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Tarifa de 50% dos EUA preocupa exportadores brasileiros de suco de laranja, alerta CitrusBR
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Setor de suco de laranja critica nova tarifa dos EUA
A CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos) manifestou preocupação com a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos importados do Brasil, anunciada pelo presidente Donald Trump. De acordo com o diretor-executivo da entidade, Ibiapaba Netto, a medida representa um duro golpe para os exportadores brasileiros de suco de laranja.
Surpresa e avaliação dos impactos
Netto afirmou que o setor foi pego de surpresa pela decisão e que agora estuda os impactos da nova tarifa sobre os embarques para o mercado norte-americano. “Vamos avaliar cuidadosamente os efeitos dessa medida, que tem grande potencial de prejuízo para o setor”, declarou.
Preocupação também com o impacto nos EUA
Segundo a CitrusBR, a tarifa não trará consequências apenas ao Brasil. A entidade destaca que a própria indústria de suco dos Estados Unidos pode ser afetada negativamente, já que o Brasil é, há décadas, o principal fornecedor externo da bebida. “A decisão atinge toda uma cadeia produtiva nos EUA que depende do nosso produto e emprega milhares de pessoas”, completou o diretor.
Liderança brasileira no mercado global
O Brasil é o maior produtor e exportador de suco de laranja do mundo, com forte presença no mercado norte-americano. A imposição da tarifa representa uma ameaça a essa liderança, especialmente em um cenário de dependência mútua entre os dois países na cadeia global de sucos cítricos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional
As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.
O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.
Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada
A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.
“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.
O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.
Cenário global pode sustentar preços do algodão
No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade
No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.
Uso do algodão avança para além do setor têxtil
Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


