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Inflação segue alta e disseminada, e mercado de trabalho surpreende, diz presidente do Banco Central
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Inflação ainda pressionada e espalhada entre os setores
A inflação no Brasil continua acima da meta e apresenta ampla disseminação entre os diversos itens que compõem o IPCA, segundo destacou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (10).
Ele ressaltou que 72,5% dos componentes do IPCA estão acima da meta, o que indica um processo inflacionário persistente e espalhado, e não pontual.
Mercado de trabalho segue aquecido e surpreendendo
Galípolo também apontou que o mercado de trabalho brasileiro permanece aquecido, contrariando expectativas e sustentando uma atividade econômica robusta. Mesmo ao desconsiderar o desempenho do agronegócio — que deve alcançar mais uma safra recorde —, a economia segue apresentando crescimento expressivo, segundo o presidente do BC.
Selic elevada para conter inflação
O presidente do BC defendeu a recente elevação da taxa Selic para 15% ao ano, decidida em junho com um aumento de 0,25 ponto percentual. Segundo ele, essa medida foi necessária para que a taxa básica de juros atingisse um patamar suficientemente contracionista, capaz de conter a inflação e reconduzi-la ao centro da meta.
“Tenho visto que a maior parte das críticas à elevada taxa de juros, de 15%, muitas vezes está associada à sugestão de que não se deveria cumprir a meta. Mas a meta não é opcional. Ela é de 3%, conforme decreto”, afirmou Galípolo.
Ele também explicou que o centro da meta é 3%, com banda de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, mas que isso não significa liberdade para perseguir o objetivo de forma leniente.
Expectativas desancoradas incomodam Copom
Galípolo afirmou que todos os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) estão “bastante incomodados” com a desancoragem das expectativas de inflação por parte do mercado. O BC, segundo ele, permanece comprometido com o centro da meta, e não com um intervalo flexível como muitos vêm sugerindo.
Selic deve permanecer alta por um período prolongado
Com a taxa Selic atualmente em 15%, o Banco Central já sinalizou que não deve realizar novas elevações no curto prazo, mas que a taxa deve permanecer neste patamar elevado por um período prolongado.
O ciclo atual de alta teve início em setembro de 2024, quando a Selic estava em 10,50%, e foi elevado gradualmente até atingir o maior nível dos últimos 20 anos.
Projeções de inflação e valorização do real
De acordo com o Boletim Focus, as projeções de inflação estão em 5,18% para 2025 e 4,50% para 2026, ainda acima da meta estipulada.
Galípolo também destacou que o aumento da Selic elevou o carry trade do real — ou seja, a rentabilidade de investidores estrangeiros por manterem posições na moeda brasileira. Como resultado, o real foi uma das moedas que mais se valorizaram no mundo em 2025, superando outras divisas emergentes.
A fala do presidente do Banco Central reforça o compromisso da instituição com o controle da inflação, mesmo diante de críticas à política monetária restritiva. O cenário atual exige cautela, com juros elevados sendo considerados necessários para conter as pressões inflacionárias em um ambiente de atividade econômica aquecida e expectativas ainda distantes do centro da meta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Dólar sobe com inflação no radar e tensão externa pressiona mercados; Ibovespa inicia sessão em queda
O mercado financeiro iniciou esta terça-feira (12) em clima de cautela, com o dólar operando em alta frente ao real e os investidores atentos aos indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A combinação desses fatores elevou a aversão ao risco nos mercados globais e trouxe maior volatilidade para ativos brasileiros.
Por volta das 9h10, o dólar à vista avançava 0,28%, cotado a R$ 4,9048 na venda. Já o contrato futuro da moeda norte-americana com vencimento em junho, negociado na B3, subia 0,31%, alcançando R$ 4,9270.
A valorização da moeda norte-americana ocorre após o fechamento da sessão anterior em leve queda. Na segunda-feira, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 4,8911, com recuo de 0,10%.
No cenário doméstico, o mercado repercute os dados mais recentes do IPCA, índice oficial de inflação do Brasil, considerados fundamentais para calibrar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Banco Central. O comportamento da inflação segue sendo acompanhado de perto por investidores, principalmente diante das discussões sobre juros, consumo e atividade econômica.
Além disso, o Banco Central brasileiro realiza nesta manhã operações cambiais para rolagem de vencimentos. Às 10h30, a autoridade monetária promoveu dois leilões de linha, totalizando US$ 1 bilhão em venda de dólares com compromisso de recompra futura. Já às 11h30, ocorreu leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional, também voltado à rolagem de vencimentos de junho.
Mercado internacional amplia cautela
No exterior, o dólar também ganha força frente a outras moedas, impulsionado pela busca global por ativos considerados mais seguros. Investidores monitoram os números da inflação norte-americana e avaliam possíveis impactos nas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.
A expectativa de juros elevados por mais tempo na economia norte-americana continua sustentando a valorização do dólar em âmbito global, pressionando moedas emergentes, incluindo o real.
As tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio também seguem no radar dos agentes financeiros, aumentando a percepção de risco internacional e contribuindo para movimentos defensivos nos mercados.
Ibovespa opera pressionado
Na renda variável, o Ibovespa iniciou o pregão sob pressão após registrar forte queda na sessão anterior. O principal índice da bolsa brasileira fechou a segunda-feira aos 181.909 pontos, com recuo de 1,19%.
Os investidores seguem adotando postura mais conservadora diante das incertezas fiscais, do ambiente externo mais desafiador e da expectativa pelos próximos indicadores econômicos globais.
Desempenho acumulado dos mercados
- Dólar
- Semana: -0,06%
- Maio: -1,22%
- 2026: -10,88%
- Ibovespa
- Semana: -1,19%
- Maio: -2,89%
- 2026: +12,90%
Analistas destacam que os próximos dias devem continuar marcados por volatilidade nos mercados financeiros, especialmente diante da agenda intensa de indicadores econômicos, das sinalizações dos bancos centrais e das incertezas no cenário geopolítico internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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