experiência do agronegócio no digital demonstra que a combinação de timing comercial, crédito inteligente e programas de fidelização gera resultados sólidos. Empresas de outros segmentos podem adaptar essas práticas às suas realidades para conquistar maior espaço no comércio eletrônico.
Integrar conhecimento, crédito e fidelização é o caminho para o crescimento no e-commerce
“Sabemos que o sucesso no agro digital não depende de uma única estratégia, mas da integração entre o entendimento do cliente, facilidades de pagamento e fidelização inteligente. Para o segundo semestre, empresas de outros setores podem se inspirar nesse modelo, adaptando ações às particularidades do seu público. O campo já mostrou que funciona. Agora, é hora de levar essas lições para outras áreas”, finaliza Ivan Moreno.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais
As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.
O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.
Exportações de açúcar caem em junho
Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.
A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.
Preço médio do açúcar despenca no mercado externo
O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.
Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.
Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços
Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.
Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio


