CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Colheita de café da Cooxupé atinge 40,4% da área, mas segue atrás dos anos anteriores

Publicados

AGRONEGOCIOS

Colheita alcança 40,4% da área cultivada

A colheita de café dos cooperados da Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do Brasil, alcançou 40,4% da área total até o dia 4 de julho. O número representa um avanço de nove pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda permanece abaixo do ritmo registrado nos dois anos anteriores.

Desempenho inferior a 2023 e 2022

Segundo a Cooxupé, em 2023, a colheita havia atingido 51,6% da área nesse mesmo período, enquanto em 2022 o índice era de 42,7%. O ritmo mais lento em 2024 é atribuído, principalmente, às condições climáticas desfavoráveis, com incidência de chuvas durante o período de colheita, o que dificulta os trabalhos no campo.

Atuação em diversas regiões produtoras

A safra da cooperativa é realizada por mais de 20 mil cooperados, que atuam nas principais regiões cafeeiras do país: Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e média mogiana do Estado de São Paulo. A sede da Cooxupé está localizada em Guaxupé (MG), e a cooperativa reúne produtores de mais de 360 municípios.

Leia Também:  Safra de soja 2025/26 começa sob influência do La Niña e expectativa de clima irregular
Percentual colhido por região

Os dados atualizados mostram o seguinte panorama por região:

  • Sul de Minas: 45,4% da área colhida
  • Matas de Minas: 47%
  • São Paulo (média mogiana): 45%
  • Cerrado Mineiro: 29,9%

Esses números indicam que, apesar do avanço semanal, a colheita ainda precisa ganhar ritmo para se aproximar dos níveis de anos anteriores, especialmente nas regiões onde o clima segue desafiador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor

Publicados

em

O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.

O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.

Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.

A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.

Leia Também:  Safra de soja 2025/26 começa sob influência do La Niña e expectativa de clima irregular

Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.

Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.

Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.

Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.

Leia Também:  Mapa suspende exportações de carne de frango, ovos e produtos avícolas

Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.

Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.

A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA